Aula sobre Genoma humano: como proceder?
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O genoma humano é o conjunto completo de informações genéticas que determinam as características biológicas de um indivíduo. Compreender o genoma humano é fundamental para entender como a genética influencia a saúde, a diversidade e as características humanas. No cotidiano, o conhecimento sobre o genoma é aplicado em áreas como a medicina personalizada, testes genéticos e pesquisas sobre doenças hereditárias. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos preencham o template de um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre o tema, promovendo uma reflexão crítica sobre o uso ético do conhecimento genético e sua relação com a diversidade e a equidade social.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de genoma humano, utilizando exemplos práticos como testes genéticos, medicina personalizada e diversidade genética entre as pessoas. Explica a importância do tema para a compreensão da biologia humana e suas implicações sociais. Em seguida, introduz a metodologia Design Thinking e o objetivo da atividade: preencher o template de um mapa de empatia para explorar diferentes perspectivas sobre o tema, focando no uso ético do conhecimento genético.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor apresenta o material de apoio contendo o modelo do mapa de empatia com os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Explica o significado de cada campo e como eles ajudarão a compreender as diferentes dimensões do tema. Os alunos podem tirar dúvidas para garantir o entendimento da ferramenta.
Etapa 3 — Formação dos grupos e planejamento
Os alunos são organizados em grupos pequenos para facilitar a colaboração. Cada grupo escolhe um personagem ou perfil relacionado ao tema, como um paciente que realiza teste genético, um cientista, um ativista pelos direitos humanos ou uma pessoa afetada por discriminação genética. Os grupos planejam como coletar informações para preencher os campos do mapa de empatia, baseando-se em pesquisas, conhecimentos prévios e discussões.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Os grupos começam a preencher o mapa de empatia, discutindo e registrando o que o personagem pensa e sente, escuta, fala e faz, vê, suas dores e ganhos. O professor circula pela sala, orientando, fazendo perguntas que estimulem a reflexão crítica e garantindo a participação de todos. Os alunos relacionam o conhecimento científico com as implicações sociais e éticas, considerando a diversidade e a equidade.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas e discussão
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões desenvolvidas. O professor modera a discussão, incentivando perguntas e comentários dos colegas, promovendo um debate sobre o uso ético do conhecimento do genoma humano, os riscos de discriminação e a importância do respeito à diversidade.
Etapa 6 — Reflexão e síntese
Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão coletiva sobre as aprendizagens da atividade, destacando a importância da empatia, do pensamento crítico e da ética na ciência. Os alunos são convidados a relacionar o tema com situações reais e a pensar em como podem contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
O professor avalia a participação dos alunos, a qualidade dos mapas de empatia e a profundidade das reflexões apresentadas, conforme os critérios estabelecidos. Oferece feedback construtivo para cada grupo, destacando pontos fortes e sugestões de melhoria. Encoraja os alunos a continuarem investigando e discutindo temas científicos com responsabilidade social.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de investigação crítica sobre o uso do conhecimento científico em contextos sociais e históricos.
Promover a compreensão do genoma humano e suas implicações para a saúde e a diversidade.
Estimular a empatia e o respeito à diversidade por meio da construção de mapas de empatia.
Incentivar o trabalho colaborativo e a comunicação entre os alunos.
Fomentar a reflexão ética sobre o uso do conhecimento científico para combater discriminações e promover a equidade.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de relacionar conceitos científicos com contextos sociais e históricos.
Demonstração de empatia e respeito às diferentes perspectivas apresentadas.
Clareza e organização na apresentação das ideias no mapa de empatia.
Reflexão crítica sobre o uso ético do conhecimento do genoma humano.
Ações do professor
Apresentar o tema genoma humano contextualizando com exemplos do cotidiano dos alunos.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta de investigação.
Distribuir o material de apoio com o modelo do mapa de empatia para os alunos.
Orientar os alunos na formação de grupos para a construção colaborativa do mapa.
Medir e estimular a participação de todos os alunos durante as discussões.
Auxiliar na reflexão crítica sobre as implicações sociais e éticas do conhecimento do genoma.
Promover a apresentação dos mapas de empatia e facilitar a discussão entre os grupos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.
Pesquisar e refletir sobre o genoma humano e suas aplicações.
Colaborar com os colegas na organização e preenchimento dos campos do mapa.
Expressar suas ideias e ouvir as perspectivas dos colegas com respeito.
Analisar as implicações sociais e éticas do uso do conhecimento genético.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas.