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Aula sobre Ikigai: O segredo de japonês para a longevidade

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


O tema Ikigai apresenta aos estudantes o conceito japonês de razão de ser, explicando como ele representa a motivação para viver e contribui para a felicidade e a longevidade. O professor deve contextualizar o conceito, mostrando como ele se relaciona com o que amamos, no que somos bons, o que o mundo precisa e pelo que podemos ser recompensados. Os estudantes devem compreender que o Ikigai pode auxiliar na escolha de carreiras, na definição de objetivos pessoais e no equilíbrio entre diferentes dimensões da vida, promovendo autoconhecimento e construção consciente do Projeto de Vida. Nesta aula, os grupos devem utilizar a metodologia ativa Design Thinking, aplicando um mapa de empatia, explorando sentimentos, percepções e necessidades relacionados ao Ikigai. O professor deve orientar a análise e estimular a curiosidade, o pensamento investigativo e a reflexão crítica, favorecendo a compreensão sensível e criativa do tema.

Material de apoio 1 — Ikigai: O segredo de japonês para a longevidade

  1. Etapa 1Introdução ao Ikigai

    O professor deve iniciar a aula apresentando o conceito de Ikigai, explicando sua origem e significado. O professor deve utilizar exemplos práticos, como histórias de pessoas que encontraram seu propósito e vivem com satisfação e longevidade, para aproximar o tema da realidade dos estudantes. Os estudantes devem compreender o conceito e refletir sobre sua aplicabilidade no cotidiano, despertando curiosidade e preparando-se para uma investigação mais profunda e significativa.


  2. Etapa 2Apresentação da Metodologia e do Mapa de Empatia

    O professor deve explicar a metodologia ativa do Design Thinking, apresentando o mapa de empatia e detalhando cada um de seus campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". O professor deve esclarecer como o mapa será utilizado para explorar o Ikigai de uma pessoa fictícia ou real, mostrando que essa ferramenta permitirá uma análise sensível e aprofundada das motivações, necessidades e percepções ligadas ao propósito de vida.


  3. Etapa 3Formação dos Grupos e Definição do Perfil

    Os grupos devem ser organizados pelo professor. Cada grupo deve receber a tarefa de explorar um perfil de pessoa para desenvolver o mapa de empatia. O grupo deve escolher um personagem conhecido, um familiar ou um perfil fictício que represente desafios, aspirações e experiências relacionadas ao conceito de Ikigai.


  4. Etapa 4Construção do Mapa de Empatia

    Os grupos devem trabalhar na construção do mapa de empatia, preenchendo os campos com base no perfil escolhido. O professor deve circular pela sala, orientar os estudantes, incentivar a reflexão crítica e auxiliar no aprofundamento das respostas, garantindo que estas estejam alinhadas ao conceito de Ikigai e revelem conexões entre sentimentos, valores, ações e propósitos de vida.


  5. Etapa 5Análise e Reflexão

    Os grupos devem analisar os mapas de empatia, identificando as conexões entre os campos e como essas relações refletem o Ikigai da pessoa estudada. O professor deve conduzir o debate, incentivando os estudantes a explorarem as dores e ganhos, o que a pessoa pensa, sente, vê e faz, relacionando essas informações ao propósito de vida, à satisfação pessoal e à longevidade.


  6. Etapa 6Apresentação dos Resultados

    Os grupos devem apresentar seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as conclusões sobre o Ikigai do perfil estudado. O professor deve conduzir um momento de perguntas e respostas, incentivando o pensamento crítico, o diálogo entre os estudantes e a troca de ideias que ampliem a compreensão coletiva sobre o propósito de vida e suas múltiplas dimensões.


  7. Etapa 7Síntese e Aplicação Pessoal

    Os grupos devem refletir individualmente ou coletivamente sobre como aplicar o conceito de Ikigai em suas próprias vidas. O professor deve orientar a reflexão, incentivando os estudantes a considerar seus propósitos, desafios e motivações, promovendo o autoconhecimento, a curiosidade intelectual e a construção consciente de seus Projetos de Vida.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de investigação e reflexão crítica por meio da criação de mapas de empatia.

  • Estimular a curiosidade intelectual para compreender o conceito de Ikigai e sua aplicação prática.

  • Promover a criatividade e imaginação na construção de soluções pessoais baseadas no autoconhecimento.

  • Incentivar a colaboração e o trabalho em equipe durante as etapas do Design Thinking.

  • Fomentar a análise crítica sobre os fatores que influenciam a longevidade e a satisfação pessoal.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de relacionar os campos do mapa com o conceito de Ikigai.

  • Demonstração de reflexão crítica e criatividade nas discussões e produções.

  • Colaboração e respeito durante o trabalho em grupo.

  • Clareza e coerência na apresentação das ideias.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de Ikigai com exemplos práticos e contextualizados.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia.

  • Orientar os estudantes na criação dos mapas de empatia, esclarecendo dúvidas.

  • Estimular a reflexão e o debate durante as etapas da atividade.

  • Organizar os grupos e mediar a colaboração entre os estudantes.

  • Avaliar a participação e o desenvolvimento dos alunos conforme os critérios estabelecidos.

Ações do aluno

  • Ouvir atentamente a apresentação e os exemplos sobre Ikigai.

  • Participar ativamente da criação do mapa de empatia em grupo.

  • Refletir sobre os sentimentos, percepções e necessidades relacionados ao tema.

  • Colaborar com os colegas, compartilhando ideias e respeitando opiniões.

  • Apresentar as conclusões do grupo de forma clara e coerente.