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Aula sobre Os Fenômenos das Línguas

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


O estudo dos fenômenos das línguas permite compreender que a linguagem não é um sistema estático, mas sim um fenômeno dinâmico, influenciado por fatores históricos, sociais, culturais e políticos. Por exemplo, o português falado no Brasil apresenta variações regionais, sociais e históricas que refletem a diversidade cultural do país. Além disso, as línguas são sensíveis aos contextos de uso, adaptando-se às necessidades comunicativas dos falantes. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares, onde os estudantes trabalharão em grupos para explorar os diferentes aspectos dos fenômenos linguísticos e utilizar um template de avaliação por pares. Esse template será usado para que os grupos avaliem uns aos outros, promovendo a reflexão crítica e o desenvolvimento de habilidades argumentativas e comunicativas.

Material de apoio 1 — Os Fenômenos das Línguas

  1. Etapa 1Introdução ao tema e contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito dos fenômenos das línguas, explicando que as línguas são dinâmicas e influenciadas por fatores históricos, sociais, culturais e políticos. Exemplos práticos, como variações regionais do português brasileiro e a influência de línguas indígenas e africanas, são discutidos para aproximar o tema da realidade dos alunos. O professor explica a metodologia de Aprendizagem Entre Pares que será utilizada, destacando a importância da colaboração e da avaliação mútua.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e exploração do tema

    Os alunos são organizados em grupos heterogêneos para garantir diversidade de perspectivas. Cada grupo recebe textos e materiais que abordam diferentes aspectos dos fenômenos linguísticos (variação linguística, contato de línguas, língua e poder, entre outros). Os grupos discutem os conteúdos para construir uma compreensão coletiva, anotando pontos importantes para a etapa seguinte.


  3. Etapa 3Apresentação dos trabalhos e aplicação da avaliação por pares

    Os grupos apresentam seus trabalhos sobre os fenômenos das línguas para a turma. Após cada apresentação, os demais grupos utilizam o template para avaliar o desempenho do grupo apresentador. O professor orienta para que as avaliações sejam feitas de forma respeitosa e construtiva, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo.


  4. Etapa 4Discussão dos resultados das avaliações

    Após as apresentações e avaliações, o professor conduz uma discussão sobre os resultados obtidos nas avaliações por pares. Os grupos refletem sobre os feedbacks recebidos, identificando pontos fortes e aspectos a melhorar. Essa etapa estimula a autoavaliação e o desenvolvimento crítico dos alunos em relação ao próprio trabalho e ao dos colegas.


  5. Etapa 5Síntese e aprofundamento dos conceitos

    Com base nas discussões e avaliações, o professor retoma os principais conceitos dos fenômenos das línguas, esclarecendo dúvidas e aprofundando o entendimento dos alunos. São apresentados exemplos adicionais para consolidar o aprendizado e relacionar os conteúdos com contextos sociais e culturais mais amplos.


  6. Etapa 6Reflexão final e registro do aprendizado

    Para finalizar, os alunos realizam uma atividade de reflexão individual ou em pequenos grupos, registrando o que aprenderam sobre os fenômenos das línguas e sobre o processo de avaliação por pares. O professor pode propor perguntas orientadoras para guiar essa reflexão, incentivando a metacognição e o planejamento de estratégias para futuras aprendizagens.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de análise crítica de textos relacionados aos fenômenos linguísticos.

  • Compreender as línguas como fenômenos históricos, sociais, culturais e políticos.

  • Estimular a colaboração e o diálogo entre os estudantes por meio da Aprendizagem Entre Pares.

  • Promover a construção coletiva de critérios de avaliação para o trabalho em grupo.

  • Fomentar a capacidade de argumentação e comunicação oral e escrita.

Critérios de avaliação

  • Organização e cooperação do grupo durante as atividades.

  • Clareza e fundamentação dos argumentos apresentados.

  • Qualidade e objetividade na apresentação e comunicação.

  • Participação ativa e respeito nas avaliações entre pares.

  • Desempenho geral na compreensão e aplicação dos conceitos dos fenômenos linguísticos.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar os fenômenos das línguas com exemplos práticos do cotidiano dos alunos.

  • Medir e facilitar as discussões entre os grupos, garantindo a participação de todos.

  • Fornecer o material de apoio com o template base para avaliação por pares.

  • Acompanhar as avaliações entre os grupos, esclarecendo dúvidas e promovendo feedback construtivo.

  • Estimular a reflexão crítica sobre os resultados das avaliações e os conteúdos trabalhados.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo sobre os fenômenos das línguas.

  • Avaliar os trabalhos dos outros grupos utilizando o template.

  • Apresentar argumentos fundamentados durante as discussões e avaliações.

  • Ouvir e considerar o feedback recebido dos colegas.

  • Refletir criticamente sobre os conteúdos e as avaliações realizadas.