Aula sobre Fluxogramas e algoritmos
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Nesta aula, os estudantes serão introduzidos aos conceitos de fluxogramas e algoritmos, ferramentas fundamentais para a representação visual e lógica de processos e resolução de problemas. No cotidiano, algoritmos estão presentes em diversas situações, como receitas de culinária, rotinas diárias e até na programação de aplicativos. Os fluxogramas facilitam a compreensão desses algoritmos ao traduzir passos em símbolos gráficos. A metodologia ativa Design Thinking será aplicada para que os alunos preencham um mapa de empatia, explorando as percepções e necessidades relacionadas ao tema, o que os ajudará a investigar e registrar, por meio de um fluxograma, um algoritmo que resolve um problema prático. O mapa de empatia será um recurso essencial para conectar o conteúdo com as experiências dos estudantes, tornando a aprendizagem mais significativa e colaborativa.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de algoritmos e fluxogramas, utilizando exemplos práticos do cotidiano, como uma receita de bolo ou o passo a passo para organizar uma mochila. Em seguida, explica a importância dessas ferramentas para a resolução de problemas e para a área de Matemática e suas Tecnologias. O objetivo é despertar o interesse dos alunos e contextualizar o conteúdo que será trabalhado.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada um dos campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Esclarece que os alunos irão preencher esse mapa para entender melhor as necessidades e percepções relacionadas ao tema de algoritmos e fluxogramas, conectando o conteúdo com suas experiências pessoais.
Etapa 3 — Formação de grupos e preenchimento do mapa de empatia
Os alunos são divididos em grupos e recebem o mapa de empatia para preencher. O professor orienta que cada grupo discuta e registre as informações nos campos do mapa, considerando o ponto de vista de um estudante que está aprendendo sobre algoritmos e fluxogramas. Essa etapa estimula a empatia e o pensamento crítico, além de promover a colaboração entre os alunos.
Etapa 4 — Discussão coletiva e análise dos mapas
Cada grupo apresenta o mapa de empatia preenchido para a turma. O professor conduz uma discussão coletiva para analisar as percepções, dificuldades (dores) e benefícios (ganhos) apontados pelos grupos. Essa troca permite que os alunos compreendam diferentes perspectivas e preparem-se para a próxima etapa de criação do fluxograma.
Etapa 5 — Definição do problema e investigação dos passos do algoritmo
Com base nas informações do mapa de empatia, o professor propõe um problema prático para ser resolvido por meio de um algoritmo. Os alunos, em grupos, investigam e organizam os passos necessários para solucionar o problema, discutindo e anotando as etapas que deverão compor o fluxograma.
Etapa 6 — Construção do fluxograma
Os alunos utilizam as informações levantadas para registrar o algoritmo em forma de fluxograma, utilizando símbolos convencionais para representar início, processos, decisões e fim. O professor acompanha, orienta e esclarece dúvidas, garantindo que o fluxograma seja claro e lógico.
Etapa 7 — Apresentação e reflexão final
Os grupos apresentam seus fluxogramas para a turma, explicando o raciocínio por trás da organização dos passos. O professor estimula a reflexão sobre as diferentes soluções encontradas, reforçando a importância do pensamento lógico e da representação visual na resolução de problemas. Finaliza destacando a aplicação dos conceitos em outras áreas e no cotidiano.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de investigar e registrar algoritmos por meio de fluxogramas.
Estimular o pensamento crítico e a empatia para compreender diferentes perspectivas na resolução de problemas.
Promover a colaboração e a comunicação entre os estudantes durante a construção do conhecimento.
Integrar conceitos matemáticos e tecnológicos de forma prática e contextualizada.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar e organizar os passos de um algoritmo de forma lógica.
Clareza e correção na construção do fluxograma.
Participação ativa na atividade de preenchimento do mapa de empatia.
Capacidade de relacionar o conteúdo com situações do cotidiano.
Ações do professor
Apresentar o conceito de algoritmos e fluxogramas com exemplos práticos do cotidiano.
Distribuir e explicar o mapa de empatia, orientando os alunos sobre como preenchê-lo.
Medir e facilitar a discussão em grupos para o preenchimento do mapa de empatia.
Orientar os alunos na elaboração do fluxograma a partir das informações coletadas.
Estimular a reflexão sobre as diferentes soluções propostas pelos grupos.
Ações do aluno
Participar ativamente na discussão para preencher o mapa de empatia.
Colaborar com os colegas para organizar as ideias e informações.
Investigar e identificar os passos necessários para resolver o problema proposto.
Registrar o algoritmo por meio de um fluxograma claro e coerente.
Compartilhar e discutir as soluções desenvolvidas com a turma.