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Aula sobre Os impactos dos recursos não renováveis

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


Os recursos não renováveis, como petróleo, carvão e gás natural, são amplamente utilizados para gerar energia e produzir materiais essenciais no cotidiano. No entanto, sua exploração e uso têm impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, como poluição, esgotamento dos recursos e mudanças climáticas.

Nesta aula, os estudantes serão convidados a investigar esses impactos e refletir sobre alternativas sustentáveis, utilizando a metodologia ativa Cultura Maker. Por meio do uso de um diário de bordo em grupos, os alunos registrarão o problema, gerarão alternativas e proporão soluções, promovendo o protagonismo e a colaboração no processo de aprendizagem.

Material de apoio 1 — Os impactos dos recursos não renováveis

  1. Etapa 1Introdução e contextualização

    Inicie a aula apresentando o tema "Os impactos dos recursos não renováveis" por meio de exemplos práticos do cotidiano, como o uso de combustíveis fósseis em veículos e a produção de plásticos. Explique a importância de compreender os efeitos ambientais, sociais e econômicos dessa dependência e introduz a metodologia Cultura Maker, destacando o uso do diário de bordo em grupos para registrar o processo de investigação.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e entrega do diário de bordo

    Organize a turma em pequenos grupos heterogêneos e distribui o diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. Oriente os alunos sobre como registrar as informações e destaca a importância do trabalho colaborativo e da pesquisa para o desenvolvimento da atividade.


  3. Etapa 3Identificação do problema

    Os grupos discutem e definem qual problema relacionado aos recursos não renováveis desejam investigar, como poluição causada pela queima de combustíveis fósseis ou esgotamento de reservas naturais. Registram no diário de bordo as questões levantadas, fundamentando suas escolhas com exemplos e dados pesquisados.


  4. Etapa 4Geração de alternativas

    Com base no problema identificado, os alunos pesquisam e discutem possíveis alternativas, como o uso de energias renováveis, motores elétricos ou processos de reciclagem de materiais. Cada grupo registra no diário as opções levantadas, avaliando vantagens e desvantagens de cada alternativa.


  5. Etapa 5Proposição de soluções

    Os grupos escolhem a alternativa que consideram mais viável e elaboram uma proposta de solução, detalhando como ela pode ser aplicada para mitigar os impactos dos recursos não renováveis. Essa solução é registrada no diário de bordo, incluindo aspectos técnicos, sociais e econômicos.


  6. Etapa 6Apresentação e debate

    Cada grupo apresenta seu diário de bordo para a turma, explicando o problema, as alternativas e a solução proposta. Proponha um debate, incentivando perguntas, críticas construtivas e reflexões sobre as diferentes propostas, promovendo o pensamento crítico e a argumentação científica.


  7. Etapa 7Reflexão final e registro

    Conduza uma reflexão coletiva sobre o aprendizado obtido, destacando a importância da busca por alternativas sustentáveis e o papel da ciência e tecnologia nesse processo. Os alunos fazem anotações finais no diário de bordo, consolidando seus conhecimentos e impressões sobre a atividade.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade de análise crítica sobre os impactos socioambientais dos recursos não renováveis.

  • Estimular a pesquisa e o trabalho colaborativo por meio do uso do diário de bordo.

  • Promover a reflexão sobre alternativas energéticas e tecnológicas sustentáveis.

  • Comparar diferentes tipos de motores e processos de produção de materiais, entendendo suas vantagens e desvantagens.

  • Incentivar a comunicação e argumentação científica entre os estudantes.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões e no trabalho em grupo.

  • Qualidade e profundidade das análises registradas no diário de bordo.

  • Capacidade de propor alternativas viáveis e fundamentadas.

  • Clareza e organização das ideias apresentadas no diário.

  • Engajamento na comparação crítica entre diferentes tecnologias e processos.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos estudantes.

  • Dividir a turma em grupos e distribuir o diário de bordo para registro das atividades.

  • Orientar os grupos na identificação do problema relacionado aos recursos não renováveis.

  • Estimular a pesquisa e a discussão para geração de alternativas.

  • Acompanhar o desenvolvimento das soluções propostas pelos grupos, promovendo debates.

  • Promover a apresentação dos diários de bordo e facilitar a reflexão coletiva.

  • Fornecer feedback construtivo durante todo o processo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo.

  • Registrar no diário de bordo o problema identificado, as alternativas geradas e as soluções propostas.

  • Pesquisar informações sobre os impactos dos recursos não renováveis e alternativas sustentáveis.

  • Comparar diferentes tipos de motores e processos de produção de materiais.

  • Apresentar e argumentar suas ideias para a turma.

  • Refletir criticamente sobre as propostas dos colegas.