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Aula sobre Interpretando a parábola

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


A parábola é uma curva fundamental no estudo das funções polinomiais de 2º grau e aparece em diversas situações do cotidiano, como na trajetória de objetos lançados, no design de antenas parabólicas e na arquitetura. Compreender como interpretar a parábola permite aos estudantes relacionar a forma algébrica da função com sua representação gráfica, facilitando a visualização de conceitos como vértice, eixo de simetria, raízes e concavidade. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker, onde os alunos, organizados em grupos, criarão um diário de bordo para registrar o problema proposto, as alternativas geradas e a solução encontrada. Essa prática colaborativa e reflexiva visa tornar o aprendizado mais significativo e dinâmico, mesmo sem o uso de recursos digitais avançados, estimulando a construção do conhecimento por meio da experimentação e do diálogo.

Material de apoio 1 — Interpretando a parábola

  1. Etapa 1Introdução e Contextualização

    O professor inicia a aula apresentando a parábola, destacando sua presença em situações do cotidiano, como trajetórias de objetos e estruturas arquitetônicas. Em seguida, explica o objetivo da aula e a metodologia Cultura Maker, enfatizando a criação do diário de bordo em grupos para registrar o processo de aprendizagem.


  2. Etapa 2Formação dos Grupos e Apresentação do Diário de Bordo

    Os alunos são organizados em grupos de 3 a 5 integrantes. O professor apresenta o modelo do diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, e orienta como utilizá-lo durante a atividade para registrar as discussões e descobertas do grupo.


  3. Etapa 3Proposição do Problema e Discussão Inicial

    O professor apresenta um problema prático envolvendo uma função quadrática, por exemplo, analisar a trajetória de uma bola lançada ou a construção de uma antena parabólica. Os grupos discutem o problema, identificando as informações relevantes e registrando no diário de bordo o campo Problema.


  4. Etapa 4Geração de Alternativas e Construção da Parábola

    Os grupos exploram diferentes maneiras de representar a função quadrática no plano cartesiano, discutindo como identificar vértice, eixo de simetria, raízes e concavidade. Utilizando papel quadriculado, régua e lápis, constroem a parábola e registram no diário de bordo as alternativas consideradas no campo Geração de Alternativas.


  5. Etapa 5Análise e Escolha da Solução

    Cada grupo analisa as alternativas geradas, discutindo qual delas melhor representa a parábola e atende ao problema proposto. Registram no diário de bordo a solução escolhida, justificando a decisão com base nos conceitos matemáticos estudados.


  6. Etapa 6Socialização das Soluções

    Os grupos apresentam suas soluções para a turma, explicando o processo de construção da parábola e as justificativas para a escolha da solução. O professor promove um debate, destacando pontos comuns e diferenças nas abordagens, reforçando os conceitos-chave.


  7. Etapa 7Reflexão e Avaliação

    O professor conduz uma reflexão final sobre a atividade, destacando a importância da relação entre a forma algébrica e a representação gráfica da parábola. Avalia o desempenho dos grupos com base nos critérios estabelecidos e fornece feedbacks para consolidar o aprendizado.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de converter representações algébricas de funções quadráticas em representações geométricas no plano cartesiano.

  • Estimular o trabalho colaborativo e a reflexão crítica por meio da criação do diário de bordo em grupos.

  • Promover a compreensão dos elementos da parábola, como vértice, eixo de simetria, raízes e concavidade, relacionando-os com a forma algébrica da função.

  • Incentivar a utilização de estratégias diversas para interpretar e representar funções quadráticas, mesmo com recursos limitados.

  • Fomentar a autonomia dos estudantes na busca e construção de soluções para problemas matemáticos contextualizados.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa no trabalho em grupo durante a elaboração do diário de bordo.

  • Capacidade de identificar e relacionar corretamente os elementos da parábola na representação gráfica e algébrica.

  • Clareza e organização das informações registradas no diário de bordo, especialmente nos campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.

  • Aplicação correta dos conceitos matemáticos na interpretação e construção da parábola.

  • Capacidade de argumentação e justificativa das soluções encontradas durante as discussões em grupo.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância da parábola no cotidiano dos estudantes.

  • Organizar os alunos em grupos e explicar a dinâmica do diário de bordo, destacando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.

  • Propor problemas práticos que envolvam a interpretação da parábola, incentivando a discussão e a busca por diferentes soluções.

  • Acompanhar e mediar as discussões nos grupos, estimulando o pensamento crítico e a colaboração.

  • Orientar os grupos na construção das representações gráficas da parábola, utilizando materiais disponíveis, como papel quadriculado e régua.

  • Estimular a apresentação e socialização das soluções encontradas pelos grupos, promovendo o debate construtivo.

  • Avaliar o processo e os produtos elaborados pelos estudantes, fornecendo feedbacks construtivos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo, contribuindo com ideias e sugestões.

  • Registrar no diário de bordo o problema proposto, as alternativas discutidas e a solução encontrada.

  • Construir representações gráficas da parábola a partir da função algébrica dada, utilizando materiais disponíveis.

  • Analisar e interpretar os elementos da parábola, relacionando-os com a forma algébrica da função.

  • Colaborar com os colegas para resolver os problemas propostos, respeitando diferentes pontos de vista.

  • Apresentar e justificar as soluções encontradas para a turma, participando do debate.