Aula sobre O papel dos organismos internacionais e os Direitos Humanos
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O papel dos organismos internacionais e os Direitos Humanos é um tema crucial para entender como as relações entre países e instituições afetam a vida das pessoas ao redor do mundo. Organismos como a ONU, a OMC e a OIT desempenham funções importantes na promoção e proteção dos direitos humanos, mas também enfrentam críticas sobre sua eficácia e limitações. Por exemplo, a atuação da ONU em conflitos como a Síria e a questão dos refugiados nos mostra tanto os esforços para ajudar quanto os desafios enfrentados. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Design Thinking para que os alunos desenvolvam um mapa de empatia, permitindo uma compreensão mais profunda das diferentes perspectivas sobre o tema. Os alunos serão incentivados a pensar criticamente sobre como esses organismos impactam suas vidas e a sociedade.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
Inicie a aula apresentando o tema "O papel dos organismos internacionais e os Direitos Humanos". Explique a importância do assunto e como ele se relaciona com a vida cotidiana dos alunos. Utilize exemplos atuais, como a atuação da ONU em crises humanitárias, para ilustrar a relevância do tema. Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre organismos internacionais e como acreditam que eles impactam suas vidas e a sociedade.
Etapa 2 — Apresentação do Mapa de Empatia
Introduza o conceito de mapa de empatia e explique cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Mostre um exemplo de mapa de empatia para um personagem fictício (persona) relacionado ao tema, como um refugiado ou um ativista dos direitos humanos, para que os alunos compreendam como preencher cada campo.
Etapa 3 — Divisão em Grupos
Divida a turma em grupos pequenos e atribua a cada grupo um organismo internacional específico (por exemplo, ONU, OMC, OIT). Cada grupo irá pesquisar sobre o organismo designado, suas funções, ações e impactos nos Direitos Humanos. Verifique como utilizar dispositivos móveis ou computadores para acessar informações, artigos e notícias sobre o tema.
Etapa 4 — Construção do Mapa de Empatia
Com as informações coletadas, os grupos irão começar a construir seu mapa de empatia. Eles precisam discutir e preencher cada campo, refletindo sobre como o organismo internacional escolhido atua em relação aos Direitos Humanos. Incentive-os a pensar em exemplos concretos e a considerar diferentes perspectivas, como a de pessoas afetadas pelas ações do organismo.
Etapa 5 — Apresentação dos Grupos
Cada grupo irá apresentar seu mapa de empatia para a turma. Durante as apresentações, os alunos precisam explicar como chegaram às suas conclusões e quais foram as principais opiniões que tiveram. O professor incentiva a participação da turma, promovendo perguntas e discussões sobre as apresentações.
Etapa 6 — Reflexão e Discussão Final
Após todas as apresentações, conduza uma discussão final sobre o que os alunos aprenderam. Pergunte como suas percepções sobre os organismos internacionais mudaram e quais são os desafios que eles enfrentam. Estimule uma reflexão crítica sobre os limites e as formas de atuação desses organismos, considerando tanto os aspectos positivos quanto negativos.
Etapa 7 — Encerramento e Avaliação
Finalize a aula com um resumo dos principais pontos discutidos e a importância de entender o papel dos organismos internacionais. Explique como a atividade será avaliada com base nos critérios estabelecidos e incentive os alunos a continuarem refletindo sobre o tema em suas vidas cotidianas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre o papel dos organismos internacionais.
Estimular a empatia e a compreensão das diferentes realidades sociais e culturais.
Promover o trabalho colaborativo e a troca de ideias entre os alunos.
Fomentar a habilidade de comunicação e apresentação de ideias.
Incentivar a reflexão sobre a atuação dos organismos internacionais em contextos locais.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.
Capacidade de relacionar os conceitos discutidos com exemplos práticos.
Clareza e organização na apresentação final do trabalho.
Colaboração e respeito nas interações com os colegas.
Ações do professor
Facilitar a discussão inicial sobre o tema, apresentando exemplos relevantes.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, esclarecendo cada campo.
Estimular perguntas e reflexões críticas durante todo o processo.
Acompanhar os grupos durante a atividade, oferecendo feedback e suporte.
Conduzir a apresentação final, promovendo um espaço para troca de ideias.
Ações do aluno
Participar ativamente da discussão inicial, compartilhando suas ideias.
Trabalhar em grupo para construir o mapa de empatia, colaborando com os colegas.
Refletir sobre as informações coletadas e como elas se relacionam com suas vidas.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas.
Contribuir com perguntas e comentários durante as apresentações dos colegas.