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Aula sobre Os Fenômenos das Línguas

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Os fenômenos das línguas são manifestações que revelam como a linguagem está em constante transformação e adaptação aos contextos sociais, históricos e culturais. No cotidiano dos estudantes, esses fenômenos podem ser observados em variações regionais do português, no uso de gírias, na influência de outras línguas e na forma como a linguagem é usada em diferentes mídias e ambientes. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio da criação de um mapa de empatia, possam explorar e compreender os diferentes aspectos que envolvem os fenômenos linguísticos, considerando suas dimensões geopolíticas, históricas, sociais e culturais. O mapa de empatia servirá como ferramenta para que os estudantes se coloquem no lugar dos falantes e usuários das línguas, identificando suas percepções, sentimentos, dores e ganhos, promovendo uma análise crítica e contextualizada do tema.

Material de apoio 1 — Os Fenômenos das Línguas

  1. Etapa 1Introdução ao tema e contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o tema 'Os Fenômenos das Línguas', explicando sua importância e relevância social, histórica e cultural. Exemplos práticos são dados, como variações regionais do português, uso de gírias, influências de outras línguas e mudanças na linguagem midiática. Essa etapa visa despertar o interesse dos alunos e situá-los no contexto do estudo, preparando-os para a atividade de Design Thinking.


  2. Etapa 2Apresentação da metodologia e do mapa de empatia

    O professor explica aos alunos o que é Design Thinking e como será aplicada na aula, destacando a importância da empatia para compreender o ponto de vista dos falantes das línguas. Em seguida, apresenta o mapa de empatia com seus campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O material de apoio é distribuído ou exibido para que todos conheçam a ferramenta.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e planejamento da atividade

    Os alunos são divididos em grupos, preferencialmente de 4 a 5 integrantes, para facilitar a colaboração. Cada grupo escolhe um fenômeno linguístico para analisar, podendo ser uma variação regional, uma influência cultural, uma mudança histórica ou outro aspecto relevante. O professor orienta os grupos a planejar como irão coletar informações para preencher o mapa de empatia, estimulando a pesquisa e a troca de ideias.


  4. Etapa 4Construção do mapa de empatia

    Os grupos começam a preencher o mapa de empatia, discutindo e anotando o que o falante do fenômeno linguístico escolhido pensa, sente, escuta, fala, faz, vê, suas dores e ganhos. O professor circula pela sala, auxiliando e provocando reflexões para aprofundar a análise. Essa etapa permite que os alunos desenvolvam empatia e compreendam a complexidade dos fenômenos linguísticos.


  5. Etapa 5Apresentação dos mapas e discussão coletiva

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as conclusões alcançadas. O professor promove uma discussão coletiva, relacionando os diferentes mapas e destacando as dimensões geopolíticas, históricas, sociais e culturais dos fenômenos. Esse momento é fundamental para consolidar o aprendizado e ampliar a visão dos alunos.


  6. Etapa 6Reflexão crítica e registro individual

    Após as apresentações, os alunos são convidados a refletir individualmente sobre o que aprenderam, escrevendo um breve texto que analise criticamente os fenômenos das línguas, considerando os aspectos discutidos. Essa atividade reforça a compreensão e permite ao professor avaliar o desenvolvimento das habilidades propostas.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    O professor realiza a avaliação com base nos critérios estabelecidos, considerando a participação, a qualidade dos mapas, a análise crítica e a colaboração dos alunos. Além disso, oferece feedback construtivo para cada grupo e para a turma como um todo, incentivando a continuidade do estudo dos fenômenos linguísticos e o uso da empatia como ferramenta de aprendizagem.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de análise crítica dos alunos sobre os fenômenos linguísticos em diferentes contextos.

  • Promover a compreensão das línguas como fenômenos geopolíticos, históricos, sociais e culturais.

  • Estimular a empatia e a sensibilidade dos alunos em relação às variações e usos da linguagem.

  • Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo por meio da metodologia Design Thinking.

  • Despertar o interesse dos alunos pela diversidade linguística e suas implicações sociais.

Critérios de avaliação

  • Capacidade de identificar e caracterizar os fenômenos linguísticos a partir do mapa de empatia.

  • Participação ativa e colaborativa nas etapas do Design Thinking.

  • Clareza e profundidade na análise crítica dos textos e contextos apresentados.

  • Criatividade e organização na elaboração do mapa de empatia.

  • Capacidade de relacionar os fenômenos linguísticos com aspectos históricos, sociais e culturais.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar os fenômenos das línguas com exemplos do cotidiano dos alunos.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta de análise.

  • Dividir a turma em grupos e orientar a construção do mapa de empatia, distribuindo o material de apoio.

  • Medir o andamento das atividades, estimulando a reflexão e o debate entre os alunos.

  • Auxiliar os grupos na identificação dos diferentes aspectos do mapa de empatia.

  • Promover a apresentação dos mapas elaborados e facilitar a discussão coletiva.

  • Avaliar a participação, o conteúdo e a colaboração dos alunos durante a atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e reflexões sobre os fenômenos linguísticos.

  • Colaborar com o grupo na construção do mapa de empatia, preenchendo os campos indicados.

  • Analisar criticamente os textos e exemplos apresentados, relacionando-os com os campos do mapa.

  • Expressar suas ideias e percepções durante as discussões em grupo e coletivas.

  • Observar as variações linguísticas presentes no cotidiano e relacioná-las com o tema.

  • Apresentar o mapa de empatia elaborado para a turma, explicando suas escolhas.