Aula sobre Grandes pessoas, grandes histórias de vidas
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Nesta aula, os estudantes irão explorar histórias de grandes pessoas que marcaram a história por suas trajetórias de vida inspiradoras. O objetivo é que eles compreendam que cada indivíduo possui desafios, motivações, dores e conquistas que moldam sua trajetória. Para isso, será utilizada a metodologia ativa Design Thinking, por meio da construção de um mapa de empatia, que ajudará os alunos a se colocarem no lugar dessas pessoas, compreendendo seus pensamentos, sentimentos, ambiente e ações.

Etapa 1 — Introdução e sensibilização
O professor deve apresentar o tema "Grandes pessoas, grandes histórias de vidas", destacando trajetórias inspiradoras e exemplos concretos, como Malala Yousafzai, Nelson Mandela ou Carolina Maria de Jesus. Em seguida, deve explicar a metodologia Design Thinking e apresentar o mapa de empatia, detalhando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'.
Etapa 2 — Formação dos grupos e escolha da personalidade
O professor deve organizar os alunos em pequenos grupos. Cada grupo deve escolher uma personalidade inspiradora, utilizando sugestões do professor ou trazendo uma própria, desde que haja informações suficientes para a atividade.
Etapa 3 — Pesquisa e coleta de informações
Os alunos devem realizar uma pesquisa, utilizando conhecimentos prévios, livros ou relatos orais, para reunir informações sobre a personalidade escolhida. Devem buscar dados que permitam preencher os campos do mapa de empatia. O professor deve acompanhar, orientar e estimular o pensamento crítico.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Os grupos devem preencher o mapa de empatia, discutindo e refletindo sobre cada campo. O professor deve incentivar que os alunos justifiquem suas escolhas e considerem diferentes perspectivas, promovendo empatia, inclusão e respeito à diversidade.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas
Cada grupo deve apresentar seu mapa de empatia para a turma, explicando as informações levantadas e as reflexões realizadas. Os demais alunos devem ouvir atentamente, fazer perguntas e contribuir com comentários construtivos. O professor deve moderar a apresentação, garantindo um ambiente respeitoso e colaborativo, promovendo habilidades de comunicação e trabalho em equipe.
Etapa 6 — Roda de conversa e reflexão coletiva
O professor deve conduzir uma discussão coletiva sobre os aprendizados, conectando o conteúdo com valores éticos, democráticos e inclusivos, e destacando estratégias usadas pelas personalidades para superar desafios.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
O professor deve realizar uma avaliação formativa, considerando a participação, o conteúdo dos mapas de empatia e a reflexão dos alunos. Os estudantes devem escrever uma breve autoavaliação ou comentário sobre o que mais os impactou na atividade. O professor deve oferecer feedback construtivo, destacando pontos positivos e sugerindo caminhos para aprofundamento futuro.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro por meio do mapa de empatia.
Estimular o pensamento crítico e a reflexão sobre trajetórias de vida inspiradoras e seus desafios.
Promover a autonomia, responsabilidade e resiliência na análise e tomada de decisões baseadas em princípios éticos e democráticos.
Incentivar o trabalho colaborativo e a comunicação efetiva entre os estudantes.
Conectar o conteúdo à realidade dos alunos, valorizando a diversidade e a inclusão.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e expressar aspectos relevantes das histórias de vida analisadas.
Demonstração de empatia e respeito às diferentes perspectivas durante as discussões.
Clareza e organização na apresentação do mapa de empatia.
Reflexão crítica sobre os princípios éticos, democráticos e inclusivos presentes nas histórias.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância de conhecer grandes histórias de vida.
Explicar o conceito e a estrutura do mapa de empatia, mostrando cada campo e sua finalidade.
Organizar os alunos em grupos para que escolham uma personalidade inspiradora para analisar.
Orientar os grupos durante a construção do mapa de empatia, estimulando o diálogo e a reflexão.
Promover a socialização dos mapas elaborados, incentivando a escuta ativa e o respeito às opiniões.
Conduzir uma roda de conversa para relacionar as aprendizagens com o desenvolvimento pessoal e social dos alunos.
Avaliar a participação e o conteúdo produzido, oferecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e atividades propostas.
Pesquisar e escolher uma personalidade inspiradora para análise.
Colaborar com o grupo na construção do mapa de empatia, preenchendo os campos com base em informações e reflexões.
Expressar suas ideias e ouvir as dos colegas com respeito e atenção.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas.
Refletir sobre como as histórias analisadas podem inspirar suas próprias trajetórias de vida.