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Aula sobre O Brasil é ético?

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A ética é um tema central nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, especialmente ao se discutir questões como justiça, direitos e deveres na sociedade. No Brasil, a ética pode ser observada em diversas esferas, desde a política até as relações interpessoais. Os alunos podem perceber a ética em situações do cotidiano, como em decisões que envolvem honestidade, respeito ao próximo e responsabilidade social. A metodologia de Design Thinking será utilizada para que os alunos desenvolvam um mapa de empatia, permitindo que eles se coloquem no lugar do outro e compreendam diferentes perspectivas sobre o que é ser ético no Brasil.

Material de apoio 1 — O Brasil é ético?

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema "O Brasil é ético?" e provoca uma discussão inicial, perguntando aos alunos o que eles entendem por ética e como isso se aplica ao Brasil. O objetivo é despertar o interesse e a curiosidade dos alunos sobre o tema. Exemplos práticos podem incluir situações do cotidiano, como corrupção, honestidade nas relações pessoais e a ética nas redes sociais.


  2. Etapa 2Apresentação do Mapa de Empatia

    O professor apresenta o conceito de mapa de empatia e explica cada um dos campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". O professor pode usar um exemplo fictício, isto é, criar uma persona, para ilustrar como preencher o mapa, como o caso de um estudante que enfrenta dilemas éticos na escola.


  3. Etapa 3Divisão em Grupos

    Os alunos são divididos em grupos pequenos e cada grupo recebe a tarefa de escolher um personagem ou grupo social específico para analisar. O professor orienta os alunos a escolherem personagens que representem diferentes perspectivas sobre a ética no Brasil, como políticos, empresários, professores, estudantes, entre outros.


  4. Etapa 4Construção do Mapa de Empatia

    Os grupos começam a trabalhar na construção do mapa de empatia. O professor circula pela sala, oferecendo apoio e esclarecendo dúvidas. Os alunos discutem entre si e preenchem os campos do mapa de empatia com informações relevantes sobre o personagem escolhido (persona), considerando suas vivências e contextos sociais.


  5. Etapa 5Apresentação dos Grupos

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma. O professor precisa incentivar a participação de todos os alunos, promovendo um espaço seguro para compartilharem suas ideias e reflexões. Durante as apresentações, o professor pode fazer perguntas que estimulem a reflexão crítica.


  6. Etapa 6Reflexão e Discussão Final

    Após as apresentações, o professor conduz uma discussão final sobre as diferentes perspectivas apresentadas. Os alunos são convidados a refletir sobre o que aprenderam e como isso pode impactar suas próprias ações e decisões éticas no cotidiano.


  7. Etapa 7Avaliação e Feedback

    O professor encerra a aula com uma avaliação do trabalho realizado. Ele pode solicitar que os alunos escrevam uma breve reflexão sobre o que aprenderam e como podem aplicar esses conceitos em suas vidas. O feedback precisa ser construtivo, destacando os pontos fortes e as áreas de melhoria.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade de análise crítica dos alunos em relação à ética na sociedade.

  • Estimular a empatia e a compreensão das diferentes realidades sociais.

  • Promover a reflexão sobre a formação de sujeitos éticos.

  • Fomentar o trabalho colaborativo e a troca de ideias entre os alunos.

  • Incentivar a aplicação dos conceitos éticos em situações do cotidiano.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.

  • Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.

  • Capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender diferentes perspectivas.

  • Clareza e organização na apresentação dos resultados do trabalho.

  • Demonstração de compreensão dos conceitos éticos discutidos.

Ações do professor

  • Facilitar a discussão inicial sobre o que é ética e sua importância na sociedade.

  • Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, esclarecendo cada um dos campos.

  • Propor exemplos práticos que ajudem os alunos a relacionar a teoria com a prática.

  • Estimular a reflexão crítica durante as apresentações dos grupos.

  • Oferecer feedback construtivo sobre o trabalho dos alunos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões sobre ética.

  • Colaborar com os colegas na construção do mapa de empatia.

  • Refletir sobre suas próprias experiências e como elas se relacionam com o tema.

  • Apresentar suas conclusões e reflexões para a turma.

  • Escutar e respeitar as opiniões dos colegas durante as discussões.