Aula sobre Minhas influências
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Nesta aula, os estudantes serão convidados a explorar o tema “Minhas influências” por meio da criação de um mapa de empatia, ferramenta do Design Thinking que possibilita compreender melhor a si mesmos e às pessoas ao redor. O objetivo é que reflitam sobre as influências que moldam atitudes, pensamentos e comportamentos, considerando aspectos pessoais, sociais e culturais. Eles poderão identificar, por exemplo, como família, amigos, mídias, escola e comunidade impactam suas decisões e valores. A metodologia ativa permitirá envolvimento prático e colaborativo, desenvolvendo empatia, autonomia, responsabilidade e tomada de decisões pautadas em princípios éticos e inclusivos.

Etapa 1 — Introdução ao tema e à metodologia
O professor inicia a aula explicando o tema “Minhas influências” e sua relevância para o autoconhecimento e a tomada de decisões. Em seguida, apresenta o conceito do mapa de empatia, detalhando cada campo: “O que ele pensa e sente?”, “O que ele escuta?”, “O que ele fala e faz?”, “O que ele vê?”, “Dores” e “Ganhos”. Exemplos práticos, como influências familiares, de amigos e mídias, são apresentados para facilitar a compreensão. Ele também deve informar que a metodologia Design Thinking será aplicada para que os estudantes construam o mapa em grupos, favorecendo reflexão e empatia.
Etapa 2 — Formação dos grupos e reflexão individual
Os estudantes são organizados em pequenos grupos e, antes de iniciar o trabalho coletivo, cada um realiza uma reflexão individual sobre suas próprias influências, registrando ideias que contribuirão para a construção do mapa de empatia. Essa etapa prepara para o compartilhamento de experiências e facilita a produção coletiva.
Etapa 3 — Construção do mapa de empatia em grupo
Cada grupo preenche o mapa discutindo e registrando respostas para cada campo, escolhendo uma pessoa ou a si mesmos como objeto da empatia. É necessário considerar o que essa pessoa pensa, sente, escuta, fala, vê, além das dores e ganhos relacionados às influências. O professor circula entre os grupos, orientando e incentivando reflexões mais profundas.
Etapa 4 — Compartilhamento e discussão dos mapas
Após a construção, cada grupo apresenta o mapa para a turma, explicando as escolhas e os principais insights. O professor incentiva perguntas e comentários, promovendo um ambiente de respeito e escuta ativa, ampliando a compreensão sobre as diferentes influências e perspectivas presentes na turma.
Etapa 5 — Reflexão coletiva sobre as influências e decisões
Com base nos mapas apresentados, o professor conduz uma roda de conversa para que os estudantes reflitam sobre como as influências identificadas impactam suas decisões pessoais e coletivas. São discutidos princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários, relacionando-os às experiências compartilhadas.
Etapa 6 — Planejamento de ações pessoais e coletivas
Os estudantes, reunidos em grupos, planejam ações ou atitudes que possam adotar para fortalecer aspectos positivos das influências e reduzir os negativos, visando ao desenvolvimento pessoal e coletivo com autonomia e responsabilidade. O professor orienta para que as propostas sejam práticas e aplicáveis no cotidiano escolar e social.
Etapa 7 — Registro e avaliação da aprendizagem
Por fim, os grupos registram conclusões e planos de ação em formato acessível, como um resumo escrito ou desenho, que será utilizado pelo professor para avaliar a compreensão do tema e o engajamento, sendo a avaliação formativa baseada na participação, na reflexão crítica e na aplicação de princípios éticos e inclusivos.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de autoconhecimento e reflexão crítica sobre as próprias influências pessoais e sociais.
Estimular a empatia e a compreensão das diferentes perspectivas dentro do grupo.
Promover a autonomia e responsabilidade na tomada de decisões baseadas em princípios éticos e inclusivos.
Incentivar a colaboração e o trabalho coletivo por meio da metodologia ativa Design Thinking.
Fomentar a resiliência e flexibilidade ao reconhecer e lidar com diferentes influências e desafios pessoais.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e refletir sobre as próprias influências e as dos colegas.
Demonstração de empatia e respeito às diferentes perspectivas apresentadas.
Clareza e coerência na expressão das ideias durante as discussões e na elaboração do mapa.
Aplicação dos princípios éticos, democráticos e inclusivos na análise das influências.
Ações do professor
Apresentar o conceito de mapa de empatia e explicar cada um dos seus campos com exemplos práticos.
Organizar a turma em grupos para que os alunos possam compartilhar suas ideias e construir coletivamente o mapa.
Medir o tempo e orientar o processo para garantir que todos participem e que as reflexões sejam profundas.
Estimular o diálogo e a escuta ativa entre os alunos, promovendo um ambiente respeitoso e inclusivo.
Acompanhar e apoiar os grupos, esclarecendo dúvidas e provocando reflexões mais profundas quando necessário.
Conduzir uma roda de conversa ao final para que cada grupo apresente seu mapa e compartilhe aprendizados.
Ações do aluno
Refletir individualmente sobre suas próprias influências pessoais e sociais.
Compartilhar suas ideias e ouvir atentamente as dos colegas durante o trabalho em grupo.
Colaborar na construção coletiva do mapa de empatia, preenchendo os campos com informações relevantes.
Respeitar as diferentes opiniões e perspectivas apresentadas pelos colegas.
Apresentar o mapa de empatia do grupo e discutir os principais aprendizados.
Aplicar a reflexão sobre influências para pensar em decisões pessoais e coletivas mais conscientes e éticas.