Aula sobre Gêneros textuais
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A compreensão dos gêneros textuais desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das habilidades de escrita e comunicação dos alunos. Nesta atividade, os alunos serão introduzidos aos critérios de organização tópica e às características linguísticas que os acompanham. A metodologia Cultura Maker será empregada, proporcionando aos alunos a oportunidade de criar um diário de bordo em equipe, com os campos Problemática, Geração de Alternativas e Solução. O diário de bordo é um gênero textual amplamente utilizado em viagens, expedições e resolução de problemas, com o intuito de organizar informações e documentar experiências.

Etapa 1 — Introdução
Apresente o objetivo da aula, contextualizando o tema e mostrando como ele pode ser aplicado no cotidiano dos alunos. Em seguida, apresente o diário de bordo como um exemplo de gênero textual que será trabalhado na aula.
Etapa 2 — Organização tópica
Explique aos alunos os critérios de organização tópica, como a progressão do geral para o específico ou do específico para o geral. Em seguida, apresente exemplos práticos de textos que seguem esses critérios, como reportagens ou textos científicos.
Etapa 3 — Marcas linguísticas
Mostre aos alunos as marcas linguísticas da organização tópica, como marcadores de ordenação e enumeração, de explicação, definição e exemplificação. Em seguida, apresente exemplos práticos de como essas marcas são utilizadas em textos.
Etapa 4 — Criação do diário de bordo
Os alunos devem se dividir em grupos e criar um diário de bordo sobre um tema escolhido pelo professor. O diário de bordo deve conter os seguintes campos: Problema, Geração de Alternativas e Solução, e deve seguir os critérios de organização tópica e as marcas linguísticas dessa organização. Abaixo, algumas sugestões de temas que podem ser trabalhados nos diários de bordo.
1. Desafios na escola: Identificar problemas enfrentados na escola, como dificuldades de concentração, organização ou relacionamento com os colegas. Em seguida, listar alternativas para superar esses desafios e registrar as soluções adotadas.
2. Hábitos de estudo: Explorar questões relacionadas aos hábitos de estudo, como falta de motivação, procrastinação ou falta de planejamento. Gerar alternativas para aprimorar os hábitos de estudo e registrar as soluções implementadas.
3. Uso responsável da tecnologia: Discutir questões relacionadas ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como redes sociais, jogos e aplicativos. Gerar alternativas para um uso mais equilibrado e saudável da tecnologia e registrar as soluções encontradas.
Etapa 5 — Apresentação do diário de bordo
Cada grupo deve apresentar o seu diário de bordo para a turma, mostrando como aplicaram os critérios estudados na aula.
Etapa 6 — Fechamento
O professor deve fazer uma reflexão com os alunos sobre o que aprenderam na aula e como podem aplicar esses conhecimentos em suas próprias produções textuais.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade dos alunos em reconhecer os critérios de organização tópica e as marcas linguísticas dessa organização;
Estimular a criatividade e a colaboração dos alunos na criação do diário de bordo;
Promover a aplicação dos conhecimentos aprendidos em sala de aula em produções textuais dos alunos.
Critérios de avaliação
Utilização dos critérios de organização tópica e das marcas linguísticas dessa organização no diário de bordo;
Criatividade e originalidade na criação do diário de bordo;
Colaboração entre os membros do grupo na criação do diário de bordo;
Clareza e coesão na apresentação do diário de bordo para a turma;
Reflexão sobre os conhecimentos adquiridos na aula e a aplicação desses conhecimentos em produções textuais dos alunos.
Ações do professor
Apresentação do objetivo da aula e contextualização do tema;
Explicação dos critérios de organização tópica e das marcas linguísticas dessa organização;
Estímulo à criatividade e colaboração dos alunos na criação do diário de bordo;
Reflexão com os alunos sobre o que aprenderam na aula e como podem aplicar esses conhecimentos em suas próprias produções textuais.
Ações do aluno
Participação na criação do diário de bordo em grupo;
Utilização dos critérios de organização tópica e das marcas linguísticas dessa organização no diário de bordo;
Apresentação clara e coesa do diário de bordo para a turma;
Reflexão sobre os conhecimentos adquiridos na aula e a aplicação desses conhecimentos em produções textuais dos alunos;
Colaboração entre os membros do grupo na criação do diário de bordo.