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Aula sobre Nem tudo é o que parece: informações e notícias falsas

Metodologia ativa — Sala de Aula Invertida

Por que usar essa metodologia?

A sala de aula invertida permite que o professor aproveite melhor o tempo em sala de aula. É possível enviar previamente o material para que o aluno se aproprie antes da aula e utilize o tempo com o professor para tirar dúvidas e se aprofundar no conteúdo.

Os alunos aprendem em diferentes ritmos e de formas distintas, já que o material enviado previamente pode ser diverso, como: podcast; texto; vídeo; filme; slides e outros.

É possível personalizar a aprendizagem respeitando as individualidades de cada um e tornando a aula mais eficiente e atrativa.

Você sabia?

A sala de aula invertida pode ser utilizada em parceria com muitas outras metodologias ativas. Esse método, auxilia o professor na personalização do ensino e contribui de para uma aprendizagem ativa.


Vivemos em uma era em que o acesso à informação é imediato e constante, principalmente por meio das redes sociais e da internet. No entanto, nem tudo que circula nesses meios é verdadeiro; as notícias falsas, ou fake news, podem causar desinformação e prejudicar a compreensão dos fatos. Nesta aula, os estudantes serão convidados a refletir criticamente sobre a veracidade das informações que recebem, identificando características das notícias falsas e aprendendo a buscar fontes confiáveis. Utilizaremos a metodologia da Sala de Aula Invertida, em que os alunos, previamente, terão contato com conteúdos sobre o tema e, em sala, utilizarão coletivamente um mapa conceitual que organize e aprofunde o conhecimento sobre informações e notícias falsas. O mapa conceitual terá uma ideia central e oito sub-ideias, distribuídas em dois níveis de profundidade, favorecendo a compreensão estruturada do tema e o desenvolvimento da habilidade de pesquisa crítica na cultura digital.

Material de apoio 1 — Nem tudo é o que parece: informações e notícias falsas

  1. Etapa 1Preparação Prévia (Estudo em Casa)

    O professor disponibiliza materiais de apoio, como textos e vídeos curtos, que abordam o conceito de notícias falsas, suas características, exemplos comuns e estratégias para identificar informações confiáveis. Os alunos devem estudar esse conteúdo em casa, preparando-se para a atividade em sala. Essa etapa é fundamental para que os estudantes cheguem à aula com uma base mínima de conhecimento, facilitando a construção colaborativa do mapa conceitual.


  2. Etapa 2Introdução e Discussão Inicial

    Em sala, o professor inicia a aula promovendo uma roda de conversa para que os alunos compartilhem suas impressões sobre o conteúdo estudado. O professor pode apresentar exemplos recentes de notícias falsas que circularam na mídia ou redes sociais, estimulando a reflexão sobre os impactos dessas informações. Essa etapa visa ativar o conhecimento prévio e despertar o interesse pelo tema.


  3. Etapa 3Apresentação do Mapa Conceitual e Orientações

    O professor explica o que é um mapa conceitual, destacando a ideia central e os níveis de profundidade. Apresenta o mapa conceitual modelo que será construído, com a ideia central 'Informações e Notícias Falsas' e oito sub-ideias, organizadas em dois níveis. O professor orienta os alunos sobre como pensar e organizar as informações para construir o mapa, ressaltando a importância da colaboração e da pesquisa crítica.


  4. Etapa 4Formação dos Grupos e Planejamento

    Os alunos são divididos em grupos para planejar a construção do mapa conceitual. Cada grupo discute as sub-ideias que irão abordar, dividindo responsabilidades para pesquisar e organizar as informações. O professor circula pela sala, auxiliando na organização e esclarecendo dúvidas. Essa etapa estimula o trabalho colaborativo e a autonomia dos alunos.


  5. Etapa 5Construção do Mapa Conceitual

    Os grupos começam a elaborar o mapa conceitual, utilizando recursos digitais disponíveis (como editores de mapas conceituais online) ou materiais tradicionais (papel e caneta), conforme a realidade da escola. Os alunos devem aplicar o conhecimento prévio e as pesquisas realizadas para estruturar as sub-ideias em dois níveis de profundidade, conectando-as à ideia central. O professor acompanha o processo, incentivando a reflexão crítica.


  6. Etapa 6Apresentação e Socialização dos Mapas

    Cada grupo apresenta seu mapa conceitual para a turma, explicando as escolhas feitas e os conteúdos abordados. O professor promove um debate, comparando as diferentes construções e destacando pontos importantes sobre a identificação e o impacto das notícias falsas. Essa etapa reforça a aprendizagem colaborativa e a capacidade de argumentação dos alunos.


  7. Etapa 7Avaliação e Reflexão Final

    O professor realiza uma avaliação formativa, considerando a participação dos alunos, a qualidade dos mapas conceituais e a capacidade crítica demonstrada. Em seguida, promove uma reflexão final sobre a importância da verificação das informações e o papel do cidadão na cultura digital. O professor pode sugerir que os alunos continuem atentos e críticos diante das informações que consomem diariamente.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade crítica dos alunos para identificar e analisar informações falsas na internet.

  • Estimular a autonomia dos estudantes na busca e seleção de fontes confiáveis de informação.

  • Promover a compreensão dos processos de produção e disseminação de notícias falsas.

  • Fomentar o trabalho colaborativo e a organização do conhecimento por meio da construção de mapas conceituais.

  • Integrar o uso de tecnologias digitais e recursos visuais para facilitar a aprendizagem significativa.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção coletiva do mapa conceitual.

  • Capacidade de identificar e diferenciar informações verdadeiras e falsas.

  • Qualidade e relevância das sub-ideias apresentadas no mapa conceitual.

  • Demonstração de autonomia na pesquisa e uso de fontes confiáveis.

  • Clareza e organização do mapa conceitual final.

Ações do professor

  • Disponibilizar previamente materiais de leitura e vídeos curtos sobre notícias falsas para que os alunos estudem em casa.

  • Orientar os alunos sobre a construção de mapas conceituais, explicando a ideia central e os níveis de profundidade.

  • Promover a discussão inicial em sala para esclarecer dúvidas e compartilhar percepções sobre o tema.

  • Dividir a turma em grupos para que construam o mapa conceitual colaborativamente, utilizando recursos digitais disponíveis ou papel e caneta, conforme a realidade da escola.

  • Acompanhar o desenvolvimento dos grupos, oferecendo suporte e provocando reflexões críticas.

  • Conduzir a socialização dos mapas conceituais produzidos, promovendo debates e comparações entre as ideias apresentadas.

  • Avaliar o processo e o produto final, fornecendo feedback construtivo para os alunos.

Ações do aluno

  • Estudar previamente os materiais disponibilizados sobre notícias falsas e verificação de informações.

  • Participar ativamente das discussões em sala, compartilhando dúvidas e opiniões.

  • Colaborar com os colegas na construção do mapa conceitual, sugerindo sub-ideias e organizando as informações.

  • Pesquisar e selecionar informações confiáveis para fundamentar as sub-ideias do mapa.

  • Utilizar ferramentas digitais ou recursos tradicionais para elaborar o mapa conceitual.

  • Apresentar e explicar o mapa conceitual produzido para a turma, contribuindo para o debate coletivo.

  • Refletir sobre a importância da verificação de informações e o impacto das notícias falsas na sociedade.