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Aula sobre Investigando as deformações de projeções geométricas

Metodologia ativa — Aprendizagem Baseada em Problemas

Por que usar essa metodologia?

Com essa metodologia é possível trabalhar com problemas que façam parte do cotidiano dos alunos, visando maior envolvimento deles com o tema.

Essa metodologia desenvolve a criatividade, o trabalho em grupo e propicia o surgimento de diferentes soluções para um único problema.

Você sabia?

A aprendizagem baseada em problemas surgiu na década de 1960 em escolas de medicina no Canadá e na Holanda. Ela foi extremamente importante no diagnóstico de muitas doenças na época, propiciando um tratamento mais rápido e eficaz.


As projeções geométricas são fundamentais para representar a superfície curva da Terra em mapas planos, mas essa transformação provoca deformações em ângulos, áreas e distâncias. No cotidiano, essas projeções são usadas em mapas físicos, políticos e temáticos, influenciando a interpretação dos dados geográficos. Nesta aula, os estudantes investigarão as deformações causadas por diferentes projeções cartográficas, como a cilíndrica e a cônica, por meio de uma abordagem prática e colaborativa. Utilizando a metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), os alunos trabalharão em grupos para analisar, discutir e registrar suas descobertas em um diário de bordo, que conterá os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. O objetivo é que compreendam como as projeções alteram ângulos e áreas, desenvolvendo habilidades investigativas e críticas, mesmo sem o uso obrigatório de tecnologias digitais, valorizando a observação, o raciocínio e o trabalho em equipe.

Material de apoio 1 — Investigando as deformações de projeções geométricas

  1. Etapa 11. Introdução e contextualização do problema

    O professor inicia a aula apresentando o tema das projeções geométricas e suas deformações, explicando a importância para a cartografia e para a compreensão do espaço geográfico. São mostrados exemplos práticos de mapas com diferentes projeções, destacando as diferenças visuais e as possíveis deformações. Em seguida, o professor propõe o problema a ser investigado: "Como as projeções cilíndrica e cônica deformam ângulos e áreas?" Os alunos são organizados em grupos para iniciar a investigação, e recebem o diário de bordo para registrar suas descobertas.


  2. Etapa 22. Investigação e levantamento do problema

    Em grupos, os alunos discutem o problema proposto, identificando o que sabem e o que precisam descobrir sobre as projeções e suas deformações. Eles registram no diário de bordo o campo Problema, detalhando o desafio a ser resolvido. O professor circula pela sala, garantindo que os registros sejam feitos por todos os grupos, mediando as discussões e incentivando a formulação de perguntas relevantes para a investigação.


  3. Etapa 33. Geração de alternativas e hipóteses

    Os grupos passam a explorar diferentes possibilidades para entender as deformações, como comparar mapas com projeções cilíndrica e cônica, analisar imagens, esquemas ou exemplos fornecidos pelo professor. Eles registram no diário de bordo as alternativas e hipóteses levantadas para explicar as deformações observadas. O professor estimula o pensamento crítico e a criatividade, questionando as hipóteses e sugerindo reflexões.


  4. Etapa 44. Análise e experimentação

    Os alunos aprofundam a análise das projeções, podendo desenhar esquemas simplificados para visualizar as deformações em ângulos e áreas. Mesmo sem recursos digitais, podem usar papel, régua e compasso para simular as projeções e observar as diferenças. O diário de bordo é atualizado com as observações e conclusões parciais. O professor apoia os grupos, esclarecendo dúvidas e orientando a experimentação.


  5. Etapa 55. Sistematização da solução

    Com base nas investigações, os grupos elaboram uma solução para o problema, explicando como as projeções cilíndrica e cônica deformam ângulos e áreas, quais são as características principais de cada uma e as implicações dessas deformações. Essa solução é registrada no diário de bordo no campo Solução. O professor orienta para que a explicação seja clara e fundamentada nas evidências coletadas nas etapas anteriores.


  6. Etapa 66. Apresentação e socialização

    Cada grupo apresenta suas conclusões para a turma, compartilhando o conteúdo do diário de bordo e as descobertas feitas, em um tempo determinado para garantir a participação de todos. O professor promove a escuta ativa e o debate, destacando pontos importantes e esclarecendo possíveis dúvidas. Essa etapa valoriza a comunicação e o aprendizado coletivo.


  7. Etapa 77. Reflexão e avaliação

    Por fim, o professor conduz uma reflexão sobre o processo de aprendizagem, destacando o uso do diário de bordo e a metodologia ABP. Os alunos são convidados a avaliar o trabalho em grupo, o entendimento do tema e a aplicação dos conceitos. O professor utiliza os critérios de avaliação para dar feedback e planejar próximas atividades.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade investigativa dos alunos sobre deformações em projeções cartográficas.

  • Estimular o trabalho colaborativo e a construção coletiva do conhecimento.

  • Promover a compreensão dos conceitos de ângulo e área em contextos geométricos aplicados à cartografia.

  • Fomentar o uso do diário de bordo como ferramenta para organizar e refletir sobre o processo de aprendizagem.

  • Incentivar a análise crítica das limitações e aplicações das projeções geométricas no mundo real.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa nas discussões em grupo.

  • Qualidade e clareza das anotações no diário de bordo, especialmente nos campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.

  • Capacidade de identificar e explicar as deformações de ângulos e áreas em diferentes projeções.

  • Apresentação coerente das conclusões do grupo, fundamentadas nas investigações realizadas.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano e na cartografia.

  • Formar grupos heterogêneos para promover a troca de ideias e o trabalho colaborativo.

  • Orientar os alunos na elaboração do diário de bordo, explicando cada campo e sua finalidade.

  • Medir o andamento das discussões, estimulando o pensamento crítico e a busca por soluções.

  • Promover momentos de socialização para que os grupos compartilhem suas descobertas.

  • Avaliar o processo e os produtos dos alunos, oferecendo feedback construtivo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo, contribuindo com ideias e questionamentos.

  • Registrar no diário de bordo o problema identificado, as alternativas geradas e a solução encontrada.

  • Investigar as características das projeções cilíndrica e cônica, observando as deformações causadas.

  • Analisar exemplos práticos e propor hipóteses sobre as deformações de ângulos e áreas.

  • Apresentar as conclusões do grupo de forma clara e fundamentada.