Aula sobre Movimento migratório: intolerância e preconceito
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O movimento migratório é um fenômeno que ocorre em diversas partes do mundo, influenciado por fatores como guerras, crises econômicas, desastres naturais e busca por melhores condições de vida. No Brasil, a migração interna e externa é uma realidade que afeta a vida de muitos cidadãos, trazendo à tona questões de intolerância e preconceito. Por exemplo, muitos imigrantes enfrentam discriminação ao tentarem se integrar na sociedade brasileira, o que pode ser observado em relatos de refugiados e migrantes. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Design Thinking para preencher o template de mapa de empatia, permitindo que os alunos compreendam melhor as experiências e sentimentos de pessoas que migraram, promovendo a empatia e a reflexão crítica sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de movimento migratório, discutindo suas causas e consequências. Exemplos práticos, como a migração de venezuelanos para o Brasil, são apresentados para contextualizar o tema. O professor pode usar relatos de migrantes para ilustrar a realidade enfrentada por essas pessoas, estimulando a curiosidade dos alunos.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Os alunos são divididos em grupos pequenos, e cada grupo recebe um perfil de um migrante fictício, representando diferentes contextos, como um refugiado sírio, um migrante haitiano no Brasil, um nordestino que se mudou para o Sudeste ou um jovem venezuelano em busca de trabalho. O professor deve garantir a diversidade dos perfis para enriquecer a discussão. Os alunos devem estudar sobre o perfil recebido, buscando informações sobre o contexto da migração, e identificar as emoções e experiências vividas pelo migrante.
Etapa 3 — Mapa de Empatia
Com base nas discussões, cada grupo começa a preencher o template de mapa de empatia. O professor orienta os alunos a completar os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O professor deve circular entre os grupos, oferecendo apoio e esclarecendo dúvidas.
Etapa 4 — Apresentação dos Mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as percepções sobre o migrante. O professor deve promover um debate após cada apresentação, incentivando outros alunos a fazer perguntas e compartilhar suas reflexões sobre o que aprenderam.
Etapa 5 — Reflexão Crítica
Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão crítica sobre as intolerâncias e preconceitos que os migrantes enfrentam. Os alunos são convidados a compartilhar suas opiniões sobre como a sociedade pode ser mais acolhedora e inclusiva. O professor deve anotar as contribuições no quadro, criando um mural de ideias.
Etapa 6 — Conexão com a Realidade
O professor apresenta casos reais de migração e suas consequências, como a situação dos refugiados sírios ou a migração interna no Brasil. Os alunos são incentivados a relacionar o que aprenderam com as notícias atuais e a discutir como esses eventos impactam a sociedade. Essa etapa deve reforçar a relevância do tema.
Etapa 7 — Encerramento e Avaliação
Para encerrar a aula, o professor solicita que os alunos escrevam uma breve reflexão sobre o que aprenderam e como se sentem em relação ao tema. Essa atividade pode ser feita individualmente ou em grupos. O professor deve recolher as reflexões para avaliar a compreensão dos alunos e a eficácia da atividade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a empatia dos alunos em relação a migrantes e refugiados.
Fomentar a análise crítica sobre as causas e consequências do movimento migratório.
Estimular a colaboração e o trabalho em grupo através da construção do mapa de empatia.
Promover a reflexão sobre intolerância e preconceito na sociedade contemporânea.
Incentivar a pesquisa e a busca por informações sobre o tema migratório.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.
Qualidade e profundidade das informações apresentadas no mapa de empatia.
Capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender suas experiências.
Clareza e coerência na apresentação dos resultados finais.
Reflexão crítica sobre o tema, demonstrando compreensão dos conceitos discutidos.
Ações do professor
Apresentar o tema do movimento migratório e suas implicações sociais.
Facilitar a construção do mapa de empatia, orientando os alunos nas etapas.
Promover discussões em grupo sobre as experiências de migrantes.
Estimular a pesquisa de casos reais de migração e suas consequências.
Encaminhar a reflexão final, conectando as experiências dos alunos com o contexto social.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e compartilhar suas percepções.
Trabalhar em grupo para construir o mapa de empatia.
Pesquisar sobre casos de migração e apresentar suas descobertas.
Refletir sobre suas próprias experiências e como elas se relacionam com o tema.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas.