Aula sobre O modelo de produção de energia adotado no Brasil
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A produção de energia é um tema central para compreender como a sociedade moderna funciona e como podemos buscar soluções sustentáveis para o futuro. No Brasil, o modelo de produção de energia é predominantemente baseado em fontes renováveis, como a hidrelétrica, mas também envolve fontes não renováveis e desafios socioambientais.
Nesta aula, os estudantes serão convidados a explorar o tema por meio da metodologia ativa Design Thinking, utilizando um mapa de empatia para entender diferentes perspectivas sobre a produção de energia no Brasil. Essa abordagem permitirá que os alunos se coloquem no lugar de diversos atores envolvidos, como consumidores, produtores e comunidades afetadas, promovendo uma compreensão crítica e colaborativa do tema.

Etapa 1 — 1. Introdução e contextualização do tema
O professor inicia a aula apresentando o tema 'O modelo de produção de energia adotado no Brasil', destacando sua relevância para a sociedade e o meio ambiente. Utiliza exemplos práticos, como a predominância das hidrelétricas, o uso de fontes alternativas (solar, eólica) e os desafios socioambientais associados. Explica que a aula será conduzida por meio do Design Thinking, com foco no uso de um mapa de empatia para compreender diferentes perspectivas.
Etapa 2 — 2. Apresentação do mapa de empatia e divisão em grupos
O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Em seguida, divide a turma em pequenos grupos, orientando-os a escolher um personagem ou grupo social relacionado à produção de energia (ex: moradores próximos a usinas, consumidores urbanos, trabalhadores do setor energético).
Etapa 3 — 3. Pesquisa e reflexão em grupo
Os alunos, em seus grupos, discutem e refletem sobre o personagem escolhido, preenchendo o mapa de empatia com base em seus conhecimentos prévios e pesquisas rápidas, se possível. Devem considerar aspectos como percepções, informações recebidas, atitudes, observações, dificuldades enfrentadas e benefícios percebidos relacionados ao modelo de produção de energia.
Etapa 4 — 4. Construção coletiva do mapa de empatia
Cada grupo organiza as informações coletadas no mapa de empatia, discutindo e ajustando os conteúdos para que representem de forma coerente a perspectiva do personagem escolhido. O professor circula entre os grupos, auxiliando na reflexão e esclarecendo dúvidas, estimulando o pensamento crítico e a empatia.
Etapa 5 — 5. Apresentação e compartilhamento dos mapas
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as principais dores e ganhos identificados. O professor promove um debate, incentivando os alunos a compararem as diferentes perspectivas e a refletirem sobre os impactos do modelo energético brasileiro.
Etapa 6 — 6. Discussão sobre soluções e melhorias
Com base nas apresentações, o professor conduz uma discussão para que os alunos proponham possíveis soluções ou melhorias para o modelo de produção de energia, considerando aspectos como eficiência, sustentabilidade, impactos sociais e ambientais. Os alunos podem registrar essas propostas no mapa ou em anotações complementares.
Etapa 7 — 7. Síntese e reflexão final
Para encerrar, o professor faz uma síntese dos principais pontos abordados, reforçando a importância da avaliação crítica e da empatia na análise de temas complexos como a produção de energia. Estimula os alunos a refletirem sobre como podem contribuir para um futuro energético mais sustentável e justo, consolidando o aprendizado da aula.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de avaliação crítica de tecnologias e soluções relacionadas à produção e consumo de energia.
Estimular a empatia e a compreensão das múltiplas perspectivas envolvidas no modelo energético brasileiro.
Promover o pensamento crítico sobre os impactos socioambientais e culturais da produção de energia.
Incentivar a colaboração e o trabalho em equipe por meio da construção coletiva do mapa de empatia.
Relacionar conhecimentos científicos com situações do cotidiano e desafios reais da sociedade.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.
Capacidade de identificar e relacionar diferentes aspectos do modelo de produção de energia no Brasil.
Demonstração de compreensão dos impactos socioambientais e culturais associados à produção de energia.
Clareza e coerência na apresentação das ideias durante as etapas do Design Thinking.
Capacidade de propor soluções ou reflexões fundamentadas sobre o tema abordado.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância da produção de energia no Brasil, destacando suas características e desafios.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia, orientando os alunos sobre cada campo do mapa.
Dividir a turma em grupos e mediar a construção coletiva do mapa de empatia, estimulando a participação de todos.
Promover momentos de discussão e reflexão para que os alunos compartilhem suas percepções e aprendizados.
Acompanhar o desenvolvimento das atividades, oferecendo suporte e esclarecendo dúvidas.
Estimular a apresentação dos mapas e das ideias geradas, valorizando o trabalho colaborativo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia em grupo.
Expressar suas ideias e ouvir as perspectivas dos colegas para enriquecer o entendimento coletivo.
Pesquisar e refletir sobre os diferentes aspectos do modelo de produção de energia no Brasil.
Identificar dores e ganhos relacionados ao tema, considerando impactos socioambientais e culturais.
Colaborar na organização das informações no mapa de empatia, respeitando os campos propostos.
Apresentar as conclusões do grupo de forma clara e articulada.