Aula sobre How can we measure power?
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
Nesta aula, o tema "How can we measure power?" será explorado por meio da criação de um fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, que permitirá aos alunos desenvolverem uma compreensão crítica sobre como o poder se manifesta e é medido em diferentes contextos, especialmente nas práticas de linguagem. O tema será abordado a partir da análise de discursos, relações de poder e perspectivas de mundo, incentivando os estudantes a refletirem sobre as ideologias presentes nas diversas formas de comunicação verbal, artística e corporal. A metodologia ativa Cultura Maker será aplicada para que os alunos sejam protagonistas na construção de um fanzine que será utilizado como um suporte prático para organizar e apresentar os conteúdos trabalhados, facilitando a expressão das ideias dos estudantes e o compartilhamento dos resultados com a turma.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o tema "How can we measure power?" e sua relevância para compreender as relações sociais e discursivas. Será feita uma breve discussão sobre o que é poder, como ele pode ser percebido e medido em diferentes contextos, utilizando exemplos cotidianos, como o poder nas redes sociais, na mídia, na escola e na família. O professor explica que o foco será analisar discursos e práticas de linguagem para identificar relações de poder e ideologias. Em seguida, apresenta a metodologia Cultura Maker e o projeto do fanzine, explicando como o material será utilizado para organizar e expressar as ideias da turma.
Etapa 2 — Formação dos grupos e divisão do fanzine
O professor divide a turma em grupos, cada um responsável por uma das 8 partes do fanzine em papel A4. Cada parte abordará um subtópico relacionado ao tema, por exemplo: definição de poder, tipos de poder, exemplos históricos, poder nas mídias, poder e linguagem corporal, poder e arte, análise crítica de discursos, e conclusão/reflexão. O professor orienta os grupos a planejarem como irão pesquisar, discutir e organizar o conteúdo da sua parte, estimulando a colaboração e a divisão de tarefas entre os membros.
Etapa 3 — Pesquisa e coleta de informações
Os alunos, em seus grupos, realizam pesquisas utilizando os recursos disponíveis na escola, como livros, revistas, e o conhecimento prévio. Eles discutem entre si as informações coletadas, relacionando-as ao tema e aos subtópicos definidos. O professor circula pela sala para apoiar, esclarecer dúvidas e incentivar o pensamento crítico, propondo questionamentos que aprofundem a análise das relações de poder e das ideologias presentes nos discursos.
Etapa 4 — Produção do conteúdo
Com as informações organizadas, os grupos começam a produzir o conteúdo textual e visual para suas partes do fanzine. Eles devem pensar em como apresentar as ideias de forma clara, criativa e crítica, utilizando linguagem verbal, artística e corporal, se possível. O professor orienta sobre a importância da coerência e da clareza na comunicação, além de incentivar o uso de diferentes formas de expressão para enriquecer o material.
Etapa 5 — Montagem do fanzine
Os grupos organizam suas partes do fanzine, que será dividido em 8 seções no papel A4. Eles podem desenhar, escrever, colar imagens e criar um layout atrativo e funcional para o leitor. O professor auxilia na montagem, garantindo que o material esteja coerente e que as ideias estejam bem conectadas entre as partes. Essa etapa reforça a cultura maker, valorizando o trabalho manual e a criatividade dos alunos.
Etapa 6 — Apresentação e compartilhamento
Cada grupo apresenta sua parte do fanzine para a turma, explicando as escolhas feitas, as análises realizadas e as conclusões alcançadas. O professor estimula os demais alunos a fazerem perguntas e comentários, promovendo um debate crítico e construtivo sobre o tema e os conteúdos produzidos. Essa troca fortalece a compreensão coletiva e a reflexão sobre as relações de poder nos discursos.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
O professor conduz uma avaliação formativa, considerando a participação, o conteúdo produzido, a criatividade e a reflexão crítica demonstrada. Os alunos são convidados a refletir sobre o processo de aprendizagem, o trabalho em grupo e o que aprenderam sobre o tema. Essa etapa pode incluir uma autoavaliação e uma avaliação entre pares, reforçando a responsabilidade e o compromisso com o aprendizado coletivo.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem.
Compreender criticamente como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias nos discursos.
Estimular a criatividade e a autonomia dos alunos na construção do conhecimento por meio da metodologia Cultura Maker.
Promover a colaboração e o trabalho em grupo para a produção do fanzine.
Incentivar a expressão crítica e reflexiva dos estudantes sobre o tema do poder em diferentes contextos.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na construção do fanzine.
Capacidade de identificar e analisar relações de poder nos discursos apresentados.
Clareza e coerência na organização e apresentação das ideias no fanzine.
Criatividade e originalidade na produção do material.
Reflexão crítica demonstrada nas discussões e no conteúdo produzido.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância para a compreensão das relações de poder.
Orientar os alunos sobre a metodologia Cultura Maker e o processo de criação do fanzine.
Dividir a turma em grupos e distribuir as partes do fanzine para que cada grupo desenvolva um subtópico.
Fornecer exemplos práticos e materiais de apoio para auxiliar na pesquisa e produção dos conteúdos.
Acompanhar o desenvolvimento dos grupos, promovendo discussões e esclarecendo dúvidas.
Estimular a reflexão crítica e o debate sobre as diferentes perspectivas apresentadas.
Organizar a apresentação dos fanzines produzidos e promover a avaliação coletiva.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e atividades propostas.
Pesquisar e analisar informações relacionadas ao tema e seus subtópicos.
Colaborar com os colegas na produção do fanzine, dividindo tarefas e responsabilidades.
Expressar suas ideias de forma clara e crítica no material produzido.
Refletir sobre as relações de poder presentes nos discursos analisados.
Apresentar o trabalho produzido para a turma, compartilhando aprendizados.