Aula sobre O que é um argumento?
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Nesta aula, o foco é compreender o que é um argumento e como ele pode ser utilizado para expressar ideias de forma clara e fundamentada. Um argumento é uma razão ou conjunto de razões apresentadas para persuadir ou convencer alguém sobre um ponto de vista. No cotidiano, os estudantes encontram argumentos em debates, discussões, propagandas, notícias e até em conversas informais. Por exemplo, ao defender uma opinião sobre o uso consciente da água, é importante apresentar fatos e dados que sustentem essa posição. A metodologia Design Thinking será aplicada para que os alunos explorem o tema por meio do mapa de empatia, que auxilia na compreensão profunda do público-alvo ou da situação abordada, considerando o que a pessoa pensa, sente, escuta, fala, vê, suas dores e ganhos. Essa abordagem ativa estimula a reflexão crítica e a argumentação baseada em informações confiáveis, promovendo o respeito aos direitos humanos, à consciência socioambiental e ao consumo responsável. O mapa de empatia será utilizado durante as etapas da aula para orientar a análise e a construção dos argumentos, tornando o aprendizado mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.

Etapa 1 — Introdução ao conceito de argumento
O professor inicia a aula explicando o que é um argumento, destacando sua função de persuadir e fundamentar opiniões. São apresentados exemplos do cotidiano, como debates, propagandas e notícias, para que os alunos reconheçam a presença dos argumentos em diferentes contextos. O professor pode propor uma breve discussão inicial para que os estudantes compartilhem situações em que precisaram defender suas ideias.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada um de seus campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. É importante que os alunos compreendam como essa ferramenta ajuda a entender melhor o público ou a situação para a qual se deseja argumentar. O material de apoio com o mapa de empatia deve ser exibido e discutido.
Etapa 3 — Formação de grupos e escolha do tema
Os alunos são organizados em grupos e recebem um tema relacionado a direitos humanos, consciência socioambiental ou consumo responsável. Cada grupo deve utilizar o mapa de empatia para analisar o público-alvo ou a situação relacionada ao tema escolhido, refletindo sobre os campos do mapa para identificar percepções, necessidades e desafios.
Etapa 4 — Preenchimento do mapa de empatia
Cada grupo trabalha no preenchimento do mapa de empatia, discutindo e anotando as informações em cada campo. O professor circula entre os grupos, auxiliando na reflexão e garantindo que as informações sejam baseadas em dados e fatos confiáveis. Essa etapa estimula a empatia e a compreensão profunda do tema.
Etapa 5 — Construção dos argumentos
Com o mapa de empatia preenchido, os grupos passam a formular argumentos que considerem as percepções e necessidades identificadas. Os argumentos devem ser fundamentados em informações confiáveis e alinhados com o respeito aos direitos humanos e à consciência socioambiental. O professor pode fornecer exemplos e dados para apoiar essa construção.
Etapa 6 — Apresentação e discussão dos argumentos
Cada grupo apresenta seus argumentos para a turma, explicando como utilizaram o mapa de empatia para fundamentá-los. Após as apresentações, o professor conduz uma discussão, incentivando a escuta ativa, o respeito às opiniões diversas e a reflexão crítica sobre os argumentos apresentados.
Etapa 7 — Reflexão final e avaliação
Para encerrar, o professor promove uma reflexão sobre a importância de argumentar com base em fatos e dados confiáveis, destacando o papel do posicionamento ético e da consciência socioambiental. Os alunos são convidados a avaliar o processo, considerando o aprendizado e as habilidades desenvolvidas durante a aula.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Estimular a reflexão crítica sobre temas relacionados aos direitos humanos, consciência socioambiental e consumo responsável.
Promover o trabalho colaborativo e a empatia por meio do uso do mapa de empatia.
Incentivar o posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar e utilizar informações confiáveis para fundamentar argumentos.
Participação ativa na construção do mapa de empatia e na discussão em grupo.
Clareza e coerência na exposição dos argumentos.
Demonstração de respeito e consideração pelos diferentes pontos de vista durante as atividades.
Ações do professor
Apresentar o conceito de argumento e sua importância no cotidiano dos estudantes.
Orientar os alunos na utilização do mapa de empatia para analisar o público ou situação relacionada ao tema.
Facilitar a discussão em grupo, incentivando a escuta ativa e o respeito às opiniões diversas.
Fornecer exemplos práticos e dados confiáveis para apoiar a construção dos argumentos.
Acompanhar o desenvolvimento das atividades, oferecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente da construção do mapa de empatia, contribuindo com ideias e reflexões.
Analisar as informações coletadas para identificar dores, ganhos e percepções relevantes.
Formular argumentos fundamentados em fatos e dados confiáveis.
Discutir e negociar pontos de vista com os colegas, respeitando as opiniões diferentes.
Refletir sobre a importância do posicionamento ético e da consciência socioambiental nas argumentações.