Aula sobre Investigando as deformações de projeções geométricas
Metodologia ativa — Rotação por estações
Por que usar essa metodologia?
Esta metodologia é muito necessária quando pensamos em personalização da aprendizagem. Através dela, podemos trabalhar com circuitos projetados, chamados de estações. Cada estação possui uma atividade com início, meio e fim, para que os alunos possam começar por qualquer uma delas sem que haja uma ordem fixa a seguir.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, comunicação, alfabetização digital, pensamento crítico, capacidade de trabalhar em equipe e gestão de tempo.
Você sabia?
É importante ressaltar que para ser caracterizada como rotação por estação é necessário ter ao menos uma estação no formato digital.
A cartografia é uma ciência fundamental para entendermos o mundo ao nosso redor, permitindo a representação da superfície terrestre em mapas. No entanto, transformar uma superfície curva em um plano gera deformações, especialmente em ângulos e áreas, que podem afetar a interpretação dos mapas. Nesta aula, os estudantes irão investigar essas deformações causadas por diferentes projeções geométricas, como as projeções cilíndrica e cônica, comuns em cartografia. Utilizando a metodologia ativa de Rotação por estações, a turma será dividida em grupos que passarão por diferentes atividades, explorando o tema sob múltiplas perspectivas, promovendo o protagonismo, a colaboração e a aprendizagem significativa. O uso de um template de registro de aprendizagem com campos de Check-in e Check-out auxiliará os alunos a refletirem sobre seu conhecimento inicial e as aprendizagens adquiridas ao longo da aula.

Etapa 1 — Introdução e Check-in
O professor contextualiza a importância das projeções cartográficas, mostrando exemplos de mapas distorcidos (ex.: Groenlândia maior que a África). Em seguida, apresenta o template de registro de aprendizagem, explicando os campos de Check-in e Check-out. Cada aluno faz o Check-in, registrando suas percepções iniciais sobre o tema e preparando-se para as atividades seguintes.
Etapa 2 — Estação 1: Análise Teórica das Projeções
Os grupos recebem textos e imagens comparativas de projeções cilíndrica e cônica, destacando como cada uma deforma ângulos e áreas. O grupo deve ler, discutir e responder questões que estimulem a compreensão dos conceitos, promovendo a análise crítica e o debate entre os membros.
Etapa 3 — Estação 2: Experimentação Prática com Modelos Geométricos
Os estudantes manipulam modelos físicos ou desenhos geométricos que simulam as projeções estudadas. Por exemplo, podem usar cilindros de papel para entender a projeção cilíndrica ou cones para a cônica. A atividade visa que percebam, visual e manualmente, as deformações causadas pelas projeções, relacionando com a teoria.
Etapa 4 — Estação 3: Resolução de Problemas e Aplicações
Aqui, os alunos trabalham em problemas que envolvem cálculo ou estimativa da deformação de ângulos e áreas em mapas projetados. Podem analisar mapas reais ou esquemas simplificados, identificando onde as deformações são maiores e discutindo suas implicações práticas, como em navegação ou planejamento territorial.
Etapa 5 — Rotação entre as Estações
Os grupos passam por todas as estações em rodízio, com tempo determinado para garantir a participação de todos. O professor acompanha, tira dúvidas e garante registro no template.
Etapa 6 — Preenchimento do Check-out
Após a passagem por todas as estações, os alunos individualmente completam o campo Check-out do template, refletindo sobre o que aprenderam, as dificuldades encontradas e as conexões feitas entre as atividades. Este momento é fundamental para a metacognição e consolidação do conhecimento.
Etapa 7 — Sistematização Coletiva e Compartilhamento
Por fim, o professor conduz uma discussão coletiva, onde cada grupo compartilha suas descobertas e reflexões. O diálogo entre os grupos permite a troca de diferentes perspectivas e a construção conjunta do entendimento sobre as deformações das projeções geométricas, encerrando a aula com uma síntese dos principais conceitos.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão das deformações geométricas provocadas pelas projeções cartográficas.
Estimular a investigação e análise crítica por meio de atividades práticas e colaborativas.
Promover o protagonismo e a autonomia dos estudantes na construção do conhecimento.
Fomentar a habilidade de registrar e refletir sobre o processo de aprendizagem utilizando o template de registro.
Integrar conceitos matemáticos com aplicações reais, como a cartografia e suas tecnologias.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas atividades das estações.
Capacidade de identificar e explicar as deformações de ângulos e áreas nas projeções estudadas.
Qualidade e profundidade das reflexões registradas no template de aprendizagem.
Contribuição na sistematização coletiva, demonstrando compreensão dos conceitos.
Ações do professor
Organizar a sala em três estações distintas, cada uma com uma proposta de atividade relacionada às projeções geométricas.
Dividir a turma em grupos equilibrados e explicar claramente a dinâmica da Rotação por estações.
Apresentar e orientar o uso do template de registro de aprendizagem, destacando os campos de Check-in e Check-out.
Medir o tempo e garantir que todos os grupos passem por todas as estações, mediando dúvidas e incentivando a participação.
Conduzir a sistematização coletiva ao final, promovendo a troca de experiências e consolidação do conhecimento.
Ações do aluno
Registrar no Check-in suas ideias e conhecimentos prévios sobre projeções cartográficas e deformações.
Participar ativamente das atividades propostas em cada estação, colaborando com o grupo.
Analisar e discutir as deformações de ângulos e áreas observadas nas projeções estudadas.
Preencher o Check-out do template, refletindo sobre o que aprenderam em cada estação.
Compartilhar com a turma as descobertas e aprendizados durante a sistematização coletiva.