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Aula sobre Meu corpo fala!

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


A linguagem corporal é uma forma poderosa de comunicação que vai além das palavras. No cotidiano, expressamos emoções, intenções e sentimentos por meio de gestos, posturas e expressões faciais. Compreender e utilizar o corpo de forma consciente é fundamental para estabelecer relações sociais positivas, respeitando as diferenças e promovendo empatia. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares para que os estudantes construam coletivamente um mapa conceitual sobre o tema "Meu corpo fala!", explorando os movimentos corporais e suas funções sociais.

Material de apoio 1 — Meu corpo fala!

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o tema "Meu corpo fala!" e sua relevância para a comunicação e interação social. Exemplos práticos são dados, como a forma como um sorriso, um gesto de mão ou a postura corporal podem transmitir mensagens diferentes. O professor explica que a linguagem corporal é uma ferramenta importante para expressar emoções e intenções, e que a aula será desenvolvida com a metodologia de Aprendizagem Entre Pares, onde os estudantes construirão um mapa conceitual para aprofundar o tema.


  2. Etapa 2Formação dos pares e apresentação do material de apoio

    O professor organiza a turma em duplas ou pequenos grupos, favorecendo a troca de ideias e o trabalho colaborativo. Em seguida, apresenta o mapa conceitual modelo, que contém uma ideia central e oito sub-ideias distribuídas em dois níveis de profundidade. O material serve como referência para que os estudantes compreendam a estrutura do mapa e possam elaborar o seu próprio, relacionando os conceitos discutidos.


  3. Etapa 3Discussão e levantamento das sub-ideias

    Os estudantes, em seus grupos, iniciam a discussão sobre os diferentes aspectos da linguagem corporal, sugerindo sub-ideias que podem compor o mapa conceitual. O professor circula pela sala, ouvindo as contribuições, esclarecendo dúvidas e incentivando a reflexão sobre como os movimentos corporais influenciam as relações sociais, destacando a importância da empatia, do respeito e da ética.


  4. Etapa 4Construção e organização do mapa conceitual

    Os grupos trabalham juntos para organizar as sub-ideias levantadas, definindo as conexões entre elas e estabelecendo os dois níveis de profundidade. O professor acompanha o processo, auxiliando na hierarquização das informações e garantindo que o mapa reflita o objetivo de eleger e utilizar movimentos corporais de forma consciente e intencional para interagir socialmente. Nesta etapa, os estudantes também discutem exemplos práticos e situações cotidianas que ilustram os conceitos do mapa.


  5. Etapa 5Apresentação e socialização dos mapas conceituais

    Cada grupo apresenta seu mapa conceitual para a turma, explicando as escolhas feitas, as conexões estabelecidas e os exemplos práticos relacionados. Os demais estudantes são convidados a fazer perguntas e contribuir com comentários construtivos. O professor modera a socialização, destacando pontos importantes e reforçando a aprendizagem colaborativa e o respeito às diferenças.


  6. Etapa 6Reflexão final e aplicação prática

    Para concluir, o professor conduz uma roda de conversa para que os estudantes reflitam sobre o que aprenderam acerca da linguagem corporal e sua importância para as relações sociais. São discutidas formas de aplicar esse conhecimento no dia a dia, incentivando o uso consciente e ético dos movimentos corporais para promover interações construtivas e empáticas.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a consciência corporal e a percepção dos movimentos como formas de comunicação social.

  • Estimular a construção coletiva do conhecimento por meio da Aprendizagem Entre Pares.

  • Promover o respeito às diferenças e a empatia nas interações sociais através da linguagem corporal.

  • Aprimorar habilidades de organização e síntese de informações por meio da elaboração de mapas conceituais.

  • Incentivar a expressão intencional e ética dos movimentos corporais em contextos sociais.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa conceitual em grupo.

  • Capacidade de eleger movimentos corporais relevantes e relacioná-los com suas funções sociais.

  • Demonstração de compreensão sobre a importância da linguagem corporal para a interação social.

  • Respeito e colaboração durante as atividades em pares e grupos.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos estudantes.

  • Dividir a turma em duplas ou pequenos grupos para facilitar a Aprendizagem Entre Pares.

  • Disponibilizar o mapa conceitual modelo para orientar a construção coletiva.

  • Medir o andamento das discussões, oferecendo suporte e esclarecimentos quando necessário.

  • Estimular a reflexão sobre o uso consciente e ético dos movimentos corporais.

  • Organizar a socialização dos mapas conceituais produzidos para troca de saberes.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em duplas ou grupos.

  • Contribuir para a construção do mapa conceitual, sugerindo ideias e organizando informações.

  • Refletir sobre a própria linguagem corporal e sua influência nas relações sociais.

  • Respeitar as opiniões dos colegas durante as atividades colaborativas.

  • Apresentar e explicar o mapa conceitual produzido para a turma.