Logo do Aprendizap

Aula sobre O mito da democracia racial no Brasil

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


O mito da democracia racial no Brasil é uma construção social que sugere que o país é um exemplo de harmonia racial, onde brancos, negros e pardos convivem em igualdade. No entanto, essa ideia é frequentemente desmentida por dados que mostram desigualdades raciais persistentes em diversas áreas, como educação, saúde e mercado de trabalho. Para os alunos, esse tema pode ser encontrado em discussões sobre cotas raciais, movimentos sociais e na análise de obras literárias e artísticas que abordam a questão racial. Na aula, utilizaremos a metodologia de Design Thinking para que os alunos desenvolvam um mapa de empatia, permitindo uma compreensão mais profunda das experiências e percepções de diferentes grupos sociais em relação à democracia racial no Brasil.

Material de apoio 1 — O mito da democracia racial no Brasil

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    Inicie a aula apresentando o conceito de democracia racial e o mito que o envolve. Utilize exemplos da atualidade, como notícias sobre desigualdade racial, para contextualizar o tema. Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre o assunto e como isso se relaciona com suas vidas. Essa interação inicial ajudará a despertar o interesse e a curiosidade dos alunos.


  2. Etapa 2Apresentação do Mapa de Empatia

    Explique o que é um mapa de empatia e como ele pode ajudar a entender diferentes perspectivas sobre a democracia racial. Descreva cada um dos campos do mapa: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Dê exemplos de como preencher cada campo com base em personagens históricos ou fictícios (persona) que vivenciaram a questão racial.


  3. Etapa 3Divisão em Grupos

    Divida a turma em pequenos grupos e atribua a cada grupo um personagem ou grupo social específico (por exemplo, uma estudante negra, um empresário branco, um artista pardo). Cada grupo irá pesquisar e discutir as experiências e percepções de seu personagem (persona) em relação à democracia racial, utilizando o mapa de empatia como guia.


  4. Etapa 4Construção do Mapa de Empatia

    Os grupos precisam trabalhar juntos para preencher o mapa de empatia, discutindo e anotando as informações em cada campo. Incentive-os a pensar criticamente sobre as dores e ganhos de seus personagens, bem como sobre o que eles escutam e veem em suas realidades. O professor precisa circular entre os grupos, oferecendo orientações e esclarecendo dúvidas.


  5. Etapa 5Apresentação dos Grupos

    Cada grupo irá apresentar seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas que fizeram e as reflexões que surgiram durante a construção. Essa etapa é crucial para promover o diálogo e a troca de ideias entre os alunos, permitindo que eles vejam diferentes perspectivas sobre o mesmo tema.


  6. Etapa 6Reflexão Coletiva

    Após as apresentações, conduza uma discussão em grupo sobre as semelhanças e diferenças observadas nos mapas de empatia. Pergunte aos alunos como essas percepções podem influenciar a forma como eles veem a sociedade e a democracia racial no Brasil. Incentive-os a refletir sobre como essas questões se manifestam em suas vidas diárias.


  7. Etapa 7Encerramento e Avaliação

    Finalize a aula pedindo que os alunos escrevam uma breve reflexão individual sobre o que aprenderam e como isso pode impactar suas visões sobre a sociedade. Essa atividade pode ser feita em forma de diário ou um pequeno texto. O professor precisa avaliar as reflexões, considerando a profundidade das análises e a capacidade de conectar o tema com suas experiências pessoais.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade crítica dos alunos ao analisar narrativas históricas e sociais.

  • Fomentar a empatia e a compreensão das realidades diversas presentes na sociedade brasileira.

  • Estimular o trabalho colaborativo e a troca de ideias entre os alunos.

  • Promover a reflexão sobre as desigualdades raciais e suas implicações no cotidiano.

  • Incentivar a pesquisa e a busca por informações que ampliem o entendimento sobre o tema.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.

  • Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.

  • Capacidade de relacionar o tema com situações do cotidiano.

  • Clareza e coerência na apresentação dos resultados do trabalho.

  • Colaboração e respeito às opiniões dos colegas durante o trabalho em grupo.

Ações do professor

  • Apresentar o tema da aula e contextualizar a importância do estudo sobre a democracia racial.

  • Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, explicando cada um dos campos.

  • Facilitar discussões em grupo, incentivando a troca de ideias e reflexões.

  • Propor exemplos práticos e situações do cotidiano que ilustrem a desigualdade racial.

  • Avaliar o trabalho dos alunos, fornecendo feedback construtivo sobre suas reflexões.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da discussão inicial sobre o mito da democracia racial.

  • Trabalhar em grupo para construir o mapa de empatia, contribuindo com suas percepções.

  • Compartilhar experiências pessoais ou observações relacionadas ao tema.

  • Apresentar suas conclusões e reflexões para a turma, promovendo o diálogo.

  • Refletir criticamente sobre as desigualdades raciais e suas implicações sociais.