Aula sobre Função polinomial do 1º grau
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A função polinomial do 1º grau, também conhecida como função afim, é fundamental para compreender diversas situações do cotidiano que envolvem relações lineares, como cálculo de despesas, previsão de receitas, velocidade constante, entre outros. Por exemplo, ao calcular o custo total de uma corrida de táxi, onde há uma tarifa fixa mais um valor por quilômetro rodado, estamos lidando com uma função do 1º grau. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio da criação de um mapa de empatia, possam explorar as percepções, dificuldades e aplicações práticas da função polinomial do 1º grau, tornando o aprendizado mais significativo e conectado com suas experiências pessoais e sociais.

Etapa 1 — Introdução e contextualização
Inicie a aula apresentando o conceito de função polinomial do 1º grau, utilizando exemplos práticos do cotidiano, como cálculo de despesas fixas e variáveis, velocidade constante, ou previsão de receitas. Explique a importância desse conceito e como ele está presente em diversas situações. Apresente a metodologia Design Thinking e o objetivo de criar um mapa de empatia para explorar percepções e dificuldades sobre o tema.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
Mostre aos alunos o mapa de empatia com os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Explique o significado de cada campo e como eles ajudarão a entender melhor as experiências e sentimentos em relação à função do 1º grau. Oriente os alunos sobre como refletir e registrar informações relevantes para cada campo.
Etapa 3 — Formação dos grupos e planejamento
Divida a turma em grupos pequenos e proponha que cada grupo escolha um personagem fictício ou real (pode ser um colega, um profissional, um estudante) que tenha contato com funções do 1º grau em seu cotidiano. Cada grupo deve planejar como preencher o mapa de empatia pensando nesse personagem, relacionando suas percepções, dificuldades e ganhos com o tema.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Os grupos trabalham juntos para preencher o mapa de empatia, discutindo e anotando as informações em cada campo. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas que estimulem a reflexão e auxiliando na conexão entre as percepções do personagem e os conceitos matemáticos da função do 1º grau. Incentive o uso de exemplos práticos para fundamentar as respostas.
Etapa 5 — Apresentação e debate
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as relações estabelecidas com a função polinomial do 1º grau. Após cada apresentação, promova um debate para que os demais alunos possam contribuir, questionar ou complementar as informações, enriquecendo a compreensão coletiva.
Etapa 6 — Síntese e aplicação prática
Com base nos mapas apresentados, conduza uma síntese dos principais pontos levantados, destacando as dores e ganhos comuns e as aplicações práticas da função do 1º grau. Proponha problemas ou situações reais para que os alunos apliquem os conceitos estudados, construindo modelos matemáticos que resolvam essas situações.
Etapa 7 — Reflexão final e avaliação
Finalize a aula com uma roda de conversa para que os alunos reflitam sobre o que aprenderam, as dificuldades enfrentadas e como a atividade contribuiu para o entendimento da função polinomial do 1º grau. Utilize os critérios de avaliação para analisar a participação, compreensão e colaboração dos alunos durante a atividade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de construir e interpretar funções polinomiais do 1º grau em contextos reais.
Estimular o pensamento crítico e a empatia para compreender as dificuldades e percepções dos colegas sobre o tema.
Promover a colaboração e o trabalho em grupo por meio da criação coletiva do mapa de empatia.
Incentivar a aplicação prática da matemática em situações do cotidiano dos estudantes.
Desenvolver a capacidade de comunicação e argumentação matemática.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.
Capacidade de identificar e relacionar os elementos da função polinomial do 1º grau com situações reais.
Clareza e coerência na apresentação das ideias e no preenchimento dos campos do mapa de empatia.
Demonstração de compreensão dos conceitos matemáticos envolvidos na função do 1º grau.
Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.
Ações do professor
Apresentar o conceito de função polinomial do 1º grau com exemplos práticos do cotidiano.
Explicar o uso do mapa de empatia e orientar os alunos sobre como preenchê-lo em relação ao tema.
Dividir a turma em grupos e mediar a discussão para que cada grupo construa seu mapa de empatia.
Estimular a reflexão e o debate sobre as dores e ganhos relacionados ao aprendizado da função do 1º grau.
Auxiliar os alunos na conexão entre os campos do mapa de empatia e os conceitos matemáticos.
Promover a apresentação dos mapas de empatia pelos grupos e facilitar a troca de ideias.
Avaliar a participação e compreensão dos alunos durante toda a atividade.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo para construir o mapa de empatia.
Expressar suas percepções, dúvidas e experiências relacionadas à função polinomial do 1º grau.
Colaborar com os colegas para preencher os campos do mapa de empatia: o que pensa e sente, escuta, fala e faz, vê, dores e ganhos.
Relacionar situações do cotidiano com os conceitos matemáticos estudados.
Apresentar e explicar o mapa de empatia criado pelo grupo para a turma.
Refletir sobre as dificuldades e facilidades no aprendizado da função do 1º grau.