Aula sobre Meu corpo fala!
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
O corpo é uma linguagem poderosa que utilizamos diariamente para expressar sentimentos, intenções e estabelecer conexões sociais. A expressão corporal vai além das palavras, envolvendo gestos, posturas e movimentos que comunicam mensagens importantes. Na aula "Meu corpo fala!", os estudantes serão convidados a explorar essa linguagem não verbal de forma consciente e intencional, reconhecendo seu papel nas interações sociais e na construção de relações respeitosas e empáticas. Utilizando a metodologia ativa Cultura Maker, os alunos construirão um fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, que abordará diferentes aspectos da comunicação corporal, promovendo a reflexão e a prática sobre o tema de maneira criativa e colaborativa.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de linguagem corporal e sua importância nas relações sociais. Para envolver os alunos, pode-se propor uma breve dinâmica em que eles expressem diferentes emoções apenas com gestos e posturas, sem usar palavras. Essa atividade inicial ajuda a despertar a percepção sobre como o corpo comunica e prepara o terreno para a o fanzine.
Etapa 2 — Apresentação do fanzine e divisão dos subtópicos
O professor apresenta o fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, explicando que cada parte abordará um subtópico relacionado à linguagem corporal, como expressões faciais, posturas, gestos, proxêmica, entre outros. Em seguida, organiza os alunos em grupos para que cada grupo fique responsável por desenvolver uma das partes do fanzine, promovendo a colaboração e a divisão de tarefas.
Etapa 3 — Pesquisa e levantamento de informações
Os alunos, em seus grupos, realizam pesquisas utilizando recursos disponíveis, como livros, anotações e conhecimentos prévios, para reunir informações relevantes sobre o subtópico escolhido. O professor orienta para que busquem exemplos práticos e cotidianos que possam ser ilustrados no fanzine, facilitando a compreensão do tema.
Etapa 4 — Planejamento e desenvolvimento do conteúdo
Cada grupo planeja como organizará as informações e quais recursos utilizará para tornar o conteúdo atrativo e didático. Eles podem criar textos, desenhos, esquemas ou outras formas de expressão para compor o fanzine. O professor circula pela sala, oferecendo suporte e sugestões para aprimorar o trabalho dos alunos.
Etapa 5 — Montagem do fanzine
Os alunos recortam e organizam as partes do fanzine em papel A4 conforme o modelo apresentado, garantindo que o material fique coerente e visualmente agradável. Essa etapa envolve habilidades manuais e atenção aos detalhes, estimulando a Cultura Maker. O professor acompanha o processo, auxiliando na montagem e na resolução de dúvidas.
Etapa 6 — Apresentação e compartilhamento dos fanzines
Cada grupo apresenta sua parte do fanzine para a turma, explicando os conteúdos desenvolvidos e os exemplos escolhidos. Essa troca promove o aprendizado coletivo e valoriza o trabalho realizado. O professor incentiva perguntas e comentários, fortalecendo a interação e o respeito às diferentes perspectivas.
Etapa 7 — Reflexão e aplicação prática
Para finalizar, o professor propõe uma atividade prática em que os alunos experimentem utilizar movimentos corporais conscientes em situações simuladas de interação social, aplicando o que aprenderam. Em seguida, realiza uma roda de conversa para que compartilhem suas experiências e percepções, consolidando o aprendizado e reforçando a importância da linguagem corporal nas relações humanas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a consciência corporal e a habilidade de utilizar movimentos corporais de forma intencional para comunicação.
Promover a empatia e o respeito às diferenças por meio da compreensão das expressões corporais diversas.
Estimular a criatividade e a autonomia dos alunos no desenvolvimento do fanzine, integrando conhecimentos e práticas sobre linguagem corporal.
Fomentar a colaboração e o trabalho em grupo na construção do material didático.
Relacionar a linguagem corporal com as práticas sociais e culturais presentes no cotidiano dos estudantes.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa durante as etapas de desenvolvimento do fanzine.
Capacidade de eleger e utilizar movimentos corporais de forma consciente e intencional nas atividades propostas.
Clareza e criatividade na apresentação dos conteúdos no fanzine.
Demonstração de respeito e empatia nas discussões e práticas corporais em sala.
Organização e coerência na estrutura do fanzine produzido.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância da linguagem corporal nas interações sociais.
Orientar os alunos na divisão do fanzine em 8 partes, explicando os subtópicos a serem abordados.
Estimular a reflexão e o debate sobre os diferentes tipos de movimentos corporais e seus significados.
Acompanhar e mediar o trabalho em grupo durante o desenvolvimento do fanzine, promovendo a colaboração.
Fornecer feedbacks construtivos para aprimorar o conteúdo e a apresentação do fanzine.
Organizar momentos para que os alunos apresentem e compartilhem seus fanzines com a turma.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e reflexões sobre linguagem corporal.
Colaborar com os colegas na divisão e produção das partes do fanzine.
Pesquisar e selecionar informações relevantes sobre os subtópicos propostos.
Expressar ideias e sentimentos por meio de desenhos, textos e outros recursos no fanzine.
Praticar movimentos corporais conscientes durante as atividades propostas.
Apresentar o fanzine para a turma, explicando os conteúdos desenvolvidos.