Logo do Aprendizap

Aula sobre Ikigai: O segredo de japonês para a longevidade

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


O conceito de Ikigai, originário do Japão, pode ser compreendido como a razão de ser ou o propósito de vida que proporciona satisfação e motivação para viver. No cotidiano dos estudantes, o Ikigai está associado a atividades que despertam paixão, desenvolvem habilidades, expressam valores e permitem contribuições para a comunidade, influenciando diretamente o bem-estar e a longevidade. Nesta aula, será utilizada a metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares, por meio da qual os estudantes construirão, de forma colaborativa, um mapa conceitual que explore o tema e seus desdobramentos. Essa abordagem favorece a investigação, a reflexão e a criatividade, elementos essenciais para o desenvolvimento do Projeto de Vida.

Material de apoio 1 — Ikigai: O segredo de japonês para a longevidade

  1. Etapa 1Introdução ao conceito de Ikigai

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de Ikigai, explicando sua origem japonesa e sua relação com a longevidade e o bem-estar. Para tornar o tema mais próximo da realidade dos estudantes, são apresentados exemplos práticos de pessoas que encontram satisfação em hobbies, profissões ou relações sociais que atribuem sentido à vida. Em seguida, o professor destaca a importância de compreender o próprio Ikigai como parte essencial na construção do Projeto de Vida. Nesta etapa, é apresentado aos estudantes um mapa conceitual base, cuja ideia central é Ikigai. O mapa está organizado com oito subideias que abrangem aspectos fundamentais: paixão, missão, vocação, profissão, saúde, felicidade, comunidade e propósito. Esses elementos servirão de ponto de partida para a construção coletiva do conhecimento ao longo da aula.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e análise do mapa conceitual base

    Os estudantes são organizados em duplas ou pequenos grupos, a fim de favorecer a Aprendizagem Entre Pares. Cada grupo recebe o mapa conceitual base apresentado anteriormente. Em seguida, o professor orienta os estudantes a analisar as subideias e discutir o significado de cada uma, buscando relacioná-las com suas experiências pessoais e com os conhecimentos que já possuem. O objetivo dessa etapa é promover a compreensão das conexões iniciais entre os elementos do Ikigai e preparar os grupos para aprofundar o tema nas próximas atividades.


  3. Etapa 3Construção do segundo nível de profundidade do mapa conceitual

    Cada grupo se dedica ao desenvolvimento do segundo nível de profundidade do mapa conceitual, criando novas ramificações a partir das oito subideias iniciais. Por exemplo, a subideia paixão pode ser desdobrada em atividades que despertam interesse, como arte, esportes ou leitura, enquanto saúde pode incluir hábitos de vida, alimentação equilibrada e cuidados pessoais. Ao longo da atividade, os estudantes utilizam a discussão em grupo para investigar, refletir e propor hipóteses sobre como esses elementos se conectam ao conceito de Ikigai, ampliando a compreensão coletiva e construindo sentidos para o próprio Projeto de Vida.


  4. Etapa 4Socialização e troca entre grupos

    Os grupos apresentam à turma os mapas conceituais ampliados, explicando as conexões construídas e os aprofundamentos realizados a partir das subideias. Durante as exposições, o professor estimula a participação ativa dos demais grupos, incentivando perguntas, comentários e contribuições que promovam a troca de ideias e a construção coletiva do conhecimento. Essa etapa fortalece habilidades como a comunicação, a argumentação e o respeito pelas diferentes perspectivas, além de ampliar a compreensão do conceito de Ikigai em contextos diversos.


  5. Etapa 5Reflexão individual sobre o Ikigai pessoal

    Após a socialização, os estudantes são convidados a refletir individualmente sobre o próprio Ikigai, considerando os conceitos discutidos ao longo da aula. Eles podem anotar ideias, sentimentos e possíveis caminhos para encontrar ou fortalecer seu propósito de vida, com base nas reflexões realizadas em grupo. Para estimular esse processo, o professor pode propor perguntas orientadoras, como: "Quais atividades me dão energia e satisfação?" ou "Como posso contribuir para a minha comunidade?". Essa etapa valoriza a interiorização dos aprendizados e estimula o autoconhecimento, articulando o conteúdo trabalhado ao desenvolvimento do Projeto de Vida.


  6. Etapa 6Discussão em duplas sobre a reflexão pessoal

    Os estudantes retornam às duplas para compartilhar suas reflexões pessoais, promovendo um ambiente de confiança, escuta ativa e respeito mútuo. Essa abertura ao diálogo permite que aprendam uns com os outros, ampliem suas perspectivas e desenvolvam a empatia a partir da diversidade de experiências e percepções. Enquanto isso, o professor acompanha as discussões, oferecendo suporte quando necessário e incentivando a expressão sincera, sem julgamentos, fortalecendo o vínculo entre os participantes e o sentido da atividade.


  7. Etapa 7Síntese e fechamento da aula

    O professor conduz uma síntese coletiva dos principais aprendizados da aula, destacando a importância do Ikigai para a longevidade, o bem-estar e o sentido da vida. Em seguida, reforça como a construção do mapa conceitual e a troca entre pares contribuíram para o desenvolvimento de habilidades como a investigação, a análise crítica e a criatividade. Por fim, sugere que os estudantes continuem refletindo sobre seu Projeto de Vida, levando em conta as descobertas e reflexões realizadas ao longo da atividade.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de investigação e análise crítica por meio da construção colaborativa de um mapa conceitual.

  • Estimular a reflexão sobre o propósito de vida e sua relação com o bem-estar e a longevidade.

  • Promover a curiosidade intelectual e a criatividade na elaboração de conexões entre conceitos.

  • Incentivar a comunicação e o trabalho colaborativo entre os estudantes.

  • Aplicar conhecimentos interdisciplinares para compreender o conceito de Ikigai e suas implicações pessoais e sociais.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa conceitual em grupo.

  • Capacidade de relacionar conceitos e elaborar conexões coerentes no mapa.

  • Demonstração de reflexão crítica sobre o tema Ikigai e sua aplicação pessoal.

  • Clareza e organização na apresentação do mapa conceitual.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de Ikigai e contextualizá-lo no cotidiano dos estudantes.

  • Organizar os alunos em duplas ou pequenos grupos para a atividade de Aprendizagem Entre Pares.

  • Fornecer o mapa conceitual base com a ideia central e 8 sub-ideias para orientar a construção coletiva.

  • Mediar o andamento das discussões, estimulando a participação e a reflexão crítica.

  • Orientar os grupos na elaboração do segundo nível de profundidade do mapa conceitual.

  • Promover a socialização dos mapas conceituais produzidos, incentivando a troca de ideias.

  • Avaliar a participação, organização e profundidade dos mapas conceituais elaborados.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em duplas ou grupos.

  • Analisar o mapa conceitual base e propor conexões e aprofundamentos.

  • Refletir sobre o significado do Ikigai e sua relação com a vida pessoal.

  • Construir coletivamente o mapa conceitual, organizando as ideias de forma clara.

  • Apresentar e explicar o mapa conceitual para os colegas, promovendo a troca de conhecimentos.