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Aula sobre Os padrões de beleza e os povos indígenas brasileiros

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


Os padrões de beleza são construções sociais que variam de acordo com culturas, épocas e contextos históricos. No Brasil, os povos indígenas possuem uma diversidade cultural rica que influencia suas próprias concepções de beleza, muitas vezes diferentes dos padrões hegemônicos da sociedade contemporânea. Nesta aula, os estudantes irão explorar os padrões de beleza presentes nas culturas indígenas brasileiras, refletindo sobre como esses padrões dialogam ou se contrapõem aos padrões mainstream. Utilizando a metodologia ativa da Cultura Maker, os alunos criarão uma fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, que abordará diferentes aspectos do tema, promovendo a expressão artística e o trabalho coletivo. O material de apoio será uma fanzine pronta que servirá como modelo e inspiração para a criação dos estudantes, estimulando a pesquisa, a reflexão crítica e a criatividade.

Material de apoio 1 — Os padrões de beleza e os povos indígenas brasileiros

  1. Etapa 1Introdução e contextualização do tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema dos padrões de beleza e sua relação com os povos indígenas brasileiros. Utiliza exemplos visuais e relatos para ilustrar a diversidade cultural e estética desses povos, destacando as diferenças em relação aos padrões hegemônicos. Em seguida, apresenta o material de apoio: uma fanzine pronta em papel A4 dividida em 8 partes, que servirá como modelo para a atividade. O professor explica a proposta de criação de um fanzine coletivo, ressaltando a importância da expressão artística e do trabalho colaborativo.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e distribuição dos subtópicos

    Os alunos são organizados em grupos, e cada grupo recebe um subtópico relacionado ao tema, como: tipos de adornos indígenas, significados simbólicos, diversidade étnica, influência dos padrões de beleza na sociedade atual, entre outros. O professor orienta os grupos a explorarem o conteúdo do material de apoio e a realizarem pesquisas complementares, incentivando a troca de informações e a reflexão crítica. Os grupos planejam como irão dividir as tarefas e quais linguagens artísticas utilizarão para expressar suas ideias.


  3. Etapa 3Pesquisa e coleta de referências

    Os alunos realizam pesquisas utilizando recursos disponíveis, como livros, vídeos e relatos orais, para aprofundar o conhecimento sobre seus subtópicos. Eles coletam imagens, textos e outras referências que possam enriquecer a criação do fanzine. O professor acompanha o processo, auxiliando na seleção de informações relevantes e estimulando o pensamento crítico sobre as fontes e conteúdos encontrados.


  4. Etapa 4Planejamento e esboço do fanzine

    Cada grupo começa a planejar a composição visual e textual da sua parte do fanzine, esboçando ideias e organizando o conteúdo de forma clara e criativa. O professor orienta sobre técnicas básicas de design e narrativa visual, incentivando a experimentação e a integração de diferentes linguagens artísticas, como artes visuais, audiovisual, dança, música e teatro, quando possível. Os grupos discutem e ajustam seus planos, preparando-se para a produção final.


  5. Etapa 5Produção do fanzine em papel A4

    Os alunos utilizam papel A4 dividido em 8 partes para criar suas páginas do fanzine, aplicando as técnicas e ideias planejadas. O professor disponibiliza materiais simples que possam ser encontrados na escola ou em casa, como lápis, canetas, recortes de revistas e outros recursos artísticos. Durante a produção, o professor circula entre os grupos, oferecendo suporte técnico e criativo, além de estimular a colaboração e o respeito às contribuições de cada integrante.


  6. Etapa 6Montagem e finalização do fanzine coletivo

    Após a produção das partes individuais, os grupos se reúnem para montar o fanzine coletivo, organizando as páginas na sequência planejada. O professor orienta sobre a montagem física do fanzine, garantindo que todas as partes estejam bem alinhadas e apresentem coerência visual e temática. Os alunos revisam o conteúdo, fazem ajustes finais e preparam-se para a apresentação do trabalho para a turma.


  7. Etapa 7Apresentação e reflexão coletiva

    Cada grupo apresenta sua parte do fanzine para a turma, explicando as escolhas artísticas, os conteúdos abordados e as reflexões desenvolvidas. O professor conduz uma roda de conversa para que os alunos compartilhem suas impressões, desafios e aprendizados durante o processo. Essa etapa promove a valorização do trabalho coletivo, o respeito à diversidade cultural e o desenvolvimento da consciência crítica sobre os padrões de beleza e os povos indígenas brasileiros.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade dos alunos de expressar-se artisticamente em diferentes linguagens, valorizando referências culturais indígenas.

  • Estimular a reflexão crítica sobre os padrões de beleza impostos socialmente e suas implicações históricas e sociais.

  • Promover o trabalho colaborativo e a criação autoral coletiva por meio da produção de um fanzine.

  • Integrar conhecimentos artísticos, históricos, sociais e políticos para uma compreensão ampla do tema.

  • Incentivar o respeito e a valorização da diversidade cultural dos povos indígenas brasileiros.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas etapas de criação e discussão do fanzine.

  • Capacidade de relacionar conceitos históricos, sociais e culturais sobre padrões de beleza e povos indígenas.

  • Criatividade e originalidade na produção artística do fanzine.

  • Trabalho colaborativo e respeito às ideias dos colegas durante o processo.

  • Clareza e coerência na comunicação das ideias apresentadas no fanzine.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar os padrões de beleza e a diversidade cultural dos povos indígenas brasileiros.

  • Distribuir e explicar o material de apoio (fanzine modelo) para inspirar e orientar os alunos.

  • Organizar os alunos em grupos para a criação coletiva do fanzine, distribuindo os subtópicos a serem abordados.

  • Medir e acompanhar o desenvolvimento das ideias e produções artísticas, oferecendo suporte e feedback.

  • Estimular a pesquisa e a troca de conhecimentos entre os alunos durante a elaboração do fanzine.

  • Promover momentos de socialização para que os grupos apresentem suas produções e reflitam sobre o processo.

Ações do aluno

  • Participar das discussões sobre padrões de beleza e culturas indígenas, compartilhando ideias e experiências.

  • Pesquisar informações e referências culturais para fundamentar a criação do fanzine.

  • Colaborar com os colegas na produção das diferentes partes do fanzine, expressando-se por meio das linguagens artísticas.

  • Utilizar o material de apoio como inspiração para a criação autoral.

  • Organizar e dividir tarefas dentro do grupo para otimizar a produção do fanzine.

  • Apresentar e explicar as partes criadas do fanzine para a turma, promovendo o diálogo e a reflexão.