Aula sobre Mapa da desigualdade no Brasil
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O Brasil é um país marcado por profundas desigualdades sociais, que se manifestam em diversas áreas, como educação, saúde, renda e acesso a serviços básicos. O tema "Mapa da desigualdade no Brasil" é relevante para que os alunos compreendam como essas desigualdades afetam a vida das pessoas em diferentes regiões e contextos. A metodologia de Design Thinking será utilizada para estimular a empatia e a reflexão crítica dos alunos sobre a realidade social do país. Os estudantes irão desenvolver um mapa de empatia, que os ajudará a entender melhor as dores e ganhos das pessoas que vivem em situações de desigualdade. Exemplos práticos incluem a análise de dados sobre distribuição de renda, acesso à educação e serviços de saúde, além de relatos de pessoas que enfrentam essas desigualdades no dia a dia.

Etapa 1 — Introdução ao tema
O professor inicia apresentando dados sobre desigualdade social no Brasil, utilizando gráficos e mapas que ilustram a distribuição de renda, acesso à educação e saúde. A ideia é provocar uma reflexão inicial nos alunos sobre como essas desigualdades se manifestam em suas comunidades e no cotidiano.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor explica o conceito de mapa de empatia e seus campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". O objetivo é que os alunos entendam como essas dimensões ajudam a compreender melhor a vida das pessoas em situações de desigualdade.
Etapa 3 — Formação dos grupos
Os alunos são divididos em grupos pequenos, onde cada grupo escolherá um tema específico relacionado à desigualdade social (ex: educação, saúde, habitação). O professor orienta os grupos a escolherem um foco que os interesse e que possa ser explorado no mapa de empatia.
Etapa 4 — Pesquisa e coleta de informações
Os grupos realizam uma pesquisa sobre o tema escolhido, utilizando dados disponíveis, relatos de pessoas e informações que possam encontrar em suas comunidades. O professor circula entre os grupos, ajudando com orientações e sugestões de fontes de informação.
Etapa 5 — Desenvolvimento do mapa de empatia
Com as informações coletadas, os grupos começam a desenvolver seu mapa de empatia, com base em um modelo disponibilizado. O professor auxilia na organização das ideias e na definição de como cada campo do mapa será preenchido, incentivando a criatividade e a colaboração entre os alunos.
Etapa 6 — Apresentação dos mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas e as informações que coletaram. O professor estimula a participação da turma, fazendo perguntas e promovendo um debate sobre as diferentes realidades apresentadas.
Etapa 7 — Reflexão final
Para encerrar, o professor conduz uma reflexão sobre o que os alunos aprenderam com a atividade e como podem aplicar esse conhecimento em suas vidas. Os alunos são incentivados a pensar em ações que podem tomar para contribuir para a redução das desigualdades em suas comunidades.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a empatia dos alunos em relação às realidades sociais diversas.
Fomentar o pensamento crítico sobre as desigualdades sociais no Brasil.
Estimular a criatividade e a colaboração em grupo através da construção do mapa de empatia.
Promover a utilização de diferentes linguagens e formatos de comunicação.
Incentivar a reflexão sobre o papel do aluno como agente de mudança social.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.
Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.
Capacidade de relacionar os conceitos de desigualdade com exemplos práticos.
Criatividade na apresentação dos resultados do mapa de empatia.
Colaboração e respeito às opiniões dos colegas durante o trabalho em grupo.
Ações do professor
Facilitar a discussão inicial sobre desigualdade social, apresentando dados e exemplos.
Orientar os alunos no desenvolvimento do mapa de empatia, explicando cada campo.
Promover um ambiente seguro para que os alunos compartilhem suas reflexões.
Acompanhar e apoiar os grupos durante a atividade, fazendo perguntas que estimulem o pensamento crítico.
Conduzir a apresentação final dos mapas de empatia, incentivando a troca de ideias.
Ações do aluno
Participar ativamente da discussão inicial, compartilhando suas percepções sobre desigualdade.
Trabalhar em grupo para elaborar o mapa de empatia, colaborando com os colegas.
Refletir sobre as informações coletadas e como elas se relacionam com suas vidas.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas.
Contribuir para a discussão final, trazendo novas ideias e questionamentos.