Aula sobre Fake news, bots e eleições
Metodologia ativa — Estudo de Caso
Por que usar essa metodologia?
O estudo de caso aproxima o estudante do método científico, estimula a observação e experimentação. No estudo de caso o resultado final pode ser compartilhado com a comunidade escolar auxiliando na disseminação da informação em temas complexos e necessários.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como investigação, empatia, observação, resolução de problemas, elaboração de estratégias, e proatividade.
Você sabia?
O estudo de caso é utilizado na área da pesquisa acadêmica e visa analisar fenômenos através de estratégias científicas.
A disseminação de informações falsas pode influenciar opiniões e decisões políticas, afetando a democracia. Nesta aula, os estudantes irão explorar o fenômeno das fake news, bots e seu impacto nas eleições, temas muito presentes no cotidiano e nas redes sociais. Por meio da metodologia ativa Estudo de Caso, os alunos serão desafiados a investigar, analisar e propor soluções para este problema real, desenvolvendo pensamento crítico e habilidades de pesquisa. O uso de um template de infográfico com lacunas a serem preenchidas auxiliará na organização e apresentação dos resultados, facilitando a comunicação clara e objetiva das descobertas.

Etapa 1 — 1. Formação dos grupos e escolha do tema
O professor inicia a aula explicando o tema geral "Fake news, bots e eleições" e a importância de compreendê-lo criticamente. Em seguida, organiza os estudantes em grupos, preferencialmente de 4 a 5 integrantes, para facilitar a colaboração. Cada grupo escolhe um subtópico específico relacionado ao tema para aprofundar, como exemplos de fake news em eleições, o papel dos bots nas redes sociais ou as consequências das notícias falsas para a democracia.
Etapa 2 — 2. Identificação do problema e definição da pesquisa
Cada grupo define claramente o problema que irá investigar, formulando perguntas norteadoras para guiar a pesquisa. O professor orienta para que as questões sejam específicas e relevantes, por exemplo: "Como as fake news influenciam o voto dos jovens?" ou "Quais estratégias os bots utilizam para disseminar desinformação?". Esta etapa é fundamental para direcionar o levantamento de dados.
Etapa 3 — 3. Levantamento de dados: entrevistas e pesquisas
Os estudantes realizam entrevistas com pessoas da comunidade escolar ou familiares para coletar percepções sobre o tema. Além disso, fazem pesquisas em fontes confiáveis, como sites de checagem de fatos, artigos científicos e notícias oficiais. O professor reforça a importância de registrar as fontes e garantir a veracidade das informações obtidas.
Etapa 4 — 4. Análise do contexto e causas do problema
Com os dados coletados, os grupos discutem as causas que levam à disseminação das fake news e o papel dos bots nesse processo. Debatem se é possível evitar ou minimizar o problema e quais fatores sociais, tecnológicos e políticos contribuem para isso. O professor estimula a reflexão crítica, apontando para a complexidade do fenômeno da pós-verdade.
Etapa 5 — 5. Comparação dos dados com informações oficiais
Os grupos comparam os dados obtidos nas entrevistas e pesquisas com informações oficiais, como dados de institutos de pesquisa, órgãos eleitorais e agências de checagem. Essa comparação ajuda a identificar discrepâncias e validar as informações, fortalecendo a análise crítica dos estudantes.
Etapa 6 — 6. Proposição de soluções e preenchimento do infográfico
Cada grupo elabora propostas de ações que podem contribuir para a disseminação correta da informação, como campanhas de conscientização, uso responsável das redes sociais ou incentivo à checagem de fatos. Utilizando o template de infográfico fornecido pelo professor, os alunos preenchem as lacunas com as informações principais do estudo de caso, organizando o conteúdo de forma visual e acessível.
Etapa 7 — 7. Apresentação e socialização dos resultados
Os grupos apresentam seus infográficos e conclusões para a turma, promovendo um momento de debate e troca de ideias. O professor pode sugerir que os materiais sejam divulgados na comunidade escolar ou em redes sociais da escola, ampliando o alcance da ação educativa. Essa etapa final reforça a importância da comunicação clara e do engajamento social na luta contra as fake news.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre a disseminação de fake news e bots nas eleições.
Estimular a pesquisa e o levantamento de dados por meio de entrevistas e fontes confiáveis.
Promover a reflexão sobre as causas e consequências da pós-verdade na sociedade contemporânea.
Incentivar o trabalho colaborativo e a comunicação efetiva entre os estudantes.
Capacitar os alunos a elaborar infográficos claros e informativos para disseminar conhecimento.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa no estudo de caso.
Qualidade e relevância dos dados coletados nas entrevistas e pesquisas.
Capacidade de análise crítica e contextualização do problema.
Clareza e criatividade na elaboração do infográfico.
Proposição de soluções viáveis e fundamentadas para o combate às fake news.
Ações do professor
Organizar os grupos e apresentar o tema geral da aula.
Orientar os alunos na definição do problema e na elaboração das perguntas para entrevistas.
Acompanhar o levantamento de dados, sugerindo fontes confiáveis e estratégias de pesquisa.
Estimular a análise crítica e a comparação dos dados coletados com informações oficiais.
Auxiliar na construção do infográfico, explicando o uso do template e as lacunas a serem preenchidas.
Promover debates e reflexões durante todo o processo para aprofundar o entendimento.
Avaliar o desempenho dos grupos com base nos critérios estabelecidos.
Ações do aluno
Participar ativamente da formação dos grupos e definição do tema específico.
Realizar entrevistas e pesquisas para coletar dados sobre fake news, bots e eleições.
Analisar e discutir os dados coletados, identificando causas e possíveis soluções.
Comparar as informações obtidas com dados oficiais e fontes confiáveis.
Preencher o template do infográfico com as informações relevantes do estudo de caso.
Apresentar os resultados para a turma e, se possível, para a comunidade escolar.
Refletir criticamente sobre o fenômeno da pós-verdade e sua influência na sociedade.