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Aula sobre Gramática, o certo e o errado

Metodologia ativa — Sala de Aula Invertida

Por que usar essa metodologia?

A sala de aula invertida permite que o professor aproveite melhor o tempo em sala de aula. É possível enviar previamente o material para que o aluno se aproprie antes da aula e utilize o tempo com o professor para tirar dúvidas e se aprofundar no conteúdo.

Os alunos aprendem em diferentes ritmos e de formas distintas, já que o material enviado previamente pode ser diverso, como: podcast; texto; vídeo; filme; slides e outros.

É possível personalizar a aprendizagem respeitando as individualidades de cada um e tornando a aula mais eficiente e atrativa.

Você sabia?

A sala de aula invertida pode ser utilizada em parceria com muitas outras metodologias ativas. Esse método, auxilia o professor na personalização do ensino e contribui de para uma aprendizagem ativa.


A gramática é frequentemente vista como um conjunto rígido de regras que determinam o que é certo ou errado na língua. No entanto, a realidade linguística é mais complexa, envolvendo variações e usos que refletem diferentes contextos sociais e culturais. Nesta aula, os estudantes irão explorar as diferenças entre a gramática tradicional, que enfatiza a norma-padrão, e as gramáticas de uso contemporâneas, que valorizam a variação linguística. Utilizando a metodologia da Sala de Aula Invertida, os alunos trabalharão com um mapa conceitual já estruturado, que contém uma ideia central e oito sub-ideias com dois níveis de profundidade, para aprofundar o tema e seus subtópicos. Essa abordagem visa tornar a aprendizagem mais ativa e reflexiva, permitindo que os estudantes compreendam as motivações por trás do predomínio da norma-padrão no ensino escolar e reconheçam a diversidade linguística presente no cotidiano.

Material de apoio 1 — Gramática, o certo e o errado

  1. Etapa 1Preparação individual (Sala de Aula Invertida)

    Antes da aula presencial, os alunos recebem materiais de estudo sobre gramática tradicional, gramáticas de uso contemporâneas e variação linguística. Eles devem analisar o conteúdo para compreender os conceitos básicos e se familiarizar com o tema. O professor orienta que os estudantes observem o mapa conceitual modelo que será utilizado para organizar as ideias durante a aula.


  2. Etapa 2Apresentação e explicação do mapa conceitual modelo

    No início da aula presencial, o professor apresenta o mapa conceitual pronto, explicando sua estrutura: a ideia central relacionada à gramática e oito sub-ideias distribuídas em dois níveis de profundidade. O professor destaca como o mapa ajuda a organizar e relacionar os diferentes aspectos do tema, facilitando a compreensão e o debate.


  3. Etapa 3Discussão em grupos sobre as sub-ideias

    Os alunos são divididos em grupos para discutir cada uma das sub-ideias do mapa conceitual, relacionando-as com o conteúdo estudado previamente. Cada grupo analisa as diferenças entre a gramática tradicional e as gramáticas de uso, identifica exemplos de variação linguística e reflete sobre o ensino da norma-padrão na escola.


  4. Etapa 4Organização do mapa conceitual

    Com o apoio do professor, os grupos compartilham suas análises e contribuem para o desenvolvimento coletivo do mapa conceitual, organizando as ideias e aprofundando os tópicos. O professor estimula que os alunos justifiquem suas colocações e relacionem os conceitos de forma clara e coerente.


  5. Etapa 5Debate e reflexão crítica

    A turma participa de um debate mediado pelo professor sobre as motivações que levam ao predomínio do ensino da norma-padrão, as implicações sociais da variação linguística e a importância de reconhecer diferentes abordagens gramaticais. Os alunos são incentivados a expressar suas opiniões fundamentadas no conteúdo trabalhado.


  6. Etapa 6Revisão e ajustes finais no mapa conceitual

    Após o debate, os alunos revisam o mapa conceitual coletivo, fazendo ajustes para melhorar a clareza, a organização e a profundidade das ideias apresentadas. O professor orienta para que o mapa reflita uma compreensão crítica e abrangente do tema.


  7. Etapa 7Apresentação final e avaliação

    Os alunos apresentam o mapa conceitual finalizado para a turma, explicando as relações estabelecidas e as reflexões desenvolvidas. O professor avalia o trabalho considerando a participação, a compreensão dos conteúdos e a qualidade da organização das ideias no mapa.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade dos alunos de comparar abordagens da gramática tradicional e das gramáticas de uso contemporâneas.

  • Promover a compreensão do fenômeno da variação linguística e suas implicações sociais.

  • Estimular a análise crítica sobre o predomínio do ensino da norma-padrão na escola.

  • Fomentar habilidades de organização e síntese de informações por meio da construção coletiva de mapas conceituais.

  • Incentivar a autonomia e o protagonismo dos alunos no processo de aprendizagem, conforme a metodologia da Sala de Aula Invertida.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na discussão e construção do mapa conceitual.

  • Capacidade de identificar e explicar as diferenças entre gramática tradicional e gramáticas de uso.

  • Clareza e organização das ideias apresentadas no mapa conceitual.

  • Demonstração de compreensão sobre variação linguística e norma-padrão.

  • Reflexão crítica sobre as motivações do ensino da norma-padrão na escola.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância de compreender diferentes abordagens gramaticais.

  • Disponibilizar o mapa conceitual modelo para os alunos e explicar sua estrutura.

  • Orientar os alunos na análise e discussão das sub-ideias do mapa conceitual.

  • Estimular a reflexão crítica e o debate sobre variação linguística e norma-padrão.

  • Medir o engajamento dos alunos e oferecer suporte durante a construção coletiva do mapa conceitual.

  • Avaliar o trabalho final considerando os critérios estabelecidos.

Ações do aluno

  • Estudar previamente o material disponibilizado sobre gramática tradicional e gramáticas de uso.

  • Analisar o mapa conceitual modelo e compreender sua estrutura e conteúdo.

  • Participar ativamente das discussões em sala sobre as diferentes abordagens gramaticais.

  • Contribuir para a construção coletiva do mapa conceitual, organizando e relacionando as ideias.

  • Refletir criticamente sobre a variação linguística e o ensino da norma-padrão.

  • Apresentar e justificar as escolhas feitas na organização do mapa conceitual.