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Aula sobre Fake news, bots e eleições

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


Vivemos em uma era em que a informação circula rapidamente pelas redes sociais e outros meios digitais, especialmente durante períodos eleitorais. No entanto, nem todas as informações são verdadeiras; as chamadas fake news são notícias falsas criadas para enganar ou manipular a opinião pública. Além disso, bots — programas automatizados — podem amplificar a disseminação dessas notícias, influenciando debates e decisões eleitorais. Entender como essas notícias falsas se propagam, suas causas, consequências e o papel da pós-verdade, onde crenças e opiniões se sobrepõem aos fatos, é fundamental para que os estudantes desenvolvam uma postura crítica diante das informações que recebem. Nesta aula, os alunos explorarão esses conceitos por meio de um mapa conceitual, que ajudará a organizar e aprofundar o entendimento sobre o tema e seus desdobramentos.

Material de apoio 1 — Fake news, bots e eleições

  1. Etapa 1Introdução e contextualização do tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema "Fake news, bots e eleições", explicando sua importância no contexto atual e como essas práticas influenciam a opinião pública e o processo eleitoral. Pode-se utilizar exemplos recentes de notícias falsas que circularam em períodos eleitorais para tornar o assunto mais concreto e próximo da realidade dos alunos.


  2. Etapa 2Apresentação do mapa conceitual modelo

    O professor apresenta o mapa conceitual pronto, destacando a ideia central e as oito sub-ideias com seus respectivos níveis de profundidade. Explica como o mapa ajuda a organizar o conhecimento e como será utilizado como referência para a atividade dos alunos.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e planejamento da atividade

    Os alunos são organizados em duplas ou pequenos grupos para facilitar a aprendizagem entre pares. O professor orienta os grupos a discutirem e planejarem como construirão seu próprio mapa conceitual, definindo quais sub-temas abordarão e como relacioná-los.


  4. Etapa 4Construção colaborativa do mapa conceitual

    Os grupos começam a construir seus mapas conceituais, discutindo e organizando as informações sobre fake news, bots, eleições, pós-verdade, causas, consequências e exemplos. O professor circula pela sala, oferecendo suporte e estimulando reflexões críticas.


  5. Etapa 5Socialização dos mapas conceituais

    Cada grupo apresenta seu mapa para a turma, explicando as escolhas feitas e os conceitos destacados. Os colegas podem fazer perguntas e contribuir com comentários, promovendo um debate enriquecedor.


  6. Etapa 6Reflexão crítica e revisão de opiniões

    O professor conduz uma discussão sobre as implicações do fenômeno da pós-verdade e da disseminação de fake news nas eleições, incentivando os alunos a refletirem sobre suas próprias crenças e a importância de verificar informações.


  7. Etapa 7Avaliação e fechamento

    O professor avalia a participação dos alunos e a qualidade dos mapas conceituais produzidos, destacando pontos fortes e aspectos a melhorar. Finaliza a aula reforçando a importância da postura crítica e da responsabilidade na circulação de informações.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade crítica dos alunos para identificar e analisar fake news e bots no contexto eleitoral.

  • Compreender o fenômeno da pós-verdade e suas implicações na sociedade contemporânea.

  • Estimular o trabalho colaborativo e a aprendizagem entre pares por meio da construção conjunta de um mapa conceitual.

  • Promover a reflexão sobre as causas e consequências da disseminação de notícias falsas.

  • Incentivar a postura flexível para revisão de crenças e opiniões diante de fatos apurados.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção coletiva do mapa conceitual.

  • Capacidade de identificar e relacionar conceitos-chave sobre fake news, bots e eleições.

  • Demonstração de pensamento crítico na análise das causas e consequências do fenômeno da pós-verdade.

  • Clareza e organização das ideias apresentadas no mapa conceitual.

  • Colaboração e respeito nas interações entre os pares durante a atividade.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua relevância no cotidiano dos estudantes, especialmente em períodos eleitorais.

  • Disponibilizar o mapa conceitual modelo para guiar a construção dos alunos, explicando sua estrutura (ideia central, sub-ideias e níveis de profundidade).

  • Organizar os alunos em duplas ou pequenos grupos para facilitar a aprendizagem entre pares.

  • Medir o andamento da atividade, oferecendo suporte e esclarecendo dúvidas durante a construção do mapa.

  • Estimular a reflexão crítica por meio de perguntas provocativas sobre o impacto das fake news e bots nas eleições.

  • Promover a socialização dos mapas conceituais produzidos, incentivando a troca de ideias e o debate.

  • Avaliar a participação e o entendimento dos alunos com base nos critérios estabelecidos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da construção do mapa conceitual em duplas ou grupos.

  • Pesquisar e discutir conceitos relacionados a fake news, bots, eleições e pós-verdade.

  • Organizar as informações de forma clara e hierarquizada no mapa conceitual.

  • Refletir criticamente sobre as causas e consequências da disseminação de notícias falsas.

  • Compartilhar suas ideias e ouvir os colegas durante as discussões e socialização dos mapas.

  • Revisar suas opiniões e crenças à luz dos fatos e argumentos apresentados.