Aula sobre Impactos ambientais causados pela mineração
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A mineração é uma atividade econômica que, embora essencial para o desenvolvimento e a produção de diversos bens, gera impactos ambientais significativos. Esses impactos incluem a degradação do solo, poluição da água e do ar, e a alteração de ecossistemas. No cotidiano dos estudantes, a mineração pode ser percebida em produtos como eletrônicos, roupas e até alimentos, que dependem de minerais e recursos naturais. Ao utilizar a metodologia de Design Thinking nesta aula, os alunos serão incentivados a se colocar no lugar das comunidades afetadas pela mineração, desenvolvendo um mapa de empatia que os ajudará a compreender as diferentes perspectivas sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o tema da mineração e seus impactos ambientais. Utiliza exemplos práticos, como a extração de minerais para a fabricação de eletrônicos, e discute como isso afeta o meio ambiente e as comunidades locais. O objetivo é despertar o interesse dos alunos e contextualizar a importância do tema.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Os alunos são divididos em grupos pequenos. Cada grupo receberá a tarefa de criar um mapa de empatia sobre uma comunidade afetada pela mineração. O professor explica os campos do mapa e como eles devem ser preenchidos, incentivando a pesquisa e a troca de ideias entre os membros do grupo.
Etapa 3 — Pesquisa e Coleta de Informações
Os alunos realizam uma pesquisa sobre a comunidade escolhida, buscando informações sobre suas vivências, desafios e impactos da mineração. O professor orienta os grupos a utilizarem fontes confiáveis e a refletirem sobre o que cada campo do mapa de empatia representa.
Etapa 4 — Construção do Mapa de Empatia
Com as informações coletadas, os grupos começam a construir seu mapa de empatia. Utilize o template disponível. O professor circula pela sala, oferecendo suporte e garantindo que todos os campos sejam abordados. Os alunos irão discutir e registrar suas ideias de forma colaborativa.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as informações coletadas. O professor estimula a discussão, fazendo perguntas que provoquem reflexões sobre as diferentes perspectivas apresentadas.
Etapa 6 — Reflexão e Debate
Após as apresentações, o professor promove um debate sobre as soluções que poderiam ser implementadas para mitigar os impactos da mineração. Os alunos são incentivados a pensar criticamente e a propor alternativas sustentáveis.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
Por fim, o professor realiza uma avaliação das atividades, destacando os pontos positivos e oferecendo feedback sobre o trabalho dos grupos. Os alunos também são convidados a refletir sobre o que aprenderam e como podem aplicar esse conhecimento em suas vidas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação aos impactos socioambientais da mineração.
Estimular a empatia e a compreensão das vivências de comunidades afetadas pela mineração.
Promover a reflexão sobre a sustentabilidade e as práticas agroextrativistas.
Fomentar o trabalho colaborativo e a criatividade na busca de soluções para os problemas identificados.
Integrar conhecimentos teóricos e práticos sobre o tema da mineração e suas consequências.
Critérios de avaliação
Participação ativa e engajamento nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.
Capacidade de identificar e analisar os impactos da mineração nas comunidades locais.
Criatividade na apresentação de soluções ou alternativas sustentáveis.
Colaboração e respeito nas interações com os colegas durante a atividade.
Ações do professor
Facilitar a discussão inicial sobre mineração e seus impactos, apresentando exemplos locais.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, garantindo que todos os campos sejam explorados.
Promover debates sobre as diferentes perspectivas das comunidades afetadas.
Estimular a criatividade dos alunos ao pensar em soluções para mitigar os impactos da mineração.
Avaliar as produções dos alunos e fornecer feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e compartilhar suas percepções sobre a mineração.
Trabalhar em grupos para criar o mapa de empatia, contribuindo com ideias e reflexões.
Apresentar suas conclusões e soluções para a turma, defendendo suas propostas.
Escutar e respeitar as opiniões dos colegas durante as atividades em grupo.
Refletir sobre como a mineração impacta suas vidas e o meio ambiente.