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Aula sobre Gramática e variação linguística

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A gramática tradicional muitas vezes apresenta a língua como um conjunto fixo de regras, enquanto as gramáticas de uso contemporâneas reconhecem a diversidade e a variação linguística presentes no cotidiano dos falantes. No Brasil, a variação linguística é muito rica, refletindo diferenças regionais, sociais e culturais. Por exemplo, expressões e construções que são comuns em uma região podem ser vistas como incorretas em outra, segundo a norma-padrão. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos criem um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre a gramática e a variação linguística, ajudando-os a compreender as motivações por trás do ensino da norma-padrão e a valorizar a diversidade linguística presente na sociedade.

Material de apoio 1 — Gramática e variação linguística

  1. Etapa 1Imersão e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o tema "Gramática e variação linguística", destacando a diversidade linguística do Brasil e a existência de diferentes abordagens gramaticais. Exemplos práticos são apresentados, como variações regionais no uso de pronomes, verbos ou expressões. O professor explica o objetivo da atividade e introduz o mapa de empatia, mostrando seus campos e sua finalidade para compreender diferentes perspectivas.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e distribuição do mapa de empatia

    Os alunos são organizados em pequenos grupos e recebem o mapa de empatia para visualização coletiva (por exemplo, projetado ou compartilhado em tela). O professor orienta os alunos sobre como preencher cada campo, relacionando-os ao tema da gramática e variação linguística, estimulando-os a pensar sobre a experiência de um falante que enfrenta preconceitos ou desafios relacionados à norma-padrão e à diversidade linguística.


  3. Etapa 3Pesquisa e discussão em grupo

    Os grupos discutem e refletem sobre o que um falante da língua pode pensar e sentir, ouvir, falar e fazer, ver, além das dores (dificuldades) e ganhos (benefícios) relacionados ao uso da língua e à variação linguística. Eles devem relacionar essas reflexões às diferenças entre gramática tradicional e gramáticas de uso, considerando o impacto social e escolar da norma-padrão.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Cada grupo organiza as ideias discutidas e preenche o mapa de empatia, escrevendo ou digitando as informações nos campos correspondentes. O professor circula entre os grupos, auxiliando na compreensão e estimulando a profundidade das reflexões, garantindo que o mapa contemple aspectos linguísticos e sociais.


  5. Etapa 5Apresentação e compartilhamento

    Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo e as reflexões sobre a gramática e a variação linguística. O professor modera a discussão, incentivando perguntas, comentários e a conexão entre os diferentes mapas apresentados.


  6. Etapa 6Síntese e reflexão coletiva

    O professor conduz uma reflexão coletiva sobre as motivações históricas e sociais que levam ao predomínio da norma-padrão na escola, relacionando com as informações dos mapas. Os alunos são convidados a pensar sobre a importância de valorizar a diversidade linguística e as implicações para o ensino da língua.


  7. Etapa 7Avaliação e fechamento

    O professor avalia a participação dos alunos durante as atividades, a qualidade dos mapas de empatia e as contribuições nas discussões. Finaliza a aula reforçando os conceitos trabalhados e incentivando os alunos a continuarem refletindo sobre a língua e sua variação no cotidiano.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão crítica sobre as diferenças entre gramática tradicional e gramáticas de uso contemporâneas.

  • Estimular a percepção da variação linguística como fenômeno natural e legítimo da língua.

  • Promover a análise das motivações históricas e sociais que levam ao predomínio da norma-padrão no ensino.

  • Incentivar o trabalho colaborativo e a empatia por diferentes formas de falar e escrever.

  • Desenvolver habilidades de argumentação e reflexão sobre o uso da língua em contextos diversos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.

  • Capacidade de identificar e comparar abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso.

  • Demonstração de compreensão sobre o fenômeno da variação linguística e suas motivações sociais.

  • Clareza e coerência na apresentação das ideias e dos argumentos.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância da variação linguística e das diferentes abordagens gramaticais.

  • Disponibilizar e explicar o mapa de empatia, orientando os alunos sobre como preenchê-lo.

  • Organizar os alunos em grupos para que discutam e preencham o mapa de empatia coletivamente.

  • Medir o andamento das discussões, estimulando a reflexão e a troca de ideias entre os alunos.

  • Conduzir uma plenária para que os grupos apresentem seus mapas e promovam o debate sobre as diferentes perspectivas.

  • Auxiliar os alunos a relacionar as informações do mapa com os conceitos de gramática tradicional, gramáticas de uso e variação linguística.

  • Avaliar a participação e o entendimento dos alunos durante as atividades e discussões.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo para preencher o mapa de empatia.

  • Refletir sobre as diferentes formas de falar e escrever presentes em seu cotidiano e na sociedade.

  • Comparar as abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso a partir das informações coletadas.

  • Expressar suas ideias e seus argumentos durante a apresentação dos mapas e debates.

  • Ouvir e respeitar as opiniões dos colegas, desenvolvendo empatia e colaboração.