Aula sobre Gramática e variação linguística
Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares
Por que usar essa metodologia?
Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.
Você sabia?
A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.
A variação linguística é um fenômeno presente no cotidiano dos estudantes, manifestando-se em diferentes formas de falar, escrever e compreender a língua, dependendo do contexto social, regional, cultural e situacional. A gramática tradicional muitas vezes apresenta a norma-padrão como única forma correta, enquanto as gramáticas de uso contemporâneas reconhecem e valorizam as variações linguísticas. Nesta aula, os estudantes irão explorar essas diferenças por meio da análise comparativa entre abordagens gramaticais, utilizando um mapa conceitual como ferramenta para organizar e aprofundar o entendimento sobre variação linguística e suas implicações. A metodologia ativa Aprendizagem Entre Pares será aplicada para promover a troca de conhecimentos e a construção coletiva do saber, utilizando modelos de mapas conceituais disponibilizados pelo professor para guiar as atividades.

Etapa 1 — Apresentação do tema e do material de apoio
O professor deverá apresentar aos estudantes o tema variação linguística, contextualizando sua importância no cotidiano e no estudo da língua. Em seguida, deverá disponibilizar o modelo de mapa conceitual contendo a ideia central e as oito subideias relacionadas ao tema, explicando como o material será utilizado para organizar as informações durante a aula.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição dos modelos
O professor deverá organizar os estudantes em duplas ou pequenos grupos, distribuindo para cada grupo o modelo de mapa conceitual em formato digital ou em quadro, para que possam preencher durante a atividade. Os estudantes deverão revisar o material e esclarecer dúvidas iniciais sobre o funcionamento do mapa conceitual.
Etapa 3 — Análise comparativa das abordagens gramaticais
Os estudantes deverão analisar, em seus grupos, as diferenças entre a gramática tradicional e as gramáticas de uso contemporâneas no que se refere à variação linguística, utilizando textos, exemplos práticos e o modelo disponibilizado para registrar as informações nas subideias do mapa conceitual.
Etapa 4 — Discussão sobre a norma-padrão e suas motivações
Os grupos deverão refletir e discutir as razões sociais, culturais e históricas que levam ao predomínio do ensino da norma-padrão nas escolas, preenchendo as subideias correspondentes no mapa conceitual com argumentos e exemplos que sustentem suas análises.
Etapa 5 — Socialização e troca de conhecimentos
Cada grupo deverá apresentar suas conclusões para a turma, utilizando o mapa conceitual preenchido como suporte visual. O professor deverá mediar a discussão, promovendo a troca de ideias e o aprofundamento do tema entre os estudantes.
Etapa 6 — Revisão e complementação dos mapas conceituais
Após as apresentações, os estudantes deverão revisar seus mapas conceituais, complementando-os com as contribuições dos colegas e do professor, garantindo que as informações estejam claras, coerentes e completas.
Etapa 7 — Reflexão final e registro individual
Os estudantes deverão realizar uma reflexão individual sobre o que aprenderam acerca da variação linguística e das abordagens gramaticais, registrando suas considerações em um breve texto ou diário de aprendizagem, que poderá ser utilizado para avaliação formativa pelo professor.
Intencionalidades pedagógicas
Compreender o conceito de variação linguística e suas manifestações no cotidiano.
Comparar as abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso contemporâneas em relação à variação linguística.
Analisar as motivações sociais e culturais que influenciam o predomínio da norma-padrão no ensino escolar.
Desenvolver habilidades de organização e síntese de informações por meio do preenchimento de mapas conceituais.
Estimular a colaboração e o diálogo entre estudantes por meio da metodologia Aprendizagem Entre Pares.
Critérios de avaliação
Participação ativa na discussão e troca de ideias durante as atividades em pares.
Capacidade de preencher corretamente o mapa conceitual com informações coerentes e relevantes sobre variação linguística.
Demonstração de compreensão das diferenças entre gramática tradicional e gramáticas de uso contemporâneas.
Análise crítica das razões que levam ao predomínio da norma-padrão no contexto escolar.
Ações do professor
Disponibilizar modelos de mapas conceituais com a ideia central e subideias relacionadas à variação linguística para que os estudantes possam preencher.
Organizar os estudantes em duplas ou pequenos grupos para que possam discutir e comparar as abordagens gramaticais a partir dos modelos fornecidos.
Orientar os estudantes durante as atividades, esclarecendo dúvidas e incentivando a reflexão crítica sobre o tema.
Gerenciar o tempo das etapas para garantir que todas as atividades sejam realizadas com qualidade.
Promover a socialização dos resultados, incentivando que os grupos compartilhem suas conclusões com a turma.
Ações do aluno
Analisar os modelos de mapas conceituais disponibilizados pelo professor, identificando a ideia central e as subideias sobre variação linguística.
Discutir em duplas ou grupos as diferenças entre a gramática tradicional e as gramáticas de uso contemporâneas, utilizando os modelos para organizar as informações.
Preencher os mapas conceituais com informações relevantes, refletindo sobre as motivações sociais e culturais da variação linguística.
Compartilhar as conclusões com os colegas, promovendo o diálogo e a troca de conhecimentos.