Aula sobre Os impactos dos recursos não renováveis
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Os recursos não renováveis, como petróleo, carvão e gás natural, são fundamentais para a economia e o cotidiano, mas seu uso excessivo gera impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, como poluição, mudanças climáticas e esgotamento das reservas. No dia a dia, esses recursos estão presentes em combustíveis para veículos, produção de energia elétrica e fabricação de diversos materiais.
Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos personalizem um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre os impactos dos recursos não renováveis, promovendo uma compreensão crítica e colaborativa do tema.

Etapa 1 — Introdução e contextualização do tema
Inicie a aula apresentando o tema "Os impactos dos recursos não renováveis", destacando sua relevância socioambiental, política e econômica. Exemplos práticos, como o uso de combustíveis fósseis em veículos e a poluição gerada, são discutidos para aproximar o conteúdo da realidade dos alunos. Em seguida, explique a metodologia Design Thinking e introduza o conceito do mapa de empatia, preparando os alunos para a atividade colaborativa.
Etapa 2 — Formação dos grupos e apresentação do mapa de empatia
Os alunos são organizados em pequenos grupos e recebem o material de apoio com o modelo do mapa de empatia, contendo os campos "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Oriente os alunos a pensarem em diferentes atores sociais impactados pelo uso dos recursos não renováveis, como moradores de áreas poluídas, trabalhadores da indústria ou consumidores.
Etapa 3 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo discute e preenche os campos do mapa de empatia, explorando as percepções, sentimentos, informações recebidas, ações, observações, dificuldades e benefícios relacionados ao uso dos recursos não renováveis. Circule entre os grupos, incentivando a reflexão crítica e a consideração de múltiplos pontos de vista, garantindo que todos participem.
Etapa 4 — Apresentação e compartilhamento dos mapas
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo e destacando os principais impactos identificados. Incentive perguntas e comentários dos colegas, promovendo um debate construtivo que amplia a compreensão do tema e das diferentes perspectivas sociais.
Etapa 5 — Discussão sobre alternativas e tecnologias sustentáveis
Com base nos mapas apresentados, o professor conduz uma discussão sobre a necessidade de reduzir a dependência dos recursos não renováveis, apresentando exemplos de alternativas energéticas (como energia solar, eólica) e materiais sustentáveis. Os alunos são convidados a relacionar essas alternativas com os impactos discutidos, refletindo sobre benefícios e desafios.
Etapa 6 — Síntese e reflexão final
Oriente os alunos a sintetizarem as principais aprendizagens da aula, destacando a importância da análise crítica dos impactos socioambientais e a busca por soluções inovadoras. Os alunos podem registrar suas reflexões individuais ou em grupo, consolidando o entendimento e a consciência sobre o tema.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
Por fim, realize uma avaliação formativa baseada na participação, qualidade dos mapas de empatia e envolvimento nas discussões. Feedbacks são fornecidos para valorizar o processo de aprendizagem e incentivar a continuidade do interesse pelo tema e pela metodologia ativa aplicada.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de análise crítica sobre os impactos socioambientais dos recursos não renováveis.
Estimular a empatia e a compreensão das diferentes percepções sociais relacionadas ao tema.
Promover o trabalho colaborativo e a comunicação efetiva entre os alunos.
Incentivar a reflexão sobre alternativas tecnológicas e energéticas sustentáveis.
Relacionar conhecimentos científicos com questões políticas e econômicas atuais.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e relacionar diferentes aspectos dos impactos dos recursos não renováveis.
Clareza e coerência na apresentação das ideias durante as discussões.
Demonstração de compreensão das alternativas e tecnologias sustentáveis.
Trabalho colaborativo e respeito às opiniões dos colegas.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia.
Organizar os alunos em grupos para a construção do mapa de empatia.
Medir e orientar as discussões, estimulando a reflexão crítica e o respeito mútuo.
Disponibilizar o material de apoio com o modelo do mapa de empatia.
Auxiliar na sistematização das ideias e na apresentação dos resultados.
Promover uma discussão final relacionando os mapas com alternativas sustentáveis.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo.
Construir coletivamente o mapa de empatia, preenchendo os campos indicados.
Compartilhar percepções e ouvir as opiniões dos colegas.
Relacionar os impactos dos recursos não renováveis com exemplos do cotidiano.
Refletir sobre as dores e ganhos associados ao uso desses recursos.
Apresentar as conclusões do grupo para a turma.