Aula sobre Nomadismo x Sedentarismo
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
O tema “Nomadismo x Sedentarismo” é fundamental para a compreensão das dinâmicas sociais e culturais que moldam a vida humana ao longo da história. O nomadismo, caracterizado pela mobilidade e pela adaptação a diferentes ambientes, contrasta com o sedentarismo, que se refere ao estabelecimento em um local fixo e à formação de comunidades estáveis. No cotidiano dos estudantes, podemos observar essas dinâmicas em discussões sobre migrações, urbanização e até mesmo nas escolhas de estilo de vida contemporâneas, como o trabalho remoto. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos criem uma fanzine, um formato que estimula a criatividade e a colaboração, permitindo que eles explorem e critiquem as oposições dicotômicas relacionadas ao tema.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o tema “Nomadismo x Sedentarismo”, contextualizando sua relevância histórica e social. Os alunos são convidados a preencher o diário de bordo com suas dúvidas iniciais sobre o tema. O professor pode usar exemplos práticos, como a migração de populações nômades em busca de recursos e a vida em cidades modernas, para ilustrar as diferenças entre os dois estilos de vida.
Etapa 2 — Discussão em Grupo
Os alunos são divididos em grupos pequenos para discutir suas dúvidas e percepções iniciais. O professor circula entre os grupos, facilitando a conversa e incentivando a troca de ideias. Essa etapa é crucial para que os alunos comecem a pensar criticamente sobre as oposições dicotômicas e como elas se manifestam em suas vidas.
Etapa 3 — Orientação para a Fanzine
O professor apresenta a estrutura da fanzine, que será dividida em 8 partes. Cada parte deve abordar um aspecto do nomadismo ou sedentarismo, como características, exemplos históricos, impactos sociais e culturais. O professor fornece orientações sobre como organizar as informações e incentiva a criatividade dos alunos, sugerindo o uso de desenhos, colagens e textos.
Etapa 4 — Criação da Fanzine
Os alunos, em seus grupos, começam a criar a fanzine. Eles devem dividir as partes entre si e trabalhar colaborativamente. O professor acompanha o progresso, oferecendo suporte e sugestões. Durante essa etapa, os alunos devem continuar a preencher o diário de bordo, registrando novas percepções e reflexões sobre o que estão aprendendo.
Etapa 5 — Apresentação das Fanzines
Cada grupo apresenta sua fanzine para a turma. Os alunos devem explicar suas escolhas e as críticas que levantaram em relação ao tema. O professor pode incentivar perguntas e discussões após cada apresentação, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo.
Etapa 6 — Reflexão Final
Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão final sobre o que foi aprendido. Os alunos são convidados a revisar seus diários de bordo e registrar novas percepções e conclusões sobre o tema. Essa etapa é importante para consolidar o aprendizado e promover a autoavaliação.
Etapa 7 — Feedback e Avaliação
O professor fornece feedback sobre as fanzines e a participação dos alunos, destacando pontos positivos e áreas de melhoria. Ele também pode solicitar que os alunos reflitam sobre o processo de criação e o que aprenderam ao longo da atividade, utilizando o diário de bordo como apoio.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de identificar e contextualizar as características das populações nômades e sedentárias.
Fomentar a crítica sobre as oposições dicotômicas, como cidade/campo e cultura/natureza.
Estimular a criatividade e a colaboração entre os alunos por meio da criação de uma fanzine.
Promover a reflexão sobre as ambiguidades e nuances das tipologias evolutivas.
Incentivar a autoavaliação e a reflexão contínua por meio do diário de bordo.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção da fanzine.
Clareza e coerência nas informações apresentadas na fanzine.
Capacidade de crítica e reflexão sobre as oposições dicotômicas.
Qualidade estética e criativa da fanzine.
Preenchimento reflexivo do diário de bordo.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância do nomadismo e sedentarismo na história.
Orientar os alunos sobre como criar a fanzine, explicando a divisão em 8 partes.
Facilitar discussões em grupo sobre as percepções iniciais e as dúvidas dos alunos.
Acompanhar o preenchimento do diário de bordo, incentivando reflexões contínuas.
Promover a apresentação das fanzines e a troca de feedback entre os grupos.
Ações do aluno
Preencher o diário de bordo com dúvidas iniciais sobre o tema.
Participar ativamente das discussões em grupo sobre nomadismo e sedentarismo.
Criar a fanzine, dividindo as partes entre os membros do grupo.
Refletir sobre as informações coletadas e suas próprias percepções ao longo da atividade.
Apresentar a fanzine para a turma, explicando as escolhas feitas e as críticas levantadas.