Aula sobre Fluxogramas e algoritmos
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
Nesta aula, os estudantes serão introduzidos aos conceitos de fluxogramas e algoritmos, ferramentas essenciais para a resolução de problemas de forma estruturada e visual. No cotidiano, algoritmos estão presentes em diversas situações, como nas receitas de culinária, rotinas de aplicativos e processos industriais. A metodologia Cultura Maker será aplicada para que os alunos, em grupos, criem um diário de bordo, registrando o problema, as alternativas geradas e a solução encontrada, utilizando fluxogramas para representar algoritmos. Essa abordagem prática e colaborativa visa tornar o aprendizado mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.

Etapa 1 — Introdução ao tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de algoritmo e fluxograma, utilizando exemplos práticos do cotidiano, como uma receita de bolo ou o passo a passo para usar um aplicativo. Essa contextualização ajuda os alunos a compreenderem a importância e a aplicação desses conceitos. Em seguida, o professor explica a metodologia Cultura Maker e como será utilizado o diário de bordo para registrar o processo de investigação e solução dos problemas em grupos.
Etapa 2 — Formação dos grupos e apresentação do diário de bordo
Os alunos são organizados em grupos de 3 a 5 integrantes. O professor apresenta o diário de bordo, destacando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, e orienta sobre como registrar as informações durante a atividade. O diário pode ser um documento digital compartilhado ou uma imagem disponibilizada para que os alunos preencham coletivamente, respeitando a limitação de recursos.
Etapa 3 — Identificação do problema
Cada grupo escolhe ou recebe um problema simples que possa ser resolvido por meio de um algoritmo. Exemplos podem incluir organizar uma rotina diária, calcular a média de notas ou determinar o caminho mais curto para chegar a um local. Os alunos discutem e registram no diário de bordo a definição clara do problema, garantindo que todos compreendam o desafio a ser enfrentado.
Etapa 4 — Geração de alternativas
Os grupos discutem diferentes formas de resolver o problema identificado, incentivando a criatividade e o pensamento crítico. Cada alternativa é registrada no diário de bordo, destacando seus pontos positivos e possíveis dificuldades. O professor circula entre os grupos para apoiar e estimular a reflexão, garantindo que os alunos considerem diversas possibilidades antes de escolher a melhor solução.
Etapa 5 — Desenvolvimento do algoritmo e fluxograma
Com a alternativa escolhida, os alunos elaboram o algoritmo que resolve o problema, representando-o por meio de um fluxograma. O professor orienta sobre os símbolos básicos dos fluxogramas e como organizar as etapas de forma clara e lógica. Os grupos registram o fluxograma no diário de bordo, podendo desenhá-lo manualmente e digitalizá-lo ou utilizar ferramentas simples disponíveis, respeitando as limitações de recursos.
Etapa 6 — Apresentação e discussão das soluções
Cada grupo apresenta seu problema, as alternativas consideradas e o fluxograma desenvolvido para a turma. O professor promove uma discussão construtiva, valorizando as diferentes abordagens e incentivando os alunos a refletirem sobre a eficiência e clareza dos algoritmos apresentados. Essa etapa reforça a aprendizagem colaborativa e o desenvolvimento da comunicação.
Etapa 7 — Reflexão e registro final
Os grupos revisam seus registros no diário de bordo, adicionando reflexões sobre o processo, dificuldades encontradas e aprendizados adquiridos. O professor orienta para que os alunos considerem como a metodologia Cultura Maker contribuiu para o entendimento dos conceitos e para a resolução do problema. O diário de bordo finalizado serve como instrumento de avaliação e registro do percurso realizado.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de identificar e representar algoritmos por meio de fluxogramas.
Estimular o trabalho colaborativo e a comunicação entre os alunos durante a resolução de problemas.
Promover o pensamento lógico e a capacidade de decompor problemas em etapas sequenciais.
Incentivar a investigação e a reflexão crítica sobre diferentes soluções para um mesmo problema.
Integrar a cultura maker para tornar o aprendizado mais prático, criativo e envolvente.
Critérios de avaliação
Clareza e organização na elaboração do fluxograma que representa o algoritmo.
Participação ativa e colaborativa durante as etapas do diário de bordo.
Capacidade de identificar e propor alternativas viáveis para a resolução do problema.
Coerência entre o problema apresentado, as alternativas geradas e a solução final.
Registro detalhado e reflexivo no diário de bordo, evidenciando o processo de aprendizagem.
Ações do professor
Apresentar o conceito de algoritmos e fluxogramas com exemplos do cotidiano para contextualizar o tema.
Orientar os alunos na formação dos grupos e na utilização do diário de bordo como ferramenta de registro.
Medir o andamento dos grupos, promovendo intervenções para esclarecer dúvidas e estimular o pensamento crítico.
Estimular a apresentação e discussão dos fluxogramas elaborados pelos grupos, valorizando diferentes soluções.
Fornecer feedback construtivo sobre os registros e representações feitas pelos alunos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões sobre algoritmos e fluxogramas.
Colaborar com o grupo na identificação do problema a ser resolvido.
Registrar no diário de bordo as etapas: Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Desenvolver fluxogramas que representem os algoritmos propostos pelo grupo.
Apresentar e discutir as soluções encontradas com os colegas e o professor.