Aula sobre Narrativa autobiográfica
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A narrativa autobiográfica é uma forma de expressão que permite aos estudantes contar suas próprias histórias, refletindo sobre suas experiências, emoções e identidade. No cotidiano, todos vivenciam momentos que moldam quem são, e compartilhar essas histórias ajuda no autoconhecimento e na valorização da diversidade humana. Nesta aula, a metodologia ativa aplicada será a Cultura Maker para que os alunos utilizem um fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, onde poderão explorar diferentes aspectos de sua narrativa pessoal. Essa abordagem prática e colaborativa torna o aprendizado mais envolvente e significativo, promovendo o desenvolvimento da saúde física e emocional por meio da autoexpressão e do reconhecimento das emoções próprias e alheias.

Etapa 1 — Introdução à narrativa autobiográfica
O professor inicia a aula explicando o que é uma narrativa autobiográfica, destacando sua importância para o autoconhecimento e a expressão das emoções. Exemplos práticos podem incluir relatos simples do cotidiano, como um momento marcante ou uma experiência que mudou a forma de ver a vida. Essa etapa prepara os alunos para compreenderem o tema e se sentirem motivados a compartilhar suas histórias.
Etapa 2 — Apresentação do fanzine e metodologia Cultura Maker
O professor apresenta o fanzine em papel A4 dividido em 8 partes como ferramenta para a atividade. Explica como a metodologia Cultura Maker valoriza a prática, o protagonismo dos alunos e o trabalho colaborativo. O fanzine será o suporte para que cada aluno desenvolva sua narrativa autobiográfica, explorando diferentes aspectos em cada parte.
Etapa 3 — Planejamento do conteúdo do fanzine
Os alunos, orientados pelo professor, planejam os temas que serão abordados em cada uma das 8 partes do fanzine. Sugestões podem incluir: infância, família, amizades, desafios, conquistas, sonhos, emoções e aprendizados. Essa etapa estimula a organização das ideias e o planejamento do trabalho, fundamentais para a produção de um material coerente.
Etapa 4 — Produção do fanzine - parte 1
Os alunos começam com a abordagem do conteúdo das primeiras 4 partes do fanzine, utilizando textos, desenhos, colagens e outras formas de expressão que tenham à disposição. O professor circula pela sala, oferecendo suporte e incentivando a criatividade e a reflexão sobre as experiências pessoais.
Etapa 5 — Produção do fanzine - parte 2
Continuação da produção do fanzine com as últimas 4 partes. Os alunos aprofundam suas narrativas, explorando emoções e reflexões mais complexas. O ambiente deve ser de respeito e acolhimento para que todos se sintam seguros para se expressar.
Etapa 6 — Socialização e compartilhamento
Os alunos apresentam seus fanzines para a turma, compartilhando suas histórias e reflexões. O professor modera a discussão, promovendo o respeito às diferentes experiências e incentivando a empatia e a escuta ativa. Essa etapa fortalece o senso de comunidade e o reconhecimento da diversidade.
Etapa 7 — Avaliação e autoavaliação
O professor realiza a avaliação dos fanzines com base nos critérios estabelecidos, destacando pontos positivos e aspectos a melhorar. Os alunos também são convidados a refletir sobre seu processo de aprendizagem, promovendo a autocrítica e o desenvolvimento pessoal.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de autoconhecimento e autoexpressão dos estudantes por meio da narrativa autobiográfica.
Promover a valorização da diversidade humana e o respeito às diferentes histórias de vida.
Estimular a reflexão sobre emoções próprias e dos outros, fortalecendo a empatia e a autocrítica.
Incentivar a criatividade e o protagonismo dos alunos na construção do próprio aprendizado.
Utilizar a metodologia Cultura Maker para tornar o processo de aprendizagem ativo e colaborativo.
Critérios de avaliação
Clareza e coerência na construção da narrativa autobiográfica.
Capacidade de expressar emoções e reflexões pessoais de forma autêntica.
Respeito à diversidade e às histórias dos colegas durante as atividades.
Organização e apresentação visual do fanzine, considerando a divisão em 8 partes.
Ações do professor
Apresentar o conceito de narrativa autobiográfica e sua importância para o autoconhecimento.
Explicar a metodologia Cultura Maker e o uso do fanzine como ferramenta de expressão.
Orientar os alunos na divisão do fanzine em 8 partes, sugerindo temas para cada seção.
Estimular a reflexão e o compartilhamento de histórias pessoais em um ambiente seguro e respeitoso.
Acompanhar o desenvolvimento dos fanzines, oferecendo suporte e feedback individual e coletivo.
Promover momentos de socialização para que os alunos possam apresentar e discutir seus fanzines.
Avaliar os trabalhos considerando os critérios estabelecidos e incentivar a autoavaliação.
Ações do aluno
Refletir sobre suas próprias experiências e emoções para construir a narrativa autobiográfica.
Participar ativamente com o uso do fanzine, contribuindo com textos, desenhos e outras formas de expressão.
Respeitar as histórias e emoções dos colegas durante as atividades de compartilhamento.
Colaborar com os colegas na organização e montagem do fanzine.
Apresentar seu fanzine para a turma, expressando suas reflexões e sentimentos.
Realizar a autoavaliação do próprio trabalho e processo de aprendizagem.