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Aula sobre Onde pesquisar?

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Na era digital, saber onde e como pesquisar informações é fundamental para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes. Muitas vezes, os alunos encontram dificuldades para identificar fontes confiáveis e adequadas para suas pesquisas, o que pode comprometer a qualidade do conhecimento adquirido. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio da criação de um mapa de empatia, compreendam melhor os diferentes perfis de pesquisadores e os desafios enfrentados durante o processo de busca por informações. O mapa de empatia auxiliará os estudantes a refletirem sobre as diversas perspectivas envolvidas na pesquisa, relacionando-as com o conteúdo de Linguagens e suas Tecnologias, especialmente no que tange à apropriação crítica dos processos de pesquisa e busca de informação na cultura de rede. Assim, os alunos desenvolverão habilidades para identificar fontes confiáveis, compreender os novos formatos de produção e distribuição do conhecimento e aplicar essas competências em suas próprias pesquisas.

Material de apoio 1 — Onde pesquisar?

  1. Etapa 1Introdução e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando a importância da pesquisa e da busca por informações confiáveis no contexto acadêmico e cotidiano. Em seguida, explica brevemente a metodologia Design Thinking e o objetivo da atividade: criar um mapa de empatia para compreender melhor o processo de pesquisa. O professor pode exemplificar situações em que a pesquisa é fundamental, como na elaboração de trabalhos escolares, resolução de dúvidas e tomada de decisões informadas.


  2. Etapa 2Apresentação do mapa de empatia

    O professor apresenta o material do mapa de empatia, explicando cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. É importante que os alunos entendam que o mapa será utilizado para explorar as diferentes perspectivas de um pesquisador em busca de informações.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e definição do perfil do pesquisador

    Os alunos são divididos em pequenos grupos e recebem a tarefa de definir um perfil de pesquisador para o qual irão construir o mapa de empatia. Esse perfil pode ser, por exemplo, um estudante que precisa pesquisar para um trabalho escolar, um profissional buscando informações para um projeto, ou um cidadão comum buscando informações para tomar uma decisão.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Cada grupo utiliza o mapa de empatia para preencher os campos com base no perfil definido. Os alunos devem refletir sobre o que o pesquisador pensa e sente durante a pesquisa, o que escuta de outras pessoas, o que fala e faz, o que vê no ambiente, quais são suas dores (dificuldades) e ganhos (benefícios) no processo de pesquisa. O professor circula entre os grupos para orientar e estimular o pensamento crítico.


  5. Etapa 5Apresentação e discussão dos mapas

    Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo. O professor promove uma discussão coletiva, destacando semelhanças e diferenças entre os perfis e relacionando as reflexões com o conteúdo de Linguagens e suas Tecnologias, especialmente sobre a apropriação crítica das fontes e ferramentas de pesquisa.


  6. Etapa 6Reflexão sobre fontes e ferramentas de pesquisa

    O professor apresenta exemplos práticos de fontes confiáveis e não confiáveis, bem como ferramentas digitais úteis para a pesquisa. Os alunos são convidados a relacionar essas informações com os mapas de empatia construídos, identificando como as dores e ganhos podem ser enfrentados ou potencializados por meio do uso adequado dessas fontes e ferramentas.


  7. Etapa 7Síntese e aplicação

    Para finalizar, o professor propõe que os alunos reflitam individualmente sobre como podem aplicar as aprendizagens da aula em suas próprias pesquisas futuras. Pode-se sugerir que escrevam um breve texto ou façam um registro oral sobre as estratégias que pretendem adotar para melhorar sua busca por informações, considerando as perspectivas exploradas no mapa de empatia.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de apropriação crítica dos processos de pesquisa e busca de informação na cultura de rede.

  • Estimular o pensamento empático para compreender diferentes perspectivas no processo de pesquisa.

  • Promover o uso consciente e crítico de ferramentas digitais e fontes de informação.

  • Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo para a construção do conhecimento.

  • Relacionar o conteúdo de Linguagens e suas Tecnologias com práticas reais de pesquisa e busca de informação.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e refletir sobre diferentes aspectos do processo de pesquisa.

  • Demonstração de compreensão crítica sobre fontes e ferramentas de pesquisa.

  • Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.

  • Clareza e organização na apresentação das ideias no mapa de empatia.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de pesquisa e sua importância no contexto acadêmico e cotidiano.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta.

  • Distribuir o material do mapa de empatia e orientar os alunos na sua utilização.

  • Medir e mediar as discussões em grupo, estimulando o pensamento crítico e empático.

  • Fornecer exemplos práticos de fontes confiáveis e não confiáveis de pesquisa.

  • Auxiliar os alunos na reflexão sobre as dores e ganhos no processo de pesquisa.

  • Avaliar a participação e o desenvolvimento dos alunos durante a atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.

  • Refletir sobre suas próprias experiências e dificuldades ao pesquisar informações.

  • Colaborar com os colegas para identificar diferentes perspectivas no processo de pesquisa.

  • Analisar criticamente as fontes e ferramentas apresentadas pelo professor.

  • Expressar suas ideias de forma clara e organizada no mapa de empatia.

  • Apresentar e discutir o mapa de empatia com a turma.