Aula sobre Narrativa do território e suas diferentes formas de apropriação
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A narrativa do território é uma abordagem que permite entender como diferentes grupos se apropriam e vivenciam os espaços ao seu redor. No cotidiano dos estudantes, isso pode ser observado em como eles se relacionam com suas comunidades, escolas e até mesmo nas redes sociais, onde criam narrativas sobre suas experiências. Por exemplo, a forma como os jovens se organizam em coletivos para discutir questões sociais ou ambientais na sua cidade é uma manifestação dessa apropriação territorial. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos desenvolvam um diário de bordo, onde registrarão suas reflexões sobre a apropriação do território, promovendo um aprendizado colaborativo e prático.

Etapa 1 — Introdução ao tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de narrativa do território, explicando como diferentes grupos se apropriam dos espaços. Ele pode usar exemplos de comunidades locais, movimentos sociais ou até mesmo narrativas digitais que os alunos conhecem. A ideia é despertar o interesse dos alunos e fazer uma conexão com suas próprias experiências.
Etapa 2 — Formação de grupos
Os alunos são divididos em grupos pequenos, onde cada grupo será responsável por discutir e registrar suas reflexões sobre a apropriação do território. O professor deve garantir que os grupos sejam diversos, misturando alunos com diferentes perspectivas e experiências.
Etapa 3 — Identificação de problemas
Cada grupo deve discutir e listar problemas relacionados ao território que eles percebem em suas comunidades. O professor pode fornecer exemplos de problemas, como falta de espaços públicos, poluição, ou desigualdade social. Os alunos devem registrar esses problemas em seus diários de bordo.
Etapa 4 — Geração de alternativas
Após identificar os problemas, os grupos devem pensar em alternativas e soluções criativas. O professor pode incentivar os alunos a pensar fora da caixa e considerar soluções que envolvam a comunidade, tecnologia ou iniciativas culturais. As ideias devem ser anotadas no diário de bordo.
Etapa 5 — Apresentação das soluções
Cada grupo apresenta suas soluções para a turma. O professor deve mediar as apresentações, promovendo um debate construtivo onde os alunos podem fazer perguntas e oferecer feedback. Isso ajuda a desenvolver habilidades de comunicação e argumentação.
Etapa 6 — Reflexão final
O professor conduz uma reflexão final sobre o que os alunos aprenderam durante a atividade. Ele pode perguntar como as soluções propostas podem ser implementadas e qual o impacto que isso teria na comunidade. Os alunos devem registrar suas reflexões finais no diário de bordo.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
O professor avalia os diários de bordo e a participação dos alunos, fornecendo feedback individual e coletivo. Ele pode destacar boas práticas e sugerir melhorias, incentivando os alunos a continuar refletindo sobre a apropriação do território em suas vidas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de análise crítica sobre as diferentes formas de apropriação do território.
Estimular o trabalho em grupo e a colaboração entre os alunos.
Fomentar a criatividade na busca de soluções para problemas territoriais.
Promover a reflexão sobre a identidade cultural e social dos alunos em relação ao seu território.
Facilitar a expressão de ideias e sentimentos dos alunos sobre o espaço que habitam.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões em grupo.
Capacidade de trabalhar em equipe e respeitar as opiniões dos colegas.
Qualidade e profundidade das reflexões registradas no diário de bordo.
Criatividade e viabilidade das soluções propostas para os problemas identificados.
Clareza na apresentação das narrativas e soluções desenvolvidas.
Ações do professor
Orientar os alunos sobre como identificar e registrar problemas relacionados ao território.
Fornecer exemplos práticos e contextualizados sobre apropriação do território.
Facilitar discussões em grupo, promovendo um ambiente colaborativo.
Acompanhar o progresso dos grupos e oferecer feedback contínuo.
Estimular a reflexão crítica e a troca de ideias entre os alunos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo.
Identificar e registrar problemas relacionados ao território em seu diário de bordo.
Propor alternativas e soluções para os problemas discutidos.
Colaborar com os colegas na construção do conhecimento coletivo.
Apresentar suas narrativas e soluções para a turma.