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Aula sobre Gramática, o certo e o errado

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A gramática é frequentemente vista como um conjunto rígido de regras que definem o que é certo ou errado na língua. No entanto, a língua é um fenômeno vivo e em constante transformação, e diferentes abordagens gramaticais refletem essa diversidade. Nesta aula, os estudantes irão explorar a gramática tradicional e as gramáticas de uso contemporâneas, compreendendo as diferenças entre elas e o fenômeno da variação linguística. Utilizando a metodologia ativa Design Thinking, os alunos preencherão um mapa de empatia para aprofundar a compreensão sobre as percepções e usos da gramática, refletindo sobre as motivações que levam ao predomínio da norma-padrão na escola.

Material de apoio 1 — Gramática, o certo e o errado

  1. Etapa 11. Introdução e contextualização do tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema "Gramática, o certo e o errado", destacando a importância da gramática para a comunicação e para a construção do conhecimento. Em seguida, explica que a gramática pode ser abordada de diferentes formas, como a tradicional e as gramáticas de uso contemporâneas, que consideram a variação linguística. O professor apresenta o objetivo da aula e a metodologia Design Thinking que será utilizada, enfatizando o preenchimento de um mapa de empatia para explorar o tema de forma colaborativa.


  2. Etapa 22. Apresentação do mapa de empatia e divisão em grupos

    O professor disponibiliza o mapa de empatia, explicando cada um dos seus campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Os alunos são divididos em grupos para facilitar a colaboração e a troca de ideias. O professor orienta os grupos a refletirem sobre as percepções e experiências relacionadas à gramática, considerando os diferentes tratamentos dados pela gramática tradicional e pelas gramáticas de uso contemporâneas.


  3. Etapa 33. Mapa de empatia com exemplos concretos

    Os grupos iniciam a construção do mapa de empatia, discutindo e preenchendo cada campo com base nas percepções sobre a gramática. O professor apresenta exemplos concretos para auxiliar a reflexão, como: a regra tradicional que proíbe o uso de dupla negação versus o uso comum em algumas regiões do Brasil; ou a diferença entre o uso formal do gerúndio e o uso coloquial em expressões do dia a dia. Esses exemplos ajudam os alunos a identificar as variações linguísticas e a compreender as abordagens distintas da gramática.


  4. Etapa 44. Análise crítica dos exemplos e discussão das variações linguísticas

    Os grupos aprofundam a análise dos exemplos apresentados, discutindo as motivações sociais e culturais que influenciam o uso da norma-padrão e das variações linguísticas. O professor apresenta mais exemplos, como a diferença entre o uso do pronome 'você' e 'tu' em diferentes regiões, ou a variação na concordância verbal em contextos informais. Os alunos são incentivados a refletir sobre como essas variações são tratadas pela gramática tradicional e pelas gramáticas contemporâneas, promovendo uma visão crítica e empática.


  5. Etapa 55. Sistematização das reflexões e preparação para apresentação

    Cada grupo organiza as informações e reflexões reunidas no mapa de empatia, preparando uma apresentação para compartilhar com a turma. O professor orienta os alunos a destacar as principais diferenças entre as abordagens gramaticais, as variações linguísticas identificadas e as motivações sociais discutidas. Essa etapa estimula a síntese do conhecimento e a comunicação clara das ideias.


  6. Etapa 66. Apresentação dos mapas de empatia e debate coletivo

    Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, compartilhando reflexões e conclusões. O professor modera o debate coletivo, incentivando perguntas, comentários e a troca de experiências entre os alunos. Essa dinâmica promove o aprofundamento do entendimento sobre a gramática e a valorização da diversidade linguística.


  7. Etapa 77. Reflexão final e fechamento da aula

    O professor conduz uma reflexão final sobre o que foi aprendido, destacando a importância de compreender a gramática como um fenômeno dinâmico e social. Os alunos são convidados a pensar sobre como a norma-padrão influencia o ensino e o uso da língua, e como a empatia e o respeito às variações linguísticas podem contribuir para uma comunicação mais inclusiva. A aula é encerrada com um resumo dos principais pontos e orientações para estudos futuros.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de comparar abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso contemporâneas.

  • Perceber e analisar o fenômeno da variação linguística presente na língua portuguesa.

  • Refletir sobre as motivações sociais e educacionais que levam ao predomínio da norma-padrão na escola.

  • Estimular o pensamento crítico e a empatia em relação às diferentes formas de uso da língua.

  • Promover a autonomia dos estudantes na construção do conhecimento gramatical.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção e discussão do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e comparar os diferentes tratamentos gramaticais apresentados.

  • Qualidade das reflexões sobre variação linguística e norma-padrão.

  • Clareza e coerência na apresentação das ideias durante as etapas da atividade.

  • Engajamento na análise crítica das motivações sociais relacionadas à gramática.

Ações do professor

  • Apresentar o tema da aula e contextualizar a importância da gramática na comunicação e na sociedade.

  • Disponibilizar e explicar o mapa de empatia, orientando seu uso para a atividade.

  • Medir e facilitar a discussão em grupo, incentivando a participação de todos os alunos.

  • Fornecer exemplos concretos de gramática tradicional e de uso contemporâneo para ilustrar as diferenças.

  • Estimular a reflexão crítica sobre a norma-padrão e suas implicações sociais.

  • Acompanhar a construção dos mapas de empatia, oferecendo suporte e esclarecimentos.

  • Promover a socialização dos resultados e reflexões ao final da atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da construção do mapa de empatia em grupos.

  • Analisar e discutir os diferentes pontos de vista sobre a gramática apresentados no mapa.

  • Comparar exemplos de gramática tradicional e de uso contemporâneo fornecidos pelo professor.

  • Refletir sobre as variações linguísticas e suas motivações sociais.

  • Expressar suas próprias opiniões e experiências relacionadas ao uso da língua.

  • Colaborar com os colegas para construir uma visão crítica e empática sobre a gramática.

  • Apresentar as conclusões do grupo para a turma.