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Aula sobre Injustiças sociais

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


O tema 'Injustiças Sociais' é presente no cotidiano dos estudantes, manifestando-se em diversas situações como desigualdade de acesso à educação, saúde, emprego e direitos básicos. Por exemplo, a diferença no tratamento entre grupos sociais distintos ou a dificuldade de acesso a serviços públicos essenciais são formas de injustiça social que impactam diretamente a vida das pessoas. Nesta aula, a metodologia ativa Aprendizagem Entre Pares será utilizada para promover a reflexão crítica e o desenvolvimento de habilidades comunicativas e argumentativas, por meio da interação entre os estudantes. O professor disponibilizará um template de avaliação por pares, que será utilizado para que os grupos avaliem uns aos outros, considerando critérios como organização, construção dos argumentos, apresentação e comunicação, além do desempenho geral. Essa abordagem visa engajar os estudantes no tema, promovendo o autoconhecimento, o autocuidado e a socialização, alinhados ao desenvolvimento de práticas corporais e significação dessas práticas em seus projetos de vida.

Material de apoio 1 — Injustiças sociais

  1. Etapa 1Apresentação do tema e contextualização

    O professor deverá introduzir o tema 'Injustiças Sociais' por meio de exemplos práticos e cotidianos, como desigualdade no acesso à educação e saúde. Em seguida, deverá explicar a metodologia Aprendizagem Entre Pares e apresentar o template de avaliação que será utilizado pelos estudantes para avaliar uns aos outros durante a atividade.


  2. Etapa 2Formação dos grupos heterogêneos

    O professor deverá organizar os estudantes em grupos heterogêneos, considerando diversidade de opiniões e experiências, para garantir um ambiente rico em perspectivas diferentes. Cada grupo deverá escolher um representante para apresentar as conclusões posteriormente.


  3. Etapa 3Discussão em grupo sobre injustiças sociais

    Os grupos deverão discutir os principais aspectos das injustiças sociais, relacionando-os às práticas corporais e ao projeto de vida de cada estudante. O professor deverá circular entre os grupos para orientar e estimular a reflexão crítica, garantindo que todos participem.


  4. Etapa 4Preparação da apresentação

    Cada grupo deverá organizar suas ideias e preparar uma apresentação clara e objetiva sobre as injustiças sociais discutidas, destacando a relação com práticas corporais e autocuidado. O professor deverá auxiliar na organização e na construção dos argumentos, se necessário.


  5. Etapa 5Apresentação e avaliação entre pares

    Os grupos apresentarão suas conclusões para a turma. Após cada apresentação, os grupos deverão utilizar o template de avaliação por pares para atribuir notas aos colegas, considerando organização, construção dos argumentos, apresentação e comunicação, além do desempenho geral.


  6. Etapa 6Discussão dos resultados da avaliação

    O professor deverá conduzir uma discussão coletiva sobre as avaliações realizadas, destacando pontos positivos e aspectos a melhorar. Essa etapa visa promover o feedback construtivo e o desenvolvimento das habilidades comunicativas e críticas dos estudantes.


  7. Etapa 7Reflexão final e relação com o projeto de vida

    Os estudantes deverão refletir individualmente sobre como as injustiças sociais impactam suas vidas e como as práticas corporais podem contribuir para o autoconhecimento, autocuidado e socialização. O professor poderá propor um breve registro escrito ou oral para consolidar essa reflexão.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade crítica dos estudantes em relação às injustiças sociais presentes no cotidiano.

  • Estimular a argumentação e a comunicação eficaz por meio da interação entre pares.

  • Promover o autoconhecimento e o autocuidado através da reflexão sobre práticas corporais relacionadas ao tema.

  • Incentivar a socialização e o trabalho colaborativo entre os estudantes.

  • Utilizar a avaliação entre pares como ferramenta de feedback construtivo e desenvolvimento pessoal.

Critérios de avaliação

  • Clareza e coerência na construção dos argumentos apresentados.

  • Organização e participação efetiva do grupo durante a atividade.

  • Qualidade da apresentação e comunicação dos conteúdos discutidos.

  • Engajamento e respeito durante a avaliação entre pares.

  • Capacidade de refletir e relacionar as práticas corporais ao tema das injustiças sociais.

Ações do professor

  • Disponibilizar o template de avaliação por pares contendo os critérios e a escala de notas de 1 a 5.

  • Organizar os estudantes em grupos heterogêneos para garantir diversidade de perspectivas.

  • Orientar os estudantes sobre o uso do template e os critérios de avaliação antes do início das atividades.

  • Gerenciar o tempo das etapas para garantir a participação de todos os grupos.

  • Estimular a reflexão crítica e a argumentação durante as discussões em grupo.

  • Medir o engajamento dos estudantes e intervir para manter o foco e o respeito durante as avaliações.

  • Coletar os templates preenchidos para análise e feedback posterior.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo sobre injustiças sociais.

  • Utilizar o template disponibilizado para avaliar o desempenho dos grupos pares.

  • Construir argumentos claros e coerentes relacionados ao tema.

  • Apresentar as ideias do grupo de forma organizada e comunicativa.

  • Respeitar as opiniões dos colegas durante as avaliações e discussões.

  • Refletir sobre as práticas corporais e sua relação com o tema abordado.

  • Colaborar com os membros do grupo para a construção do conhecimento coletivo.