Aula sobre Gerando energia do lixo: biocombustíveis e biomateriais
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A geração de energia a partir do lixo, por meio de biocombustíveis e biomateriais, é uma alternativa sustentável que busca reduzir a dependência dos recursos não renováveis e minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos. No cotidiano dos estudantes, essa temática pode ser observada em ações como a reciclagem, o uso de biodiesel em veículos e a produção de embalagens biodegradáveis.
Nesta aula, será aplicada a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos preencham um mapa de empatia, facilitando a compreensão das diferentes perspectivas e desafios envolvidos na geração de energia a partir do lixo, promovendo uma reflexão crítica e colaborativa sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
Inicie a aula apresentando o tema 'Gerando energia do lixo: biocombustíveis e biomateriais', destacando sua relevância para a sustentabilidade e o futuro energético. São apresentados exemplos práticos, como o uso de biodiesel em veículos e a produção de embalagens biodegradáveis, para conectar o conteúdo ao cotidiano dos estudantes. Em seguida, explique brevemente a metodologia Design Thinking, preparando os alunos para a atividade colaborativa que será realizada.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia e divisão em grupos
Apresente o material de apoio: o mapa de empatia com os campos 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Os alunos são divididos em grupos para facilitar a construção colaborativa do mapa, cada grupo focando em diferentes perfis relacionados ao tema, como produtores de biocombustíveis, consumidores ou a comunidade local afetada pelo descarte de lixo.
Etapa 3 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo discute e preenche os campos do mapa de empatia, refletindo sobre as percepções, sentimentos, desafios e benefícios relacionados ao uso do lixo para gerar energia. Circule entre os grupos, orientando e estimulando a conexão entre os aspectos científicos e socioambientais, incentivando a empatia e o pensamento crítico.
Etapa 4 — Compartilhamento e discussão dos mapas
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo e as relações estabelecidas. Modere a discussão, destacando pontos comuns e divergentes, e relaciona as contribuições com os conceitos científicos de biocombustíveis e biomateriais, promovendo uma compreensão mais ampla e integrada do tema.
Etapa 5 — Análise crítica e proposição de soluções
Com base nas discussões, os alunos são convidados a refletir sobre as questões socioambientais, políticas e econômicas envolvidas na geração de energia a partir do lixo. Em grupos, eles propõem soluções ou melhorias para os desafios identificados, considerando aspectos técnicos, sociais e ambientais, estimulando a criatividade e a aplicação prática do conhecimento.
Etapa 6 — Apresentação das propostas e feedback
Cada grupo apresenta suas propostas para a turma, explicando como elas podem contribuir para a sustentabilidade e a redução da dependência de recursos não renováveis. O professor e os colegas oferecem feedback construtivo, promovendo o aprimoramento das ideias e o desenvolvimento do pensamento crítico e colaborativo.
Etapa 7 — Síntese e reflexão final
Conduza uma síntese dos principais aprendizados da aula, reforçando a importância dos biocombustíveis e biomateriais como alternativas energéticas sustentáveis. Os alunos refletem individualmente ou em grupo sobre o que aprenderam, como a metodologia Design Thinking auxiliou na compreensão do tema e como podem aplicar esse conhecimento em seu cotidiano e na sociedade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de analisar questões socioambientais, políticas e econômicas relacionadas à dependência de recursos não renováveis.
Estimular a compreensão dos processos de produção de biocombustíveis e biomateriais a partir do lixo.
Promover a reflexão crítica sobre a necessidade de alternativas energéticas sustentáveis.
Fomentar o trabalho colaborativo e o pensamento crítico por meio da construção do mapa de empatia.
Comparar diferentes tipos de motores e processos de produção de novos materiais.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de relacionar conceitos científicos com questões socioambientais.
Clareza e coerência na apresentação das ideias durante as discussões.
Criatividade e inovação nas propostas apresentadas pelos alunos.
Compreensão dos processos de produção de biocombustíveis e biomateriais.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cenário atual.
Explicar a metodologia Design Thinking e orientar a construção do mapa de empatia.
Fornecer o material de apoio com o mapa de empatia pronto para ser utilizado.
Medir e facilitar as discussões em grupo, estimulando a participação de todos.
Auxiliar os alunos na relação entre os campos do mapa de empatia e os aspectos científicos e socioambientais do tema.
Estimular a reflexão crítica e o pensamento colaborativo durante as etapas.
Avaliar a participação e o entendimento dos alunos ao longo da atividade.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.
Expressar suas ideias e ouvir as perspectivas dos colegas.
Relacionar os campos do mapa de empatia com os aspectos científicos do tema.
Refletir sobre as questões socioambientais, políticas e econômicas envolvidas.
Colaborar na elaboração de propostas e soluções sustentáveis.
Apresentar suas conclusões de forma clara e coerente.