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Aula sobre Intervenção urbana-performance: participação social

Metodologia ativa — Rotação por estações

Por que usar essa metodologia?

Esta metodologia é muito necessária quando pensamos em personalização da aprendizagem. Através dela, podemos trabalhar com circuitos projetados, chamados de estações. Cada estação possui uma atividade com início, meio e fim, para que os alunos possam começar por qualquer uma delas sem que haja uma ordem fixa a seguir.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, comunicação, alfabetização digital, pensamento crítico, capacidade de trabalhar em equipe e gestão de tempo.

Você sabia?

É importante ressaltar que para ser caracterizada como rotação por estação é necessário ter ao menos uma estação no formato digital.


A intervenção urbana-performance é uma prática artística e social que utiliza o espaço público como palco para manifestações que promovem a participação social e a reflexão sobre questões urbanas e coletivas. No cotidiano dos estudantes, essa temática pode ser observada em protestos, manifestações culturais, ações comunitárias e campanhas que buscam transformar a cidade e a convivência entre seus habitantes. Nesta aula, a metodologia de Rotação por estações será aplicada para que os alunos explorem diferentes aspectos da intervenção urbana-performance, desenvolvendo habilidades críticas, colaborativas e criativas. Os estudantes serão divididos em grupos que passarão por três estações com atividades distintas, culminando em uma sistematização coletiva e na utilização de um registro de aprendizagem com campos de Check-in e Check-out, que auxiliará na reflexão e organização do conhecimento adquirido.

Material de apoio 1 — Intervenção urbana-performance: participação social

  1. Etapa 1Apresentação do tema e organização das estações

    O professor inicia a aula contextualizando o conceito de intervenção urbana-performance, exemplificando com manifestações artísticas e sociais presentes na cidade, como grafites, performances em praças, protestos culturais e ações comunitárias. Em seguida, explica a metodologia Rotação por estações, dividindo a turma em três grupos e apresentando as estações que explorarão diferentes aspectos do tema. O professor também apresenta o template de registro de aprendizagem, destacando os campos de Check-in (expectativas e conhecimentos prévios) e Check-out (aprendizados e reflexões finais), que serão preenchidos pelos alunos ao longo da aula.


  2. Etapa 2Estação 1: Análise de textos e imagens sobre intervenção urbana-performance

    Neste espaço, os alunos recebem textos curtos e imagens que ilustram diferentes formas de intervenção urbana-performance. O grupo deve analisar o material, identificar as características das intervenções, os objetivos sociais e as formas de participação envolvidas. Os estudantes discutem entre si e registram no template suas impressões iniciais durante o Check-in e, ao final da atividade, as conclusões no Check-out. O professor circula para mediar a discussão e esclarecer dúvidas.


  3. Etapa 3Estação 2: Experimentação prática e criação coletiva

    Aqui, os alunos são convidados a criar uma pequena intervenção simbólica no espaço da sala ou em um espaço virtual, utilizando materiais disponíveis (como papel, canetas, objetos do cotidiano) para representar uma performance urbana que dialogue com uma questão social relevante para eles. O foco é estimular a criatividade, o trabalho em grupo e a reflexão sobre a participação social. Durante a atividade, os estudantes registram suas expectativas e ideias no Check-in e, ao final, refletem sobre o processo no Check-out.


  4. Etapa 4Estação 3: Debate e proposição de ações sociais

    Neste momento, os alunos debatem temas relacionados à participação social e à ética na intervenção urbana, como direitos urbanos, consumo consciente e responsabilidade social. O grupo deve elaborar propostas de ações ou campanhas que possam ser realizadas na comunidade escolar ou local, visando fomentar a participação cidadã e o respeito aos direitos coletivos. O template de registro é utilizado para anotar as ideias iniciais e as conclusões do debate.


  5. Etapa 5Rotação entre as estações

    Os grupos rotacionam entre as estações, garantindo que todos os alunos participem das três atividades. O professor organiza a transição, reforçando a importância da participação ativa e do registro contínuo no template de aprendizagem para consolidar o conhecimento.


  6. Etapa 6Sistematização coletiva

    Após a passagem por todas as estações, o professor promove uma roda de conversa onde cada grupo compartilha suas experiências, aprendizados e propostas. O diálogo coletivo permite a construção conjunta do conhecimento, a reflexão sobre as diferentes perspectivas e o fortalecimento do senso crítico e ético dos estudantes.


  7. Etapa 7Avaliação e fechamento

    Para concluir, o professor orienta os alunos a revisarem seus templates de registro, destacando os momentos de Check-in e Check-out, para que percebam sua evolução durante a aula. A avaliação considera a participação, o engajamento, a qualidade das reflexões e a postura ética demonstrada. O professor reforça a importância da participação social e da intervenção urbana-performance como formas de atuação cidadã e responsável.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão crítica sobre intervenção urbana-performance e sua relação com a participação social.

  • Estimular o trabalho colaborativo e o protagonismo dos estudantes por meio da metodologia Rotação por estações.

  • Promover a reflexão ética e cidadã sobre o papel do indivíduo na transformação social e urbana.

  • Aprimorar habilidades de análise, argumentação e produção textual em contextos sociais e políticos.

  • Incentivar a utilização de instrumentos de registro e reflexão sobre o processo de aprendizagem.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa nas atividades de cada estação.

  • Capacidade de relacionar conceitos teóricos com exemplos práticos de intervenção urbana-performance.

  • Qualidade e profundidade das reflexões registradas no template de aprendizagem.

  • Clareza e coerência na apresentação das experiências e aprendizados durante a sistematização coletiva.

  • Demonstração de postura ética e crítica nas discussões e produções realizadas.

Ações do professor

  • Organizar a turma em grupos e preparar as estações com atividades diversificadas e alinhadas ao tema.

  • Apresentar o tema e explicar a metodologia Rotação por estações, garantindo que todos compreendam o funcionamento.

  • Medir o tempo e orientar a transição dos grupos entre as estações, assegurando a participação de todos.

  • Atuar como mediador nas estações, estimulando o diálogo, a reflexão e o respeito às diferentes opiniões.

  • Introduzir e explicar o template de registro de aprendizagem, orientando seu preenchimento nos momentos de Check-in e Check-out.

  • Conduzir a sistematização coletiva, promovendo a troca de experiências entre os grupos e a construção conjunta do conhecimento.

  • Avaliar o processo de aprendizagem considerando a participação, o engajamento e a qualidade das produções dos alunos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das atividades propostas em cada estação, colaborando com os colegas.

  • Refletir sobre os conceitos e exemplos apresentados, relacionando-os com a realidade urbana e social.

  • Registrar suas percepções, dúvidas e aprendizados no template de registro durante os momentos de Check-in e Check-out.

  • Respeitar as opiniões dos colegas e contribuir para um ambiente de diálogo construtivo.

  • Apresentar as experiências e conclusões do grupo na sistematização coletiva.

  • Buscar soluções e propostas que envolvam a coletividade e a ética social nas discussões e produções.