Aula sobre Fluxos migratórios no mundo
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
Os fluxos migratórios são fenômenos sociais que afetam a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Eles podem ser impulsionados por fatores como guerras, crises econômicas, desastres naturais e busca por melhores condições de vida. No cotidiano dos estudantes, a migração pode ser observada em suas próprias comunidades, onde muitos podem ter familiares ou conhecidos que migraram para outros países ou regiões em busca de oportunidades. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos criem uma fanzine, uma publicação independente que permitirá a eles explorar e expressar suas ideias sobre os fluxos migratórios de forma criativa e colaborativa. A fanzine será dividida em 8 partes, cada uma abordando um aspecto diferente do tema, como causas da migração, tipos de migrantes, impactos sociais e econômicos, entre outros.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o tema dos fluxos migratórios, utilizando exemplos atuais, como a crise dos refugiados ou a migração interna em busca de emprego. Ele pode trazer notícias ou relatos de pessoas que migraram, contextualizando a importância do tema. Os alunos são convidados a compartilhar experiências pessoais ou de conhecidos sobre migração, criando um ambiente de troca e reflexão.
Etapa 2 — Divisão em Grupos e Planejamento
Os alunos são divididos em grupos pequenos e recebem a tarefa de criar uma fanzine sobre fluxos migratórios. O professor explica a estrutura da fanzine, que será dividida em 8 partes, e orienta os grupos a escolherem quais subtópicos abordar, como causas da migração, tipos de migrantes, impactos sociais, entre outros. Cada grupo precisa planejar como dividir as tarefas e o conteúdo a ser pesquisado.
Etapa 3 — Pesquisa e Coleta de Informações
Os alunos realizam pesquisas sobre os subtópicos escolhidos, utilizando recursos disponíveis, como livros, internet (se acessível) e relatos pessoais. O professor circula entre os grupos, ajudando na busca de informações e garantindo que todos os membros participem ativamente da pesquisa. Essa etapa é crucial para que os alunos compreendam a complexidade dos fluxos migratórios.
Etapa 4 — Criação da Fanzine
Com as informações coletadas, os alunos começam a criar a fanzine. Eles precisam dividir as 8 partes entre os membros do grupo, garantindo que cada um contribua com textos, ilustrações e design. O professor oferece orientações sobre como organizar as informações de forma clara e criativa, incentivando a utilização de diferentes formatos (desenhos, colagens, textos curtos) para tornar a fanzine visualmente atraente.
Etapa 5 — Revisão e Feedback
Após a criação da fanzine, os grupos têm um tempo para revisar o conteúdo e fazer ajustes. O professor promove um momento de feedback entre os grupos, onde eles podem apresentar suas fanzines para os colegas e receber sugestões. Essa etapa é importante para que os alunos aprendam a criticar construtivamente e a valorizar o trabalho dos outros.
Etapa 6 — Apresentação das Fanzines
Os grupos apresentam suas fanzines para a turma, explicando as escolhas feitas e os aprendizados adquiridos durante o processo. O professor pode estimular perguntas e discussões após cada apresentação, promovendo um espaço de reflexão sobre os diferentes aspectos dos fluxos migratórios abordados.
Etapa 7 — Reflexão Final
Para encerrar a aula, o professor conduz uma reflexão sobre o que os alunos aprenderam com a atividade. Ele pode propor questões como: "Como a migração afeta a vida das pessoas?" ou "Quais são as semelhanças e diferenças entre os fluxos migratórios em diferentes partes do mundo?" Essa discussão final ajuda a consolidar o aprendizado e a conectar o tema com a realidade dos alunos.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos alunos de analisar e caracterizar as dinâmicas dos fluxos migratórios.
Estimular a criatividade e a expressão artística dos alunos por meio da criação de uma fanzine.
Promover o trabalho em equipe e a colaboração entre os alunos durante o processo de criação.
Fomentar a reflexão crítica sobre as questões sociais e políticas relacionadas à migração.
Conectar o tema da migração com a realidade dos alunos, tornando o aprendizado mais significativo.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaboração no trabalho em grupo.
Qualidade e clareza das informações apresentadas na fanzine.
Criatividade e originalidade na apresentação do conteúdo.
Capacidade de relacionar os conteúdos estudados com a realidade local e global.
Reflexão crítica demonstrada nas discussões e na fanzine.
Ações do professor
Apresentar o tema dos fluxos migratórios, contextualizando com exemplos atuais e locais.
Orientar os alunos sobre a estrutura da fanzine e as partes que devem ser abordadas.
Facilitar discussões em grupo, incentivando a troca de ideias e a colaboração.
Acompanhar o progresso dos grupos, oferecendo feedback e sugestões.
Promover uma apresentação final das fanzines, permitindo que os alunos compartilhem suas criações.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões sobre fluxos migratórios.
Dividir as tarefas entre os membros do grupo para a criação da fanzine.
Pesquisar e coletar informações relevantes sobre o tema para incluir na fanzine.
Criar ilustrações e textos que representem suas ideias sobre os fluxos migratórios.
Apresentar a fanzine para a turma, explicando as escolhas feitas e os aprendizados.