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Aula sobre Organizando seu Plano de Metas

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Organizar um plano de metas é fundamental para que o estudante possa visualizar e estruturar seus objetivos pessoais, acadêmicos e profissionais de forma clara e prática. No cotidiano do estudante, isso se manifesta na definição de passos para alcançar sonhos, como escolher uma carreira, melhorar em determinada disciplina ou desenvolver habilidades específicas. Nesta aula, o professor deve aplicar a metodologia ativa Design Thinking para que o estudante produza um mapa de empatia, ferramenta que o auxiliará a compreender melhor seus próprios desejos, desafios e contextos, facilitando a elaboração de um plano de metas mais alinhado com suas realidades e aspirações. O mapa de empatia deverá ser trabalhado em grupo, estimulando a troca de experiências e a valorização da diversidade de saberes e vivências culturais, promovendo autonomia e consciência crítica na construção do Projeto de Vida.

Material de apoio 1 — Organizando seu Plano de Metas

  1. Etapa 1Introdução ao tema e à metodologia

    O professor deve iniciar a aula contextualizando a importância de organizar um plano de metas para o desenvolvimento pessoal e profissional. Em seguida, deve apresentar a metodologia Design Thinking e o mapa de empatia como ferramenta para compreender melhor a si mesmo e aos outros. O professor deve explicar cada campo do mapa de empatia (o que o estudante pensa e sente, escuta, fala e faz, vê, dores e ganhos), usando exemplos práticos para facilitar a compreensão.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e distribuição do material

    Os estudantes devem ser divididos em pequenos grupos heterogêneos para promover a diversidade de saberes e vivências culturais. O professor deve distribuir o modelo do mapa de empatia, que pode ser desenhado em folhas de caderno ou em quadros disponíveis na sala, considerando a falta de recursos para impressão e meios digitais. O professor deve orientar os estudantes a preencherem coletivamente cada campo do mapa, refletindo sobre suas experiências e perspectivas.


  3. Etapa 3Construção do mapa de empatia

    Os grupos devem iniciar o preenchimento do mapa de empatia, discutindo e anotando o que cada campo representa em relação às suas metas pessoais. O professor deve circular pela sala, incentivando a participação de todos, esclarecendo dúvidas e promovendo reflexão crítica sobre os desafios e oportunidades em suas vidas. Os estudantes devem considerar aspectos emocionais, sociais e culturais durante a construção do mapa.


  4. Etapa 4Compartilhamento e discussão entre grupos

    Cada grupo deve apresentar seu mapa de empatia para a turma, compartilhando os principais pontos levantados. O professor deve conduzir a discussão, destacando semelhanças e diferenças entre os grupos, valorizando a diversidade de experiências e saberes. Essa etapa promove a empatia e o respeito pelas diferentes realidades dos estudantes, ampliando a compreensão dos fatores que influenciam a organização do plano de metas.


  5. Etapa 5Reflexão individual e elaboração do plano de metas

    Com base no mapa de empatia criado, cada estudante deve refletir individualmente sobre suas metas pessoais, considerando os insights obtidos durante a atividade. O professor deve orientar os estudantes a elaborar um plano de metas simples, com objetivos claros, passos para alcançá-los e possíveis desafios a serem enfrentados. Essa etapa reforça a autonomia e a responsabilidade na construção do Projeto de Vida.


  6. Etapa 6Roda de conversa final

    O professor deve organizar uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem suas reflexões e planos de metas, promovendo um ambiente de escuta ativa e respeito mútuo. Essa troca deve fortalecer o senso de comunidade e apoio entre os estudantes, além de incentivar o compromisso com seus objetivos pessoais e coletivos. O professor deve destacar a importância da continuidade do trabalho com o plano de metas ao longo do ano.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    O professor deve realizar uma avaliação formativa, observando a participação dos estudantes, a qualidade dos mapas de empatia e dos planos de metas elaborados. Deve oferecer feedback construtivo para cada grupo e para os estudantes individualmente, ressaltando avanços e apontando possibilidades de aprimoramento. Essa etapa reforça a aprendizagem e motiva os estudantes a continuarem desenvolvendo seu Projeto de Vida com autonomia e consciência crítica.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de autoconhecimento por meio da criação do mapa de empatia.

  • Estimular a reflexão crítica sobre as próprias metas e os fatores que influenciam sua realização.

  • Valorizar a diversidade de experiências e saberes culturais presentes na turma.

  • Promover a autonomia e responsabilidade na construção do projeto de vida.

  • Incentivar o trabalho colaborativo e a empatia entre os estudantes.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e expressar pensamentos, sentimentos, dores e ganhos relacionados às metas pessoais.

  • Demonstração de reflexão crítica sobre os desafios e oportunidades para alcançar as metas.

  • Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de plano de metas e sua importância para o projeto de vida.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia.

  • Orientar os alunos na criação do mapa de empatia, esclarecendo cada campo.

  • Gerenciar o tempo e facilitar as discussões em grupo, garantindo a participação de todos.

  • Estimular a reflexão e o compartilhamento de experiências entre os estudantes.

  • Acompanhar e apoiar os grupos durante a atividade, oferecendo feedback construtivo.

  • Conduzir uma roda de conversa final para que os alunos compartilhem suas descobertas e aprendizados.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e atividades propostas.

  • Colaborar com os colegas na construção do mapa de empatia.

  • Expressar seus pensamentos, sentimentos, dores e ganhos relacionados às suas metas.

  • Refletir criticamente sobre os desafios pessoais e coletivos para alcançar objetivos.

  • Respeitar as opiniões e experiências dos colegas durante as atividades em grupo.

  • Compartilhar suas descobertas na roda de conversa final.