Aula sobre Globalização e sua influência na atuação dos organismos internacionais
Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares
Por que usar essa metodologia?
Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.
Você sabia?
A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.
A globalização é um fenômeno que impacta diretamente a vida das pessoas, influenciando aspectos econômicos, sociais e culturais. No cotidiano dos estudantes, isso pode ser percebido através da presença de produtos de diferentes partes do mundo, a influência de culturas estrangeiras na música e na moda, e até mesmo nas redes sociais, onde interações globais são comuns. Os organismos internacionais, como a ONU e a OMC, desempenham um papel crucial na mediação de questões globais, como direitos humanos, comércio e meio ambiente. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Aprendizagem Entre Pares para que os alunos construam um mapa conceitual, promovendo a colaboração e a troca de ideias, ao mesmo tempo em que desenvolvem uma visão crítica sobre a atuação desses organismos.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de globalização e sua relevância no mundo atual. Ele pode usar exemplos como a presença de produtos estrangeiros no mercado local, a influência de mídias sociais globais e a interdependência econômica entre países. A ideia é despertar o interesse dos alunos e contextualizar a importância de discutir a atuação dos organismos internacionais. Uma roda de conversa pode ser realizada nesta etapa, para levantar o que os estudantes já sabem sobre o tema.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Os alunos são divididos em grupos de 4 a 5 integrantes. O professor orienta cada grupo a escolher um organismo internacional específico (como ONU, OMC, FMI, etc.) e a discutir quais subtemas relacionados à globalização eles gostariam de explorar. O objetivo é que cada grupo tenha uma ideia central e sub-ideias, que serão desenvolvidas no mapa conceitual.
Etapa 3 — Pesquisa e Coleta de Informações
Os alunos realizam uma pesquisa sobre o organismo internacional escolhido e sua atuação em relação à globalização. O professor pode sugerir que os alunos busquem informações sobre casos específicos, como a atuação da ONU em crises humanitárias ou a influência da OMC nas políticas comerciais. Essa etapa é crucial para que os alunos compreendam a complexidade do tema. O professor faz pequenas intervenções nesta etapa, indicando caminhos para a pesquisa, e sanando eventuais dúvidas.
Etapa 4 — Construção do Mapa Conceitual
Com as informações coletadas, os grupos começam a construir o mapa conceitual. O professor deve circular entre os grupos, oferecendo orientações sobre como organizar as ideias e como criar conexões entre a ideia central e os subtemas. É importante que os alunos discutam e colaborem na construção do mapa, promovendo a aprendizagem entre pares.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas Conceituais
Cada grupo apresenta seu mapa conceitual para a turma, explicando a ideia central e como os subtemas se conectam. O professor deve incentivar perguntas e discussões após cada apresentação, promovendo um ambiente de troca de ideias e reflexões. Essa etapa é fundamental para que os alunos aprendam uns com os outros. Nesta etapa é importante combinar um tempo para cada apresentação para que todos os grupos exponham suas ideias.
Etapa 6 — Reflexão Crítica
Após as apresentações, o professor conduz uma discussão sobre os impactos da globalização e a atuação dos organismos internacionais. Os alunos são convidados a refletir sobre os aspectos positivos e negativos dessa atuação, considerando as realidades locais. Essa etapa visa desenvolver uma visão crítica e consciente sobre o tema.
Etapa 7 — Encerramento e Avaliação
O professor encerra a aula fazendo um resumo dos principais pontos discutidos e destacando a importância da atuação dos organismos internacionais. Ele pode aplicar uma breve avaliação, solicitando que os alunos escrevam uma reflexão sobre o que aprenderam e como isso se relaciona com suas vidas. Essa avaliação pode ser feita de forma oral ou escrita, dependendo da dinâmica da turma. Outra opção é utilizar a avaliação por rubricas, que precisa ser construída e debatida previamente com os estudantes.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de análise crítica dos alunos em relação à atuação dos organismos internacionais.
Estimular a colaboração e o trabalho em equipe através da construção conjunta de um mapa conceitual.
Promover a pesquisa e a discussão sobre temas relevantes da atualidade relacionados à globalização.
Fomentar a capacidade de síntese e organização de informações complexas em um formato visual.
Incentivar a reflexão sobre os impactos positivos e negativos da globalização nas comunidades locais.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das informações apresentadas no mapa conceitual.
Capacidade de relacionar os subtemas com a ideia central.
Clareza e organização do mapa conceitual.
Reflexão crítica demonstrada nas apresentações finais.
Ações do professor
Apresentar o conceito de globalização e promover um debate inicial do tema
Fornecer exemplos práticos e atuais sobre a atuação dos organismos internacionais.
Facilitar a formação dos grupos e orientar os alunos na escolha dos subtemas.
Acompanhar o progresso dos grupos, oferecendo feedback e direcionamento.
Estimular a discussão e a troca de ideias entre os alunos durante a atividade.
Conduzir uma reflexão final sobre os aprendizados e as percepções dos alunos.
Ações do aluno
Formar grupos e discutir a escolha dos subtemas para o mapa conceitual.
Pesquisar informações sobre os organismos internacionais e sua atuação.
Construir o mapa conceitual em colaboração, organizando as ideias de forma hierárquica.
Apresentar o mapa conceitual para a turma, explicando as conexões feitas.
Participar da discussão final, compartilhando reflexões sobre o tema.