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Aula sobre Manifeste, proteste!

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A participação social por meio de manifestações artísticas, produções culturais, intervenções urbanas e expressões típicas das culturas juvenis é uma forma poderosa de comunicação e transformação social. Essas formas não institucionalizadas de participação permitem que os jovens expressem suas opiniões, denunciem problemas e promovam reflexões ou ações em suas comunidades. Na disciplina de Português e Língua Portuguesa, o tema "Manifeste, proteste!" será trabalhado utilizando a metodologia ativa Design Thinking, com foco na criação de mapas de empatia. Essa ferramenta auxiliará os estudantes a compreenderem melhor os diferentes pontos de vista envolvidos nas manifestações sociais, facilitando a análise crítica e o posicionamento diante dessas expressões culturais. O professor disponibilizará um modelo de mapa de empatia com os campos "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos" para que os estudantes preencham durante as atividades, promovendo uma aprendizagem significativa e contextualizada.

Material de apoio 1 — Manifeste, proteste!

  1. Etapa 1Apresentação do tema e do modelo de mapa de empatia

    O professor deverá introduzir o tema "Manifeste, proteste!", contextualizando a importância das manifestações artísticas e culturais como formas de participação social e expressão cidadã. Em seguida, deverá apresentar o modelo de mapa de empatia, explicando detalhadamente cada campo e sua relevância para a análise das manifestações. O grupo deverá compreender como essa ferramenta auxiliará na organização das informações, no registro das observações e na reflexão crítica sobre o tema, garantindo que todas as perspectivas sejam consideradas.


  2. Etapa 2Exposição de exemplos práticos

    O professor deverá apresentar exemplos reais e atuais de manifestações artísticas, intervenções urbanas e expressões culturais juvenis que abordem problemáticas sociais ou promovam reflexões críticas. Os estudantes deverão observar atentamente esses exemplos, identificando elementos que possam ser relacionados aos campos do mapa de empatia, como pensamentos, sentimentos, ações e percepções, preparando-se para as etapas seguintes de análise e preenchimento da ferramenta.


  3. Etapa 3Divisão em grupos e distribuição do modelo

    O professor deverá organizar os estudantes em grupos e distribuir o modelo de mapa de empatia para cada grupo. Os estudantes deverão se familiarizar com o material e discutir brevemente as primeiras impressões sobre os exemplos apresentados, preparando-se para o preenchimento do mapa.


  4. Etapa 4Preenchimento do mapa de empatia

    Os grupos deverão preencher o mapa de empatia com base nos exemplos analisados, refletindo sobre o que o personagem ou grupo representado pensa e sente, escuta, fala e faz, vê, bem como as dores e ganhos relacionados à manifestação. O professor deverá acompanhar o processo, orientar os estudantes na interpretação correta dos campos e esclarecer dúvidas, garantindo que a análise seja consistente, crítica e conectada ao tema.


  5. Etapa 5Apresentação e discussão dos mapas

    Cada grupo deverá apresentar seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo e as reflexões geradas. O professor deverá promover uma discussão coletiva, incentivando o debate e a comparação entre as diferentes análises, ampliando a compreensão do tema.


  6. Etapa 6Reflexão individual e posicionamento crítico

    Os estudantes deverão realizar uma reflexão individual sobre o que aprenderam com a atividade, escrevendo um breve texto ou registrando suas ideias sobre a importância das manifestações culturais como formas de participação social e seu posicionamento diante delas. O professor poderá orientar essa produção para consolidar o aprendizado.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    O professor deverá avaliar os mapas de empatia e as produções individuais, considerando os critérios previamente estabelecidos, e oferecer feedback construtivo aos estudantes. Essa etapa permitirá reconhecer o desenvolvimento das habilidades propostas, reforçar a compreensão crítica do tema e incentivar a continuidade da reflexão sobre participação social, manifestações artísticas e engajamento cultural.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de analisar formas não institucionalizadas de participação social relacionadas a manifestações artísticas e culturais.

  • Estimular o pensamento crítico e a empatia ao compreender diferentes perspectivas presentes nas manifestações sociais.

  • Promover o uso do mapa de empatia como ferramenta para organizar informações e refletir sobre temas sociais.

  • Incentivar o posicionamento reflexivo dos estudantes diante de produções culturais e manifestações juvenis.

  • Fomentar a colaboração e o trabalho em grupo para a construção coletiva do conhecimento.

Critérios de avaliação

  • Capacidade de identificar e relacionar elementos presentes nas manifestações sociais com os campos do mapa de empatia.

  • Participação ativa e colaborativa durante as atividades propostas.

  • Clareza e coerência no preenchimento do mapa de empatia, demonstrando compreensão do tema.

  • Capacidade de argumentação e posicionamento crítico em relação às manifestações analisadas.

Ações do professor

  • Disponibilizar o modelo de mapa de empatia para que os estudantes utilizem durante as atividades.

  • Apresentar exemplos práticos de manifestações artísticas, intervenções urbanas e expressões culturais juvenis relacionadas ao tema.

  • Orientar os estudantes na compreensão dos campos do mapa de empatia e na análise das manifestações sociais.

  • Gerenciar o tempo das etapas para garantir que todas as atividades sejam realizadas com qualidade.

  • Estimular a participação dos estudantes, promovendo debates e reflexões sobre os conteúdos trabalhados.

  • Oferecer feedback construtivo durante o preenchimento dos mapas de empatia e nas discussões em grupo.

Ações do aluno

  • Utilizar o modelo de mapa de empatia disponibilizado para preencher os campos com informações relacionadas às manifestações sociais estudadas.

  • Analisar exemplos práticos apresentados pelo professor, identificando elementos que se encaixam nos diferentes campos do mapa.

  • Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando ideias e reflexões.

  • Colaborar com os colegas na construção coletiva do mapa de empatia.

  • Expressar seu posicionamento crítico em relação às manifestações culturais e sociais abordadas.