Aula sobre Intertextualidade - paródia
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A intertextualidade é um conceito essencial para compreender como os textos dialogam entre si, estabelecendo relações que enriquecem o significado e a interpretação. A paródia, como uma forma específica de intertextualidade, utiliza elementos de um texto original para criar uma nova obra que pode provocar humor, crítica ou reflexão. No cotidiano dos estudantes, a paródia está presente em músicas, vídeos, memes e programas de televisão, tornando-se uma ferramenta acessível para analisar relações textuais. Nesta aula, a metodologia ativa Design Thinking será aplicada para que os estudantes explorem a paródia por meio da construção de um mapa de empatia, que permitirá compreender diferentes perspectivas sobre o tema e seus subtópicos, facilitando a análise das relações intertextuais e interdiscursivas.

Etapa 1 — Apresentação do tema e exemplos práticos
O professor deverá introduzir o conceito de intertextualidade e paródia, utilizando exemplos práticos como músicas paródicas populares, vídeos de paródia disponíveis na internet ou trechos de textos literários que contenham paródia. Essa etapa visa contextualizar o tema e despertar o interesse dos estudantes, mostrando a presença da paródia no cotidiano e sua função comunicativa.
Etapa 2 — Leitura e análise dos exemplos
Os estudantes deverão, em grupos, analisar os exemplos apresentados, identificando os elementos que caracterizam a paródia e as relações intertextuais envolvidas. O professor deverá orientar a leitura crítica, incentivando a observação dos aspectos que diferenciam a paródia do texto original, como o tom, a intenção e as modificações realizadas.
Etapa 3 — Introdução ao mapa de empatia
O professor deverá apresentar o mapa de empatia, explicando cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Será esclarecido que o mapa servirá para compreender as diferentes perspectivas relacionadas à paródia e à intertextualidade, facilitando a análise dialógica dos textos.
Etapa 4 — Preenchimento do mapa de empatia em grupos
Os estudantes deverão preencher o mapa de empatia utilizando os modelos disponibilizados pelo professor, baseando-se nas discussões anteriores e nas informações coletadas sobre o tema. O professor deverá acompanhar os grupos, promovendo questionamentos que aprofundem a reflexão e incentivem a colaboração entre os estudantes.
Etapa 5 — Socialização das análises
Cada grupo deverá apresentar as conclusões obtidas no mapa de empatia, destacando as relações intertextuais e os aspectos da paródia identificados. O professor deverá mediar a discussão, promovendo o diálogo entre os grupos e incentivando a argumentação fundamentada.
Etapa 6 — Reflexão coletiva e síntese
O professor deverá conduzir uma reflexão coletiva sobre o que foi aprendido, reforçando a importância da intertextualidade e da paródia na construção de sentidos nos textos. Será realizada uma síntese dos principais pontos abordados, consolidando o conhecimento adquirido pelos estudantes.
Etapa 7 — Avaliação formativa e feedback
O professor deverá avaliar a participação dos estudantes nas atividades, a qualidade das análises apresentadas e o preenchimento dos mapas de empatia. Será oferecido feedback construtivo para orientar o aprimoramento das habilidades desenvolvidas, destacando os avanços e os aspectos a serem aprofundados.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de analisar relações de intertextualidade e interdiscursividade, identificando posicionamentos e perspectivas em textos.
Compreender o conceito de paródia como manifestação da intertextualidade e suas funções comunicativas.
Estimular o pensamento crítico e a empatia ao analisar textos e contextos diversos por meio do mapa de empatia.
Promover a colaboração e a reflexão coletiva na construção do conhecimento sobre intertextualidade e paródia.
Aplicar a metodologia ativa Design Thinking para tornar o aprendizado mais dinâmico e significativo.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar e explicar relações de intertextualidade e paródia em diferentes textos.
Participação ativa e colaborativa na construção do mapa de empatia.
Clareza e coerência na análise dos campos do mapa de empatia relacionados ao tema.
Demonstração de compreensão dos conceitos trabalhados por meio das discussões e respostas.
Ações do professor
Disponibilizar o mapa de empatia com os campos definidos para que os estudantes possam preenchê-lo durante as atividades.
Apresentar exemplos práticos de paródias presentes em músicas, vídeos ou textos conhecidos pelos estudantes para contextualizar o tema.
Orientar os estudantes na leitura e interpretação dos exemplos, incentivando a identificação das relações intertextuais.
Organizar os estudantes em grupos para que preencham o mapa de empatia, estimulando a troca de ideias e a reflexão conjunta.
Gerenciar o tempo das atividades para garantir que todas as etapas sejam realizadas com profundidade e atenção.
Promover momentos de socialização das análises feitas pelos grupos, estimulando o debate e a argumentação.
Fornecer feedback construtivo que auxilie os estudantes a aprofundar a compreensão do tema.
Ações do aluno
Analisar os exemplos de paródias apresentados pelo professor, identificando elementos intertextuais.
Discutir em grupo as percepções sobre o tema e seus subtópicos, compartilhando diferentes pontos de vista.
Preencher o mapa de empatia com base nas discussões e nas informações coletadas, considerando cada campo proposto.
Refletir sobre as relações dialógicas presentes nos textos e como a paródia modifica ou reforça sentidos.
Participar das socializações, apresentando as conclusões do grupo e ouvindo as contribuições dos colegas.