Aula sobre Lei de formação de uma função
Metodologia ativa — Aprendizagem Baseada em Projetos
Por que usar essa metodologia?
Através desta metodologia, é possível incentivar o protagonismo do aluno e desenvolver habilidades que serão importantes na sua vida dentro e fora do ambiente escolar, como: colaboração, raciocínio lógico, pensamento crítico, proatividade e a percepção que é possível realizar a mesma tarefa de formas distintas.
Com essa metodologia os alunos em grupo se aprofundam na temática proposta para desenvolver um projeto que apresenta ligação com o seu cotidiano. Na busca por possíveis soluções, a aprendizagem por pares favorece a tomada de decisão, o desenvolvimento da escuta ativa e uma aprendizagem mais significativa.
Você sabia?
A aprendizagem baseada em projetos é uma forte aliada da interdisciplinaridade. É possível propor essa metodologia em parceria com outras disciplinas e potencializar ainda mais o processo ensino aprendizagem.
A Lei de formação de uma função é um conceito fundamental em Matemática que permite descrever relações entre variáveis de forma precisa e generalizada. No cotidiano, podemos encontrar funções em situações como calcular o custo total de uma compra, determinar a distância percorrida em um tempo específico ou prever o crescimento de uma planta. Nesta aula, utilizaremos a metodologia da Aprendizagem Baseada em Projetos para que os alunos investiguem relações numéricas expressas em tabelas, representem essas relações no plano cartesiano, identifiquem padrões e criem conjecturas para generalizar essas relações por meio de expressões algébricas, focando especialmente em funções polinomiais de 1º grau. O uso do diário de bordo em grupo auxiliará os estudantes a organizar suas descobertas e reflexões durante o processo.

Etapa 1 — Apresentação e contextualização do tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de função e sua importância, utilizando exemplos práticos do cotidiano, como calcular o custo total de uma compra ou a distância percorrida em um determinado tempo. Em seguida, explica a metodologia, o objetivo do projeto e como será utilizado o diário de bordo para registrar o processo de investigação em grupo.
Etapa 2 — Formação dos grupos e entrega do diário de bordo
O professor organiza a turma em grupos pequenos, distribuindo para cada grupo um diário de bordo contendo os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. Explica como preencher cada campo e a importância de registrar as etapas do trabalho para facilitar a reflexão e o aprendizado.
Etapa 3 — Investigação das relações numéricas
Os grupos recebem tabelas com pares de números ou são orientados a criar suas próprias tabelas a partir de situações-problema. Eles devem analisar os dados, identificar possíveis relações entre as variáveis e registrar no diário de bordo o problema identificado e as primeiras hipóteses geradas.
Etapa 4 — Representação gráfica e identificação de padrões
Com base nas tabelas, os alunos representam os pares ordenados no plano cartesiano, observando o comportamento dos pontos. Eles discutem em grupo os padrões visuais encontrados, como linearidade, e registram suas observações e conjecturas no diário de bordo.
Etapa 5 — Generalização e elaboração da lei de formação
Os grupos trabalham para expressar algebraicamente a relação observada, buscando a lei de formação da função, especialmente funções polinomiais de 1º grau. Eles testam suas expressões com os dados da tabela e ajustam suas conjecturas conforme necessário, documentando todo o processo no diário de bordo.
Etapa 6 — Apresentação das soluções e discussão coletiva
Cada grupo apresenta sua investigação, explicando o problema, as alternativas consideradas e a solução encontrada, utilizando o diário de bordo como suporte. O professor promove uma discussão coletiva, destacando diferentes estratégias e consolidando o entendimento sobre a lei de formação de funções.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
O professor orienta os alunos a refletirem sobre o processo de aprendizagem, o trabalho em grupo e a aplicação dos conceitos estudados. Os diários de bordo são recolhidos para avaliação, considerando a participação, a organização das ideias e a compreensão demonstrada. O professor fornece feedback individual e coletivo para aprimorar futuras investigações.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de investigar relações numéricas e representá-las graficamente.
Estimular a identificação de padrões e a criação de conjecturas matemáticas.
Promover a generalização algébrica de relações numéricas, reconhecendo funções polinomiais de 1º grau.
Incentivar o trabalho colaborativo por meio do registro do diário de bordo em grupo.
Fomentar a autonomia e o pensamento crítico na resolução de problemas matemáticos.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa no trabalho em grupo.
Capacidade de identificar padrões e representá-los no plano cartesiano.
Clareza e coerência na elaboração da lei de formação da função.
Organização e reflexão apresentada no diário de bordo.
Aplicação correta dos conceitos de função polinomial de 1º grau.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.
Organizar os alunos em grupos e distribuir o diário de bordo para registro das atividades.
Orientar os grupos na investigação das relações numéricas e na representação gráfica.
Estimular a discussão e o compartilhamento de ideias entre os grupos.
Acompanhar o desenvolvimento do projeto, esclarecendo dúvidas e promovendo reflexões.
Avaliar o processo e os produtos elaborados pelos grupos, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e atividades em grupo.
Investigar relações entre números expressos em tabelas fornecidas ou criadas.
Representar as relações investigadas no plano cartesiano.
Identificar padrões e criar conjecturas para generalizar as relações.
Registrar no diário de bordo o problema, as alternativas geradas e a solução encontrada.
Apresentar e discutir as conclusões do grupo com a turma.