Aula sobre Do local ao global: transformação da Amazônia e os impactos no planeta
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A Amazônia é uma das maiores florestas tropicais do mundo e desempenha um papel crucial na regulação do clima global, na biodiversidade e na cultura de muitos povos. No entanto, a transformação da Amazônia, impulsionada pela exploração econômica, desmatamento e mudanças climáticas, tem impactos diretos e indiretos em todo o planeta. Os alunos podem observar esses impactos em suas vidas cotidianas, como nas mudanças climáticas que afetam o clima local, na escassez de recursos hídricos e na perda de biodiversidade. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Design Thinking para criar um mapa de empatia, que ajudará os alunos a entender as diferentes perspectivas sobre a Amazônia e seus impactos, promovendo uma análise crítica e reflexiva sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
Inicie a aula apresentando a Amazônia como um espaço geográfico vital para o planeta. Utilize imagens e dados sobre a floresta, seu papel na biodiversidade e os desafios que enfrenta. Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre a Amazônia e como isso se relaciona com suas vidas. Essa etapa visa despertar o interesse e a curiosidade dos alunos sobre o tema, além de alertá-los sobre a importância da Amazônia para a vida de cada um.
Etapa 2 — Exploração do Conceito de Mapa de Empatia
Explique o que é um mapa de empatia e como ele pode ajudar a entender diferentes perspectivas sobre a Amazônia. Apresente cada um dos campos do mapa: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Utilize exemplos práticos para ilustrar cada campo, como o que um morador da Amazônia pode sentir em relação ao desmatamento.
Etapa 3 — Formação dos Grupos e Escolha dos Temas
Divida a turma em pequenos grupos e peça que escolham um tema específico relacionado à Amazônia, como desmatamento, biodiversidade, comunidades indígenas ou mudanças climáticas. Cada grupo deve discutir e anotar suas ideias sobre o que gostariam de explorar no mapa de empatia. Essa etapa promove a colaboração e a escolha de temas relevantes.
Etapa 4 — Construção do Mapa de Empatia
Os grupos devem trabalhar juntos para preencher o mapa de empatia com informações sobre o tema escolhido. Incentive-os a pensar em diferentes perspectivas, incluindo as de moradores locais, ambientalistas, empresários e governantes. Os alunos podem usar suas experiências pessoais e pesquisas para enriquecer o mapa. O professor deve circular entre os grupos, oferecendo orientações e sugestões.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas de Empatia
Cada grupo deve apresentar seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões que surgiram durante a construção. Essa etapa permite que os alunos compartilhem suas descobertas e aprendam com as perspectivas dos colegas. O professor pode fazer perguntas para aprofundar a discussão e incentivar a reflexão.
Etapa 6 — Reflexão e Discussão Final
Após as apresentações, conduza uma discussão em grupo sobre o que foi aprendido. Pergunte aos alunos como as diferentes perspectivas sobre a Amazônia podem influenciar as decisões e ações em relação à preservação do meio ambiente e a vida de cada um. Essa etapa visa consolidar o aprendizado e estimular a reflexão crítica.
Etapa 7 — Propostas de Ação
Peça aos alunos que, com base nas discussões e nos mapas de empatia, elaborem propostas de ação para contribuir com a preservação da Amazônia. As propostas podem ser individuais ou em grupo e devem ser apresentadas para a turma. Essa etapa incentiva a criatividade e a aplicação do conhecimento em ações concretas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre a ocupação humana e seus impactos no espaço geográfico.
Estimular a empatia e a compreensão das diferentes perspectivas sobre a Amazônia.
Promover a colaboração e o trabalho em grupo para a construção do conhecimento.
Fomentar a criatividade na busca de soluções para os problemas enfrentados pela Amazônia.
Integrar conhecimentos de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas com práticas de Design Thinking.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.
Capacidade de relacionar os impactos da transformação da Amazônia com a realidade local dos alunos.
Criatividade e originalidade nas propostas de soluções apresentadas.
Clareza e organização na apresentação do mapa de empatia.
Ações do professor
Facilitar discussões em grupo, incentivando a troca de ideias e a escuta ativa.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, oferecendo exemplos e diretrizes.
Propor questões provocativas que estimulem a reflexão crítica sobre o tema.
Acompanhar o progresso dos grupos, oferecendo feedback e suporte quando necessário.
Conduzir a apresentação final dos mapas de empatia, promovendo um espaço para a troca de ideias.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando suas ideias e reflexões.
Contribuir para a construção do mapa de empatia, trazendo informações e perspectivas.
Refletir sobre as questões propostas pelo professor e relacioná-las com suas experiências.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas e conclusões.
Colaborar com os colegas, respeitando as opiniões e construindo um ambiente de aprendizado.