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Aula sobre O corpo que dialoga com as necessidades sociais

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


O corpo é uma ferramenta fundamental de comunicação e interação social. Ele expressa emoções, intenções e necessidades, estabelecendo diálogos silenciosos que influenciam as relações interpessoais. No cotidiano dos estudantes, gestos, posturas e movimentos corporais são usados para demonstrar respeito, empatia, autoridade ou até mesmo desconforto. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa da Cultura Maker para que os alunos elaborem uma fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, explorando como o corpo pode dialogar com as necessidades sociais. A produção do fanzine permitirá que os estudantes reflitam, expressem e compartilhem suas percepções sobre o tema, desenvolvendo habilidades corporais conscientes e intencionais para interações sociais construtivas e respeitosas.

Material de apoio 1 — O corpo que dialoga com as necessidades sociais

  1. Etapa 1Introdução ao tema e contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o tema "O corpo que dialoga com as necessidades sociais", explicando como o corpo é uma forma de comunicação não verbal essencial nas relações humanas. Exemplos práticos podem incluir gestos de cumprimento, expressões faciais que indicam emoções, ou posturas que demonstram respeito ou desconforto. O professor estimula os alunos a compartilharem situações cotidianas em que perceberam o corpo dialogando com o ambiente social. Essa etapa prepara os estudantes para compreenderem a importância do tema e se engajarem na atividade.


  2. Etapa 2Apresentação da metodologia Cultura Maker e do fanzine

    O professor explica a metodologia ativa Cultura Maker, enfatizando a aprendizagem prática, colaborativa e criativa. Apresenta o material de apoio: um papel A4 dividido em 8 partes, que será utilizado para a construção do fanzine. Cada parte do fanzine abordará um subtópico relacionado ao tema principal. O professor orienta os alunos sobre como organizar o trabalho, dividir as tarefas e utilizar o espaço disponível para expressar ideias por meio de textos, desenhos e outros recursos visuais.


  3. Etapa 3Divisão dos grupos e planejamento do fanzine

    Os alunos são organizados em pequenos grupos para facilitar a colaboração. Cada grupo recebe uma cópia do papel A4 dividido em 8 partes e escolhe os subtópicos que irá desenvolver. O professor auxilia na definição dos conteúdos, incentivando a pesquisa e a reflexão sobre movimentos corporais que expressam necessidades sociais, como empatia, respeito, comunicação e inclusão. Os grupos planejam como distribuirão as tarefas entre os membros, considerando textos, ilustrações e exemplos práticos.


  4. Etapa 4Pesquisa e reflexão sobre movimentos corporais

    Os alunos, em seus grupos, discutem e pesquisam sobre os diferentes movimentos corporais que podem dialogar com necessidades sociais. Podem utilizar exemplos do cotidiano, observar vídeos disponíveis ou compartilhar experiências pessoais. O professor estimula a reflexão sobre como esses movimentos podem ser usados de forma consciente e intencional para estabelecer relações construtivas e respeitosas. Essa etapa aprofunda o entendimento do tema e prepara o conteúdo para o fanzine.


  5. Etapa 5Produção do fanzine

    Os grupos começam a elaborar o fanzine no papel A4 dividido em 8 partes, elaborando textos curtos, desenhos, esquemas e outros elementos visuais que expressem as ideias discutidas. O professor circula pela sala, oferecendo suporte, sugestões e incentivando a colaboração entre os alunos. É importante que os estudantes utilizem linguagem clara e criativa para comunicar suas reflexões sobre o corpo e as necessidades sociais, valorizando a diversidade de expressões e perspectivas.


  6. Etapa 6Apresentação e compartilhamento dos fanzines

    Cada grupo apresenta seu fanzine para a turma, explicando as escolhas feitas, os movimentos corporais destacados e as mensagens transmitidas. O professor promove um momento de escuta ativa e feedback construtivo, valorizando a participação de todos. Essa etapa fortalece a comunicação oral, a empatia e o respeito às diferenças, além de consolidar o aprendizado por meio da socialização dos trabalhos.


  7. Etapa 7Avaliação e reflexão final

    O professor conduz uma roda de conversa para que os alunos reflitam sobre o processo de criação do fanzine, o que aprenderam sobre o corpo e suas funções sociais, e como podem aplicar esse conhecimento no dia a dia. A avaliação considera a participação, o conteúdo produzido, a colaboração e o desenvolvimento das habilidades corporais conscientes. O professor registra observações para orientar futuras atividades e reforçar os conceitos trabalhados.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a consciência corporal e a intencionalidade nos movimentos para interações sociais.

  • Estimular a empatia e o respeito às diferenças por meio da expressão corporal.

  • Promover a reflexão crítica sobre como o corpo comunica necessidades e sentimentos em contextos sociais.

  • Incentivar a criatividade e a colaboração na produção de um fanzine coletivo.

  • Integrar práticas corporais com linguagens visuais e textuais para ampliar a comunicação.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na criação e discussão do conteúdo do fanzine.

  • Capacidade de eleger e utilizar movimentos corporais de forma consciente e intencional.

  • Demonstração de empatia e respeito nas interações durante as atividades.

  • Qualidade e coerência do conteúdo produzido no fanzine em relação ao tema.

  • Colaboração e engajamento no trabalho coletivo.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.

  • Explicar a metodologia Cultura Maker e o objetivo da criação do fanzine.

  • Orientar os alunos na divisão do papel A4 em 8 partes e na organização dos conteúdos.

  • Estimular a reflexão e o debate sobre o uso do corpo nas interações sociais.

  • Acompanhar e mediar a produção do fanzine, incentivando a colaboração.

  • Promover momentos de compartilhamento e apresentação dos fanzines produzidos.

  • Avaliar a participação, o conteúdo e as habilidades desenvolvidas durante a atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões sobre o tema e suas experiências pessoais.

  • Colaborar na divisão e organização do fanzine em 8 partes.

  • Pesquisar e refletir sobre movimentos corporais que expressam necessidades sociais.

  • Criar textos, desenhos e outros elementos visuais para compor o fanzine.

  • Utilizar movimentos corporais de forma consciente durante as atividades propostas.

  • Trabalhar em grupo, respeitando as opiniões e diferenças dos colegas.

  • Apresentar e explicar o conteúdo produzido no fanzine para a turma.